The neighbors
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Capítulo 1

Havia uma cidade igual à maioria das cidades de interior, a diferença eram as pessoas e que uma vez dentro da cidade nunca mais se pode sair, a cidade é considerada amaldiçoada agora, mas ninguém sabe o porquê, ninguém exceto eu.

Meu nome é Guilherme e vou contar a história da minha cidade natal e sua maldição.

A cidade era movimentada pela venda de maçã, tínhamos festivais da maçã, uma cidade tranquila e amigável, foi onde nasci e vivi até minha adolescência, mas tudo mudou por volta de meus 17 anos com a chegada dos novos vizinhos.

Na escola não se ouvia sobre outra coisa, os novos moradores da cidade iriam abrir uma livraria, pouco tempo depois a suposta livraria estava funcionando, o engraçado era que ela só ficava aberta a noite ou em alguns dias, ninguém conhecia os donos, um casal com dois filhos adolescentes que não estudavam na escola.

- Minha irmã, me disse que tem livros muito bons lá, vou dar uma olhada hoje.

- Eu estava querendo ir lá mesmo posso ir com você Samantha?

- Claro Bia, nos encontramos na praça as 19:00 h.

- Tomem cuidado, não conhecemos eles.

- Que bonitinho Guilherme, quer nos defender dos vizinhos.

- Nós vamos até lá, se houver algum perigo eu te aviso tá.

- Vão zombando, eu é que não coloco os pés naquele lugar.

Bia era loira e gordinha era minha prima e Samantha era magra de cabelos pretos lisos eu a considerava a garota mais linda daquela cidade.

Na volta do colégio eu passei em frente a ela e ouvi dentro da livraria os donos discutiam e se preparavam.

- Patricia, você não pode ficar sem, já está há dias sem consumir nada.

Patricia uma adolescente, morena de cabelos cacheados andava de um lado para o outro com se relutasse em fazer alguma coisa.

- Lino tem razão, você não pode lutar para sempre com quem é.

- Chega, hoje a noite sua greve estupida terá fim, com os próximos clientes.

- Mas Saulo, eu não consigo.

- Vai conseguir, vou estar aqui com você para garantir.

- Vejamos a estratégia de hoje, o jogo dos livros o que acham?

- Perfeito Vitória.

- O que é esse jogo dos livros?

- Menina ingênua, é assim cada um presente no caso você e Saulo mais os clientes vão escolher um livro cada e abrir aleatoriamente a história imitando a cena descrita no livro, é claro que vocês sabem qual livro pegar e qual cena representar.

- Sim, os clientes começaram, então serei eu vou me aproximar de um deles devagar, você terá que agir com poucos segundos de mim.

- Não, eles são pessoas.

- Esse será nosso novo lar, e as pessoas daqui devem ficar um pouco mais parecidas conosco.

- Claro, enquanto vocês cuidam da livraria, Lino e eu vamos conhecer as pessoas das primeiras casas da vizinhança, em breve a cidade será perfeita.

- É melhor esquecer seu senso de humanidade, não irá ganhar nada com ele, aceite de uma vez o destino, nada irá mudar.

- Não aceito.

Patricia saiu batendo a porta dos fundos, mas ninguém se mexeu ela voltaria e cumpriria com seu dever era parte daquela família, e não tinha escolha. Eu ouvi até o bater da porta dos fundos, não entendi do exatamente estavam falando, por isso corri para alertar Bia que não me deu ouvidos como sempre.

Eu iria ficar na praça observando as meninas para ter certeza que estavam bem, mas minha mãe, me fez ficar em casa ajudando com os pratos que ela preparava para o festival que ocorreria dali alguns dias.

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