Apocalypse...
Apocalypse...
Kapitel 211 min Lesezeit

A floresta...

— Falta muito?- reclamava o rapaz de cabelos negros cujo o nome é Armin.

Deveríamos estar a caminhar à mais ou menos UMA HORA! Isto está pior do que quando eu fui a Fátima a pé. Bem, talvez eu tenha exagerado porque daqui até Fátima demora dias. Whatever. Durante o caminho acabamos por nos apresentar. O rapaz de cabelos azuis chama-se Alexy e era gémeo do Armin. Como se não desse para ver, não é? O de cabelos platinados é o Lysandre, e o de olhos cor de esmeralda é o Kentin.

Nunca pensei conhecer tantos rapazes em um só dia. Ainda por mais no meio de um apocalipse.

— Por acaso, estás com sorte. Faltam dois minutos.- respondi enquanto apontava para uma floresta que estava a poucos metros de nós.

Como é que eu sei que são dois minutos daqui até lá? Não sei. Disse isso à sorte.

Caminhamos mais um pouco até lá.

— Amy, tu mentiste.Não foram dois minutos. Foram três.- reclamou Armin.

Rimos, e continuamos o nosso trajeto para dentro daquele local repleto de arvóres. Agora desfeitas...

Em um momento paramos e observamos o estado do local.

— Está tudo...- eu nem tinha palavras para terminar a frase.

— Completamente desfeito...- felizmente Nathaniel fê-lo por mim.

— Acho, que temos muito trabalho por aqui. Bom. O que acham de fazer uma fogueira, fazer com que alguns troncos sejam os nossos brancos e passamos aqui pelo menos esta noite?- perguntei.

Todos concordaram comigo. Talvez porque não achassem coisa melhor a fazer.

Decidimos separar-nos por grupos.

Eu, Night, Castiel e Nathaniel fomos por um lado procurar vestígios de madeira, já Lysandre, , os gémeos e Kentin, foram por outra direção à procura de algo para fazer de nossos bancos.

— Oh Night!- chamou Castiel.

— Que é que queres, oh Bruno De Carvalho?- ri do nome que Night lhe deu.

— Duvido que consigas subir aquela árvore.- disse ele enquanto apontava para uma das poucas árvores que ainda estavam inteiras.

— Pfft! Canja.- disse ela.

Night preparou-se para subir.Até subiu um pouco mas...

— Night pensa rápido!- disse Castiel ao atirar um galho de madeira na direção da minha melhor amiga.

— O quê?- Night virou-se e ao ver o que vinha na sua direção, levantou levou as mão para a frente do rosto em forma de defesa.

O único problema é que Night estava mais apoiada na árvore com os braços, do que com os pés ou as pernas, o que fez com que ela se desequilibrasse e caísse.

Bem. Cair ela não caiu, já que Castiel a segurou.

— Eu estou a ver a luz!- disse ela.

Rimos.

Poucos segundos depois olhou para o Castiel.

— Deus, és tu?- perguntou- Fodasse. Que Deus Feio.- reclamou na brincadeira.

— Adeus.- disse Castiel.

— O quê?- Perguntou Night. Segundos antes de Castiel a largar, fazendo com que ela caísse no chão.

Rimos muito.

— Escusado.- disse ela enquanto se levantava.

— Vá, agora a sério, concentrem-se.- anunciei.

Continuamos a nossa busca por madeira.

Em um momento, eu comecei a não conseguir ver o chão, devido á quantidade de madeira que carregava nos meus braços. De qualquer maneira, eu decidi arriscar, e tentar caminhar até ao nosso suposto "local de campismo".

De repente, o meu braço raspou em algo. Senti a minha pele ser perfurada. Eu havia me cortado em um galho de uma árvore.

— Ai!- queixei-me.

Ignorei e continuei o meu caminho.

— Amy, cuida...- ouvi Nathaniel a dizer.

Poucos segundos depois, senti o meu pé escorregar e ia cair para trás. Porém senti as mãos de alguém ampararem as minhas costas. De seguida toda a madeira que eu levava em meus braços caiu.

— do...- Nathaniel completou a sua frase.

Olhamos um para o outro.

Uau! Os olhos cor de mel dele são... Lindos.

— Não bebes mais.- fez essa brincadeira e eu ri do comentário dele.

Permanecemos a trocar olhares.

— Os teus olhos esverdeados são...maravilhosos.- disse ele de uma forma que fez com que as minhas bochechas esquentassem.

