Naquela tarde, [Nome] decidiu ir estudar sozinha no pátio da escola. Muitos dos seus amigos estavam nas atividades do clube, e alguns aproveitaram para ir passear pela cidade, já que não haveriam aulas à tarde por causa da professora que faltara por estar doente.

Ficou umas boas horas concentrada no seu estudo para aumentar as suas notas que estavam bastante baixas. Queria recuperá-las para conseguir uma boa média no final do ano letivo e, assim, entrar na faculdade de veterinária.

— [Nome] estás aí sentada há horas sem comer nada. — Kiba chegou perto da sua amiga e deixou à frente da mesma uma garrafa de água e uma sandes para se alimentar.

— Que susto, Kiba-kun — falou [Nome] que quase caiu do banco abaixo. Não tinha se dado conta da aproximação do seu crush.

— Não te queria assustar, mas reparei na minha hora de treino que não saíste daqui desde da última aula que tivemos hoje — comentou Kiba olhando para [Nome]. Havia reparado há um bom tempo que sua amiga andava um pouco afastada do grupo quando tinham hora vaga.

— Obrigada pela tua preocupação comigo. — [Nome] estava gritando por dentro de si. Ficou feliz por saber que sua paixão se preocupava com o seu bem-estar.

A jovem decidiu comer o pequeno lanche na hora. Sabia que Kiba não ia sair dali até terminar o lanche. Percebeu que o garoto queria falar mais alguma coisa, por isso, esperou em silêncio..

— Bem, não sei se estás ocupada este fim de semana. Queria te convidar para ires comigo a uma associação de pets — revelou Kiba um pouco envergonhado. Era sua primeira vez que convidava uma garota para sair sozinho.

[Nome] não conseguiu responder de primeira ao convite do seu amigo, porque se engasgou com a comida. Kiba levantou do seu lugar no instante e foi ajudá-la, onde deu umas palmadas de leves das costas da garota para ver se passava a tosse.

— Com todo gosto que aceito sair contigo neste fim de semana, Kiba. — [Nome] estava nas nuvens nunca imaginou que seu crush a convidasse para saírem juntos. Principalmente sozinhos. Sempre saíam com o grupo de amigos que tinham em comum.

Os adolescentes ficaram um bom tempo a olhar um para o outro, perdidos no mundo deles a pensar como iria correr o pequeno encontro deles no fim de semana.

— Kiba, a pausa já terminou — gritou Lee que passou correndo ao lado do futuro casal ia voltar para o seu treino.

— Parece que tenho que voltar. À noite mando umas SMS para combinarmos melhor a nossa saída — Kiba decidiu-se arriscar e deu dois beijos na bochecha de [Nome]. Saiu logo correndo atrás do Lee, mas virou para trás e viu que sua amiga havia ficado vermelha como um tomate com pequeno gesto que fizera ao se despedir dela.

[Nome], depois do seu momento a sós com Kiba, não conseguiu voltar a concentrar nos seus estudos durante o resto da tarde. Por isso, decidiu que ia para casa preparar a roupa que iria levar no sábado.

(...)

Chegou o dia do encontro que [Nome] tanto esperara. Foram noites sem dormir bem, a pensar em mil cenários do que poderia vir a acontecer.

Enquanto esperava que Kiba viesse buscá-la, decidiu ficar na janela para o momento que sua paixão chegasse. Não queria escutar piadas do seu irmão mais velho sobre ela parar finalmente de ser alguém solteiro só porque ia sair com o seu amigo. A sua família não estava habituada vendo [Nome] a socializar com gênero masculino.

Fechou o livro que tinha ao seu colo quando avistou o Kiba perto da casa da sua vizinha. Só teve tempo de pegar sua mala e celular que estava em cima da cama e correr para andar debaixo.

Quando terminou de descer as escadas, a campainha tocou. [Nome] suspirou aliviada ao reparar que seu irmão estava distraído com o jogo. Senão ia receber o seu amigo e aí as piadas voltariam novamente. Não queria ficar envergonhada na frente do seu crush.

[Nome] abriu a porta e viu o Kiba de olhos fechados, a sussurrar algo. Percebeu que devia estar nervoso com o encontro, já que iam estar sós os dois.

— Olá, [Nome]. Espero não ter chegado atrasado. — Kiba deu um sorriso ao ver que foi [Nome] que abriu a porta. Deu um suspiro de alívio, não sabia o que fazer se fosse recebido por algum familiar.

— Chegaste na hora certa. Vamos andando? — Fechou a porta atrás de si. Queria sair dali antes que seu irmão decidisse aparecer.

A associação era longe da vizinhança onde [Nome] vivia. Decidiram ir apanhar um ônibus para chegarem ao destino que tinham em mente.

