Os Quatro Elementos.
Capítulo 1: Fogo.
Estados Unidos da América — Los Angeles.
- Passa a bola cara.
- Vai ficar fominha agora é?
Ele arremessa e...
- Três pontos. As moças poderiam parar de reclamar agora e deixar o pai aqui jogar.
- Uuuuuuuui, ficou brabinho, vai lá ô Michael Jordan!
- Vão se foder. Eu vou embora, e desliga essa porra desse rádio.
- Nunca vou entender, um negro, americano que não gosta de rap.
- Vão ouvir música clássica seus putos.
- Cara, enfia o Beethovem no rabo.
- Isso aí, avisa quando tiver preparado, falou Billy.
- Falou seus pretos fudidos.
Chegando em seu apartamento de 10x15m, não muito longe da quadra de basquete, Billy Madness (sim esse é o sobrenome dele que traduzindo, significa \"loucura\") o típico negro americano, com a diferença de
não gostar de rap, tira sua camisa regata e liga a tv, vai ao banheiro do apartamento de 10x15m e se olha no espelho.
- Cacete, tá na hora de cortar esse cabelo, dá pra guardar minhas panelas aqui.
Quando chega na sala, cheia de revistas espalhadas, a maioria de pornografia, potes com restos de comida e muita, muita poeira, se depara com um homem
alto cabelos estupidamente longos e vermelhos, da mesma cor que os olhos, sua roupa, uma calça preta e camisa preta, com um gigante sobretudo vermelho.
- Mas quem diabos é você? E o que tu faz aqui? Mano, tu tá fodido. Eu vou ligar pra polícia.
- Você pode chamar quem você quiser, não vão me pegar, e eu não sou seu inimigo, eu vim lhe recrutar. — Anuncia o tão estranho homem.
- Me recrutar pra que? Eu consegui despença do exército a 5 anos! O que tu quer? Fala logo antes que eu te encha de porrada.
- Meu nome é Vulcano, controlo tudo o que pertence na categoria do elemento fogo, considere-me uma espécie de Deus.
- Deus? Tu não tem barba branca, nem bata, nem um cajado fodão. — Diz Billy, ainda não acreditando. — E se tu controla fogo, prova.
Assim se fez, juntando as duas mãos numa espécie de concha, Vulcano fez com que uma bola de fogo surgisse a atirou pela a janela em tireção ao céu.
- Acredita agora, mortal? — Pergunta cheio de confiança, Vulcano.
- Caralho cara, isso é voodoo!! Tu fez pacto com o demônio fala aí!
- Cala a boca agora e me escuta. Eu e os outros deuses, ou mestres, como preferir, resolvemos que precisamos de uma força aqui na terra. Nós não temos como controlar tudo o que acontece por aqui, e para isso, precisamos de alguns mortais para ajudar-nos.
- E como eu vou te ajudar?
- É aí que eu queria chegar, você ganhará um pingente, nele estará contido todo o poder que precisa.
- Eu vou poder controlar fogo agora? — Pergunta Billy com ar de deboche.
- Por aí, mas vai demorar um tempinho pra você se acostumar e aprender.
- Tá e se eu não quiser?
- Você vai acordar amanhã de manhã sem se lembrar de nada.
- Caralho mano, que porra é essa.... num minuto eu to jogando basquete, no outro to falando com uma pseudo aberração.
Um lampejo e o braço de Billy é marcado a fogo com o símbolo do elemento.
- Então, está dentro ou fora? — Pergunta o já impaciente Vulcano.
- Tu é sempre arrogante assim?
- Dentro ou fora?
- O que eu ganho com isso?
- Mais do que você ganha catando lixo e morando em outro.
Depois de muito pensar, e vendo que não tinha o que perder, Billy responde:
- Tá, eu to dentro, cadê o pingente?
- Está aqui — Diz Vulcano, apresentando uma corrente grossa, nela, um pingente vermelho, com a forma de uma bola de fogo dando uma espiral, que brincava delicadamente imitando um suave pêndulo.
- Eu ainda acho que eu abusei da coca mano... — Fala Billy enquanto pega o pingente das mãos de Vulcano.
- Considere-se o escolhido do fogo.
- Eu vou ter uniforme? Tipo Super-Homem?
- Se você quiser.
- Tá, tu disse que tinha outros deuses, quem são os outros escolhidos? Quando vou conhecer? — Billy já estava ancioso.
- Você vai conhecer eles em breve, mas antes você vai ter que passar por um treinamento, para pegar o jeito. Eu serei seu porto seguro, seu guia na jornada, estarei aqui pra tirar suas dúvidas.
- E outra coisa, por que eu?
- Gostei do seu basquete, e cara, corta esse cabelo, daria pra guardar a mobília toda aí...
- Vá se foder. To pronto, vamos treinar então.
- Não, você precisar descançar, amanhã será um longo dia, e é bom você se preparar para ficar um bom tempo longe daqui.
- Que assim seja.
