- Bom dia, meu amor. Falei dando-lhe um suave beijo nos lábios.
- Bom dia, seu bobo. Cadê meu café da manhã? Ela falava sorrindo.
Levantei, vesti meu roupão vermelho escuro e luminoso, de algodão, e fui até a cozinha. Parti um mamão ao meio, coloquei um pouco de açúcar e delicadamente coloquei sobre a bandeja de mármore. Descasquei uma banana, piquei e coloquei em um recipiente parcialmente circular, de alumínio, cobrindo com leite condensado. Coloquei um pequeno garfo neste recipiente e outro no mamão, colocando este sobre um prato que se assemelhava a um pires.
Preparei-lhe um suco natural de laranja, enquanto pensava o quão comum era esse gosto de minha amada. Coloquei em um lindo copo de cristal, adicionei um pouco mais um pouco de açúcar, coloquei uma colher no copo, misturei bem e deixei a colher ali para que ela pudesse mexer novamente, caso o açúcar decantasse até que a bandeja chegasse a ela.
Coloquei algumas bolachas amanteigadas em outro prato, coloquei este na bandeja, também deixando ali um pequeno pote de açúcar com outra colher, assim ela poderia dosar melhor o quanto queria de açúcar.
Voltei ao quarto, sentei-me na cama, aguardei que ela se acomodasse e coloquei a bandeja em seu colo.
- Pronto, minha ama. Falei, gesticulando com a cabeça como um dos membros da corte se dirigindo à rainha.
- Obrigado, meu caro. Ela agiu da mesma forma, mas posicionando-se como a rainha. Ambos sorrimos.
Esperei que ela se alimentasse, partilhando de sua comida. Em seguida, ela deixou a bandeja ao lado da cama e deitou em cima de mim, provocantemente.
- Acho que é hora de te recompensar. Falou com volúpia na voz, passando os dedos em meus lábios e esfregando seus pés nos meus.
Afastei-a gentilmente, removi meu roupão e, parcialmente sentado na cama, puxei ela em minha direção.
- Espero que a recompensa seja boa, preparar seu café da manhã foi deveras trabalhoso! Falei de forma irônica, exigente e provocante.
Minha ama encostou sua boca na minha e com fogo na voz disse-me: — Depois de sua recompensa, irá querer preparar meu café todo santo dia!
Encaixei-a em mim, abracei-a e suguei seus lindos, formosos e alvos seios, enquanto sentia seu movimento acelerando. Sentia-me dentro dela. Sentia-me invadindo seu âmbito mais íntimo.
Seu movimento acelerava cada vez mais e eu o incentivava e a estimulava ainda mais, com os seios sendo controlados pelos meus lábios e língua. Sentia-lhe em seu mais profundo regozijo e por isso eu também o tinha.
Seu prazer e meu prazer estavam profundamente conectados e a cada movimento de seus quadris eu conhecia um pouco mais de sua alma. Eu podia tocar seus sentimentos. Podia tocar seu prazer. Podia ver sua personalidade.
Ela toda estava ali e eu também estava. Ela se doava a mim e eu doava-me a ela. Os movimentos não cessavam, apenas aceleravam-se.
Seu gozo finalmente chegou. Meu gozo finalmente chegou. Juntos atingimos o cume do prazer, o ponto em que podemos nos encontrar simultaneamente com toda nossa natureza agressiva, com toda a elegância social e toda a beleza divina. Juntos gozamos. Parte de seu líquido vital esvaiu-se, tocando-me ainda mais que antes. Parte de meu líquido vital invadiu-a, dominando-a ainda mais que antes.
Deitamos lado a lado e nos beijamos. Abraçamo-nos e ali repousamos por horas, ouvindo o canto dos pássaros e o uivo dos lobos.