The peanut-sized King Kong.
The peanut-sized King Kong.
Chapter 15 min read

I... feel like the heroine.

Gay.

Em alguns momentos, como em reuniões da empresa, Ahn Min Hyuk quase podia sentir o pensamento das pessoas rastejando sobre sua pele, tocando e tentando oprimi-lo. Embora nunca houvesse algo para confirmar esse falso rumor, todos já tinham uma opinião sobre o assunto. Era basicamente um milagre que ele estivesse em uma posição tão elevada com tantas pessoas acreditando em um boato. Boato que ele mesmo não fazia nada para corrigir.

Quantos anos faziam? Ele não se lembrava, mas todas as noites sonhava com aquela menina, aquele anjo que sua mãe tinha mandado para salvá-lo. Por mais que se esforçasse, não conseguia lembrar do rosto daquela garota, só da silhueta. Até pintou a figura dela na porta de seu esconderijo, o lugar em que se sentia mais seguro. E ela estando lá, mesmo que só em forma de gravura, só aumentava esse sentimento de segurança.

Foi amor a primeira vista, não tem como negar. E esse amor perdurou por todos esses anos, por isso ele nunca foi visto com mulher nenhuma. Pelo menos não até agora. No instante em que tentava se lembrar mais uma vez do rosto da garota, Bong Soon entrou na sala.

A cada vez que ele via Bong Soon a imagem de seu anjo sumia de sua mente e era substituída pela dela. Ele quase se sentia culpado, como se estivesse traindo a garota de suas memorias, pois era da natureza dele ser fiel a um sentimento, mas o fato é que Bong Soon ocupa sua mente desde o primeiro instante em que a viu, enquanto ela batia naqueles caras da construtora.

— CEOnim! – ela chamou, atravessando a sala e parando na frente dele. – Não vai sair hoje? Não tenho mais a sua agenda.

— Não – ele respondeu distraidamente. – Mas talvez mais tarde, se eu me cansar de ficar em casa.

Ele olhou para ela e sorriu. Como uma coisinha tão pequena podia captar tanta atenção dele?

Quando ele se apaixonou pela primeira vez, por aquele anjo sem rosto, foi como um baque, ele nunca tinha experimentado sentimentos como aqueles, sonhava em encontrá-la na rua e imaginava como poderia abordá-la. Passou a fazer todo tipo de pesquisa sobre ela, até chegou a descrevê-la para o detetive amigo de seu pai, mas sem resultados. Só podia dizer com certeza que ela usava uma saia escura e um moletom rosa com toca, que cobria a franja. Agora com Bong Soon ele experimentava os mesmos sentimentos, só que bem mais intensos. Desejava a companhia dela como louco quando não estava por perto. E quando estavam juntos ele ainda sentia que estavam separados demais. Doía toda vez que ele a ouvia comentar sobre seu querido Gook Du-yah, portanto ele tentava irritá-la só para se distrair.

— Pensei que gostasse de ficar em casa – ela comentou.

— As vezes preciso sair para a rua para que as pessoas possam ver minha beleza e saberem que ainda há esperança no mundo. – Ele respondeu se ajeitando no sofá e passando os braços pelo encosto, já sabendo como ela reagiria as suas palavras.

Bong Soon revirou os olhos e bufou, como o esperado, mas também deu um pequeno sorriso, o que foi uma surpresa mais do que agradável.

— CEOnim – ela chamou e mordeu o lábio, colocando o cabelo atrás da orelha esquerda.

Não faça isso, ele queria dizer. Tão malditamente sexy. Ele pigarreou tentando esconder o efeito que ela causava nele.

— Sim?

— Posso ir um pouco para casa? Minha avó chegou – disse com um sorriso.

Tão adorável.

— Claro. Eu te levo. Vou pegar as chaves do carro.

— Vou pegar meu casaco. – E saiu quase saltitando para o quarto.

Tão fofa.

Ele se levantou e pegou as chaves, logo em seguida ela saiu do quarto, terminando de colocar o moletom, a toca ainda na cabeça. Um moletom rosa. Ela virou-se para fechar a porta; de lado, era possível ver a franja por debaixo da toca.

Muita coincidência.

Ela levantou o braço para baixar a toca mas ele não podia deixar esse momento passar.

— Não se mexa!

— O que? – ela disse assustada, mas parou o movimento do braço no ar.

— O quanto você é forte?

— Me interrompeu só para perguntar isso? – ela virou para ele irritada e baixou a touca. – Você sabe que sou forte. Muito.

— Poderia parar um ônibus? – Ele perguntou sem vacilar. – Com pessoas dentro?

— Sim. – Ela franziu as sobrancelhas. – Já fiz isso uma vez. Mas faz tempo.

De repente o anjo que o salvou veio em sua mente novamente. E pela primeira vez ele pode ver nitidamente. Era ela. Ele inspirou profundamente.

— Você é meu anjo! – ele deixou escapar baixinho.

— O que? – ela perguntou e se aproximou dele. – Chefe, você está bem?

Ele se recompôs e olhou para ela, não podia acreditar. Depois de tanto tempo, a única mulher que ele já amou estava parada em sua frente.

— Claro – ele respondeu. – Vamos logo.

Eles saíram pela porta e entraram no elevador.

— Belo moletom – ele comentou casualmente.

— Ah! É velho. Presente da vovó – ela respondeu com carinho.

Ele apenas sorriu. Ainda não era o momento de confessar o que ele sentia, nem de dizer que a conhecia há bastante tempo, muito menos que sonhava com ela todas as noites. Só havia uma certeza, Ahn Min Hyuk amava Do Bong Soon e ele não ia desistir.

Sorriu ainda mais ao pensar que, talvez em breve, ninguém mais faria comentário nenhum sobre sua vida pessoal. Se tudo saísse como ele esperava, não haveria motivos.

Comments & Reactions

Share your thoughts, attach collectible stamps, and react with the author and community.

You have reached the latest chapterReturn to story overview
Story Index