The Pretty Girl in the Back Row
The Pretty Girl in the Back Row
Chapter 18 min read

Capítulo 1

Para começar é melhor eu me apresentar, meu nome é Yuki Hiiragizawa, sou baixo, 1,70 de altura, 60kg, cabelos pretos e geralmente bagunçado e magro. Considero-me inteligente apesar de às vezes chegar a ser metido, não gosto de me socializar provavelmente porque não gosto muito dos seres humanos em si, também não faço questão de me arrumar muito para sair de casa, coisa que faço pouco, estou geralmente de calça jeans e camiseta, com uma blusa e um capus grande cobrindo meu cabelo que teimo em cortar mesmo sabendo que está feio.

Possuo um enorme senso de humor, consigo conversar com quase todo mundo, não tenho muita vergonha de falar besteira ou de falar esporadicamente com os outros, lógico que isso só ocorre quando tem uma finalidade, puxar papo por puxar era algo que eu não fazia, porem falar a primeira coisa que vinha na minha mente era algo que eu fazia, e muito.

Posso dizer sem orgulho nenhum que sou muito tímido para coisas ligadas ao coração, nunca fui de ficar saindo de noite para beijar varias garotas sem ao menos saber o nome delas, muito pelo contrario, sempre achei que um relacionamento devia ser puro e simplesmente romântico, vocês devem estar pensando que eu sou homosexual, mas não é isso, eu só acredito que exista um amor verdadeiro.

Nos últimos tempos uma garota tem chamado muito a minha atenção. Faço cursinho para passar em medicina e não devia perder tempo pensando nesse tipo de coisa, mas ela simplesmente não me deixa em paz.

Desde o começo do cursinho, ou melhor, desde a primeira vez que eu a vi eu a achei linda. Ela era alta, mais do que eu pelo menos, cabelo curto e castanho claro, cara de anjo como se não fizesse mal a ninguém, sempre com um livro na mão coisa que mostrava ser um hobbie para ela, sempre rodeada de pessoas e com um incrível charme, ela prendia minha atenção.

Agora com dois meses para o final do cursinho, todo dia que ela chegava eu me deparava olhando para ela, creio que ela já havia percebido, pois varias das vezes que eu percebia que eu estava olhando para ela era porque ela olhava na minha direção, mas minha timidez me impedia de falar com ela, Melissa era tão linda que eu apenas me perdia olhando ela passar.

Achei que nada aconteceria até aquele dia quando a amiga dela, Sakura eu acho, trazia um copo de água, nada demais, nada que eu fosse me preocupar muito, até a amiga dela pisar em falso e derrubar tudo em mim. Confesso que com meu típico mau humor, pensei em falar alguma besteira, mas deixei quieto, afinal tinha sido um acidente, só tinha caído na minha roupa e ela estava muito nervosa, sei lá porque, talvez não tivesse estudado o suficiente e agora estava pesando na consciência, ou por medo, afinal as pessoas diziam que eu tinha uma cara de mau, ou porque no começo do cursinho eu tinha ficado tão irritado com um individuo na fileira de trás que eu mandara ele calar a boca, sei lá.

Fui até o banheiro, me sequei e voltei para a aula.

No dia seguinte, Melissa veio falar comigo, fiquei muito surpreso confesso, e nessas horas tendo a falar muita besteira.

-Oi, tudo bem? – ela disse com aquele sorriso lindo dela.

— Sim tudo, e você?

— Tudo ótimo, viu, minha amiga jogou minha água ontem em você, eu só queria pedir desculpas.

Dei um risinho para demonstrar que não havia guardado ressentimentos sobre aquilo, e mesmo que tivesse, não tinha motivo para mostrar para ela.

— Que isso, fica sossegada, não foi nada.

— A que ótimo – soltou uma risadinha e continuou. – Você está sempre me encarando, achei que não gostasse de mim ou algo assim.

Nossa, essa foi direto no estomago, ela pensava que eu não gostava dela? Realmente é muito curioso como as suas ações podem ser interpretadas.

— Ou não gosta?

Nossa, ela estava realmente empolgada hoje.

— Não quê isso, normal.

Por quê? Por que eu não disse que gostava dela ou algo assim? Que vontade de me enforcar.

— Hum...

Rapido, pensa em algo para continuar a conversa, qualquer coisa.

— Você vai prestar o que?

Bom, era papo genérico de cursinho, mas dava para o gasto.

— Eu vou prestar moda, minha mãe é uma grande estilista e eu quero seguir os passos dela, ela disse que eu não precisava fazer faculdade, mas eu acho bom eu conquistar meu lugar pelas minhas próprias forças.

Ela sentou do meu lado, ainda faltava bastante tempo para a aula começar, então ficamos conversando ali sobre faculdades, depois sobre as aulas e depois sobre roupas, coisa que ela se empolgava muito de falar sobre, e eu adorava ouvir ela falar sobre.

Nós nem percebemos o tempo passando, e o sinal para entramos na aula tocou.

— Está na hora de entrar, vamos?

Como eu queria falar para ela que não, que eu gostaria de continuar ali, conversando com ela, ouvindo ela falar sobre como ela se inspirava para fazer as roupas, mas não tinha jeito.

— Claro.

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