Ele continuou estático por alguns segundos. Nem piscava, o que chegou a ser um pouco assustador, mas eu também não estava assim tão calma. Afinal, como eu poderia ficar calma? Ali, bem na minha frente, estava o meu pai.
O pai que eu pensei que tinha sido abduzido por ETS (Mas isso foi com quatro anos de idade, então não vem ao caso), pensei que estava morto, por todo esse tempo. Não que eu pensasse nos meus parentes mortos no meu tempo livre lá na escola Joddine, era só que... ele podia ter dado sinal de vida (trocadilho idiota, é, eu sei).
Angie deu um cutucão em German e ele pareceu "acordar". Ele murmurou um "entre", ainda gaguejando, saindo da frente da porta. Entrei na casa timidamente, e, sinceramente: se a vida real fosse como os desenhos e as pessoas poderiam ficar com o queixo lá no chão eu estaria exatamente assim. A casa era linda, grande, linda, brilhante e... eu já disse que a casa era linda? Tinha até um piano, um piano lindo. Não que eu soubesse tocar piano, mas seria legal deitar nele nos momentos dramáticos.
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