Wow. Não estava nada à espera.

— D-desculpa.- pediu e eu saí dos braços dele.

— Obrigado, por me segurares.- agradeci e abaixei-me para pegar na madeira que havia caído.

— Amy...- ouvi o Nathaniel chamar o meu nome.

— Sim?- dei permissão para que ele continuasse a falar.

— Hum, o que aconteceu ao teu braço?- perguntou, referindo-se ao ferimento quando esbarrei na árvore.

— Isto? Isto não é nada.- respondi com calma.

— Não é nada?- perguntou e riu — Amy, isso está cheio de sangue. Tens a certeza que não foi profundo?- questionou, e eu não pude deixar de reparar no tom de preocupação na voz dele.

— Nathaniel, eu nem sei porque estás tão preocupado. Nós estamos a meio de uma apocalipse. Isto não é nada comparado ao que poderá vir a acontecer. Eu tenho a certeza absoluta que se uma dia isto acabar eu vou estas cheia de sangue e ferimentos.- respondi, e reparei que tinha sido um pouco rude e ao mesmo tempo, psicopata.- desculpa, eu fui rude, e não quero que fiques com medo de eu ser uma psicopata.- desculpei-me e rimos os dois.

— Confesso que fiquei com medo, mas...- ri ainda mais do comentário dele.

— Meninos, podem parar de namorar e ajudar?- ouvimos a voz de Night.

Namorar?

— Eu acho que já podemos ir.- disse eu.

Eles concordaram e seguimos caminho.

Quando chegamos, o resto do pessoal já estava lá.

— Bom, não são os melhores bancos, mas, dá pró gasto.- disse Armin.

— Está perfeito.- comentei.

Ajeitamos os bancos, colocamos os galhos que apanhamos no meio, e colocamos algumas pedras ao redor.

— Finalmente. Acabamos de arrumar!- suspirei aliviada por termos acabado o trabalho.

— Por mim poderia ficar tudo às três pancadas, mas vocês os dois querem tudo arrumado.- comentou Night, referindo-se a mim e ao Nathaniel, já que fomos nós que sugerimos que ficasse tudo da melhor forma.

— Eu concordo com a Night. De que serve ter tudo arrumado se, para além de estarmos a meio de um apocalipse, e daqui a um tempo vamos embora daqui?- Castiel concordou com Night. Estes dois são muito parecidos.

— Se fosse a ti Castiel eu não diria isso. Nós não sabemos qaunto tempo ficaremos aqui. Até somos capazes de ficar aqui até acabar o apocalipse. Se é que um dia poderá acabar.- disse Lysandre.

— Ás vezes pergunto-me, como é que eu sou o teu melhor amigo...- comentou Castiel.

— Penso exatamente isso sobre a Night. Mas eu sei o porquê, eu aturo Night e mesmo sendo o meu oposto, nós nos damos muito bem. Não é atóa que eu estou com ela à treze anos.- uau. Eu acabei de concordar com o Castiel? Foi isso mesmo?

— TREZE ANOS?- perguntaram todos surpreendidos.

— Uau! Isso é muita coisa.- comentou Alexy.

— Oh meu PSP. Isso é que é uma amizade verdadeira.- disse o gémeo Armin. Uma coisa que eu havia descoberto sobre ele é que ele ama jogos.

— Bom. Isso é a prova de que a amizade verdadeira existe. Eu espero que a minha com o Castiel dure tanto quanto a vossa.- Lysandre disse todo filósofo. Ele é melhor que Fernando Pessoa.

— É mais tempo do que aquele em que eu tive na escola militar.- é verdade. Kentin teve durante alguns meses na escola militar. Ele dizia que era muito, e eu ria disso. O bom é que pelo menos temos alguém forte e que sabe algumas estratégias de sobrevivência caso alguma coisa acontecesse.

— Treze anos era a idade que eu tinha quando comecei a descobrir o eu gosto por Romances Policiais.- ouvimos Nathaniel dizer. Acabei de descobrir mais uma coisa sobre ele. Ao que parece o seu tipo de história favorito é Romances Policiais.

— Bom. Ouvi muitas opiniões e nenhuma delas me interessou. E para falar a verdade a Amy só está comigo porque eu a ameaço de morte se ela me deixar.- todos se assustaram com a brincadeira de Night- estou na brinca (estou zuando), Amy está comigo porque ela gosta de mim e eu gosto dela. E acho que a nossa amizade é forte. Apenas isso.- terminou de falar e todos suspiraram aliviados ao saber que era apenas uma brincadeira.

