Um quarto escuro devido. No centro deste quarto estava uma cama gigante, digna de uma princesa. Nela estava deitada uma mulher de pele negra e cabelos marrons e mais quatro garotas mais novas que a mulher, todas nuas depois de uma noite de prazeres.
— Senhorita Glória? – dizia uma empregada ao se aproximar da cama.
— O que foi? – a mulher acorda e se levanta, enquanto coça os olhos cuja íris brilhava num tom carmesim.
— Está na hora da reunião. – a empregada responde.
— Entendo... – Glória sai de sua cama, mas não antes de dar um beijo de bom dia na boca de cada uma das garotas, inclusive em sua empregada favorita. — Busque meu terno, sim?
— Como desejar, senhorita. – a empregada vai em direção a um closet para buscar as roupas de sua senhorita.
Glória é a filha adotiva de Agatha Marie, presidente das Empresas Gorgon, o maior conglomerado de toda Seleanna. Porém ser a filha adotiva lhe tirava o direito de herdar o conglomerado, ainda mais quando suas irmãs viviam para derrubá-la. Porém ela estava confiante de que subiria ao “trono” em breve.
Após tomar café da manhã ao lado de suas concubinas e se trocar, ela finalmente vai até o local onde ocorreria a reunião, pois já estavam esperando por pelo menos trinta minutos.
— E ai está ela. – disse Cynthia, a mais velha das irmãs de Glória.
— Quanta falta de educação com nossa mãe. – completa Rebecca, a irmã do meio.
— Espero que tenha um bom motivo para ter nos reunido aqui e se atrasado. – disse Agatha. — Acha que somos desocupados?
— A senhora, não. Já o restante... – Glória sorri cinicamente. — Vamos dar início a reunião.
— Então, qual é o assunto da vez? – disse um dos executivos chefes.
— A sucessão do conglomerado. – todos a encaram surpresa.
— De novo isso? – Agatha a encara desacreditada.
— Ora, mamãe. Só estou preocupada com a senhora que está quase se aposentando, mas não tem herdeiras legítimas.
— Como assim?! – perguntou Rebecca.
— Simples. – com um estalar de dedos, Rebecca e Cynthia são empaladas por um espinho de ferro que se ergueu do chão.
Os executivos desesperados, começaram a tentar correr para fora, mas outros espinhos surgiram e no fim, todos foram mortos ali. Com exceção de Agatha.
— O que fez? Hã? – Agatha se espanta ao ver um leão negro com olhos cor de sangue surgir atrás de Glória. — Como isso é...
— Esse é meu amigo, Mordred. — Glória se senta na mesa de reuniões e puxa sua mãe pela gola, em seguida lhe da um caloroso beijo de língua, o que deixou a mulher mais horrorizada ainda. — E se não quiser ser o café dele, sugiro que repense sobre a sucessão do “trono”.
Glória sai da sala seguida por Mordred.
— Fez bem, princesa. – disse o leão.
— Isso não foi nada, por hora a empresa é minha. – ela encara a cidade pela janela. — O próximo passo agora...
— É o mundo... – Mordred começa a desaparecer.
— Sim, o mundo será nosso. Meu querido cavaleiro da traição, Mordred Pendragon. – ela solta uma risada maligna.

