Terror das Estações

Percorrem-se bosques coloridos e,

Como é de ti, um solene campo

De asfódelos a desabrochar

Ou caducifólias a cair.


Sem preocupação, eu desejo,

Para amaciar teu ego nos fluxos

De água cristalina, jades e rubis;

Não opacos, mas sutis.


Embora dificilmente importe

Imagino, caso banhe-se em sangue,

O que sentes quando vês miríades;

Um fulgor que apenas lá está.


Se deixas gélido o interior

Ou esquentas vias fluviais

Espero que esqueças a dor

E lembrar-se de mim, não mais.


Grandes — imensas quantidades;

Sôfrega inocência, ambição.

Ou o caminho que não posso,

Nem irei compreender: paixão.

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