Rimos um pouco.

— Enfim, o que acham de comermos? Eu trouxe alguns alimentos, e acho que Night também.- dei essa proposta.

Estávamos com fome. Por mais que fossem mais ou menos duas da manhã, o céu continuava coberto por uma enorme nuvem cor de laranja. Suponho que em breve desaparecerá.

Sentamos nos "bancos" e...

— Alguém tem um fósforo para acender a fogueira?- perguntei.

— Não.- responderam todos.

— Bom. Parece que vai ter de ser à moda antiga.- comentei.

Peguei em duas pedras e comecei a bater uma na outra.

Tentei, tentei, tentei mais uma vez...

— CONSEGUI!- gritei de alegria ao ver o fogo se expandir sobre os galhos.

— O que é isto aqui no meu bolso?- perguntou Castiel.

Ele apalpava o bolso das calças e de seguida foi ver o que tinha lá dentro.

— AHHHH!É só o meu isqueiro. Olha, Amy, queres usar para, ah, já temos fogo.- disse ele.

Peguei em uma das pedras e ergui o braço, pronta para lança-la ao palhaço de cabelos vermelhos que estava à minha frente.

Nathaniel pegou no meu punho e tirou a pedra da minha mão, impedindo que eu o fizesse.

Peguei na outra pedra, e fiz o mesmo. Novamente Nathaniel me impediu de lhe rachar a cabeça.

Respirei fundo e deixei ir embora a vontade de matar o Castiel.

— Vamos comer.- anunciei.

Tirei alguns alimentos como, salsichas, batatas fritas de pacote, salgados, pão de forma e assim para comermos.

Night ia tirando o mesmo da sua mochila e aquilo parecia infinito.

A comida até era bastante.

Depois de comermos conversamos um pouco até o sono bater.

— Pessoal, seguinte, prestem todos atenção!- chamei a atenção de todos para mim.

De repente todos olharam para minha pessoa.

— Eu trouxe três mantas.- foi isso que eu disse.

— E eu trouxe quatro.- completou Night.

— Ao todo dão sete. E nós somos oito. Ou seja, alguém vai ter que dormir com outra pessoa.- anunciei.

— Aviso já que eu sou possuída durante a noite, ou seja, eu mexo-me bué (muito).- disse Night.

— Fazemos assim. Quem é que aqui fica sempre na mesma posição durante a noite?- perguntei e levantei o braço logo em seguida.

Pensei que fosse a única mas... Nathaniel também levantou o braço.

— Boa. Assim ficam vocês os dois juntos. Agora vamos dormir.- disse Night.

O quê? Eu conheço este gajo apenas à horas e vamos dormir "juntos"?

Não posso deixar de dizer que é constrangedor.

— O-ok!- concordamos eu e Nathaniel ao mesmo tempo.

Cada um pegou em uma manta e se deitou. Eu Nathaniel pegamos numa e deitamos no chão, nos cobrindo em seguida.

Em pouco tempo adormecemos.

...

Acordei a meio da noite.

Pelo menos a nuvem alaranjada já foi embora. Deveriam ser mais ou menos três e meia da manhã. Levantei, fiquei sentada e vi que toda a gente dormia.

Fiquei a observar a estrelas.

—Passo por ti ;Tu nem me ves ;Só mais um dia.. amanha talvez...- comecei a cantar a música "Secretamente" da Rita Guerra- ...E fico à espera ;De ver em ti ;O sentimento.. que trago dentro de mim... Mas eu só posso imaginar ;O que podia ser ;Se eu te pudesse abraçar ;Se eu te pudesse ter...(Refrão) Secretamente, à espera de um gesto, de um sinal...

— Secretamente? Gosto dessa música.- ouvi a voz do Nathaniel e assustei-me.

Levei as mãos ao peito e virei-me para ele.

— Que susto.- disse e soltei um riso.

— Cantas bem.- comentou.

— Escusas de mentir.- disse eu.

— Mas é ver...- ele ia falar mas eu coloquei o meu dedo indicador sobre os seus lábios e disse "Shhhh".

Eu havia ouvido barulhos.

— Está aí alguém?- perguntei sem medos.

Novamente barulhos foram ouvidos. Tanto por mim como pelo Nathaniel.

— Apareçam.- Nathaniel ordenou.

Os barulhos continuaram. O que poderia ser?

CONTINUA...