— Tens alguma ideia em que pet queres adoptar? — [Nome] estava curiosa para saber se o amigo ia escolher um cão ou um gato. Sabia que Kiba amava animais, mas fazia um bom tempo que não tinha nenhum.

— Sempre tive cães. Faz uns anos que não tenho nenhum animal de estimação desde que Akamaru desapareceu. — Há uns anos atrás, quando chegou a sua casa, Kiba encontrou a porta de sua casa aberta e o seu melhor amigo canino não estava por lá. Passou dias à procura dele e até espalhou panfletos, mas nunca teve notícias sobre o seu cão.

— Deve ter sido muito difícil para ti, não ver o Akamaru presente em casa nos primeiros anos que sumiu. — [Nome] compreendia bem o sentimento de perder alguém importante da sua vida. Quando era criança tinha um gato, de um momento para outro ficou doente e não conseguiu se despedir apropriadamente dele, porque estava na escola. Por isso, o seu sonho era ser veterinária para salvar todos os animais que ficam doentes e feridos.

Durante a viagem de ônibus, ficaram ambos trocando imagens dos pets que tiveram na sua infância e lembrar das boas memórias e aventuras que tiveram juntos.

(...)

Quase meia-hora depois, chegaram finalmente à associação. Os voluntários que iam apresentar o canil estavam à espera de [Nome] e Kiba.

Primeiro, ouviram as regras das instalações para não assustarem os animais. Alguns haviam sido recolhidos recentemente na rua e ainda tinham medo de pessoas estranhas que não estavam habituados a ver no dia a dia.

Só um dos voluntários ficou junto de [Nome] e Kiba para mostrar os pets. O resto voltaram às suas tarefas de cuidar das limpezas e dos passeios.

— Este dog é muito parecido com o Akamaru — comentou [Nome] que ficou para trás vendo os pets. Kiba estava na frente com o voluntário, onde estava explicando as histórias dos animais mais antigos dali e que ainda não haviam sido adotados.

Kiba regressou para perto de [Nome] quando a jovem mencionou o nome do seu antigo cachorro e decidiu ver as semelhanças que um dos pets tinha com o Akamaru.

Quando se aproximou do canil, onde estava o cachorro, não acreditou no que viu. Ele estava deitado perto das grades e só abriu os olhos quando sentiu a presença de Kiba.

— Impossível…! Akamaru? — Neste momento Kiba queria chorar, não queria acreditar que quase cinco anos depois voltara a se reencontrar com seu melhor amigo. Percebeu que era ele só pela cor dos seus olhos e como ficou pulgas, levantou-se no instante do chão, começando a abanar a cauda e ladrando.

— É a primeira vez que vejo ele reagindo desde que chegou aqui um mês atrás — contou o voluntário que ficou feliz por saber que este adorável dog ia voltar a ter um lar aconchegante.

Os jovens escutavam atentamente a história de resgaste do Akamaru e perceberam que ele sofrera bastante nestes últimos anos que estivera longe de casa e do seu dono. Kiba mostrou as suas fotografias que tinha do Akamaru quando conviviam juntos e isso provou aos voluntários que ele é o verdadeiro dono do cão.

Tiraram Akamaru dentro do canil que pulou em direção a Kiba, que caiu no chão e recebeu muito carinho. [Nome] percebeu que o Akamaru está feliz por ter regressado finalmente ao seu dono.

[Nome] deixou os velhos amigos sozinhos e decidiu continuar a visita, porque queria adotar também um pet que merecia também um final feliz e receber muito amor para compensar os anos de abandono que tiveram.

Kiba encontrava-se no pátio da associação brincando com Akamaru enquanto esperava por [Nome], que estava tratando dos últimos detalhes da adoção de uma linda cadela que decidiu levar consigo.

— Este dia sempre vai ficar na minha memória — disse [Nome] ao se aproximar do seu crush. Onde trazia uma linda cachorra que estava com uns olhos brilhantes, esperando pelas novas aventuras que ia ter com sua nova família.

— Muito obrigada por me acompanhar, [Nome] — Kiba estava agradecido por não ter perdido a coragem de convidar a garota naquele dia que a vira na escola, sozinha.

Os voluntários decidiram tirar uma fotografia para registar o dia maravilhoso dos jovens e dos pets que encontraram um bom lugar para viver até seus últimos dias de vida.

Como não podiam voltar de ônibus por causa dos pets, decidiram ir a pé para casa. No caminho, começaram a fazer vários planos para as próximas saídas que teriam juntos.

Este encontro foi onde tudo começou para vida dos jovens. Passaram a conviver mais tempo um com outro e decidiram dar uma oportunidade ao amor deles que estava florescendo cada vez mais. Na faculdade, os planos que pensaram juntos em abrir uma clínica tornaram-se realidade e onde foram felizes juntos dos pets que adotaram ao longo da jornada.

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