23/12/2004. — 18:03 pm — Nova York.
Tudo parecia bem calmo em Nova York, na casa dos Johnson. Camilla montava a árvore de natal, enquanto nevava constantemente na rua. Seus olhos estavam acompanhando os pingos de neve caírem levemente no chão. Sua mente estava vagando e quando finalmente se pega em pensamento: Eu só queria alguém no natal pra mim.
-Camilla, pode vir aqui um minuto? -Falou sua mãe, Beatrice.
-Claro, espere um minuto pra mim terminar de colocar os enfeites.
-Tudo bem.
E então Camilla volta aos seus devaneios anteriores.
Enquanto os flocos de neve caíam no quintal, Camilla deixava escapar lágrimas.
Camilla vai à cozinha, onde sua mãe estava. Encontra ela limpando a louça e organizando os pratos.
-O que você queria? -pergunta Camilla tentando disfarçar o choro.
-Você pode ir pra mim no mercado? Eu preciso de mais farinha pra fazer um bolo.
-Ah mãe, nessa neve? Papai nem está aqui! -exclamou-se irritada.
-Não interessa, você é de açúcar menina? Você tem 16 anos e eu já tenho 40 e lá vai! -sua mãe era irritantemente argumentativa e não tinha como Camilla não dizer NÃO.
-Ok. Já estou indo.
Pegou o dinheiro e se agasalhou. Colocou a sua touca de lã e saiu na neve, deixando passos pesados e irritadiços nela.
Quando ia passando de volta por uma rua antes da dela, escorrega com tudo na neve e cai de bunda no chão.
Camilla irritada, começa a borbulhar de raiva:
-MAS QUE DROGA, QUEM É O VEADO QUE LIMPA A NEVE NA FRENTE DE CASA E DEIXA ISSO UMA PISTA DE GELO DIZENDO: VEM CÁ, PRA MIM? AFF!
-Do que você me chamou? -Disse um rapaz olhando pra ela irritado e um uma pá na mão.
-Err.... Você deve estar ouvindo coisas menino!
Camilla e seu rosto queimavam de vergonha, tanta que o menino falou:
-Se você continuar vermelha assim, vai derreter toda a neve em que você está sentada. -falou ele apontando pra ela.
Foi aí que Camilla percebeu que ainda estava deitada de bunda no chão com um saco de farinha na mão e com o cabelo todo bagunçado.
-DROGA!! -gritou ela.
-Você só pode ser maluca ou filha do papai noel.
-O QUÊ? CALA ESSA BOCA, EU NEM DEIXEI VOCÊ FALAR COMIGO.
-A BOCA É MINHA E SE EU QUISER EU FALO! -exclamou ele.
-AH, VAI SE FERRAR, TÔ INDO! -falou ela dando passos largos e firmes.
-JÁ VAI TARDE, SUA COISA! -gritou ele enquanto a observava e acenava à ela falsamente.

