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My Wizard Love

CarolynNinne

My Wizard Love
Kapitel 16 min Lesezeit

Hogwarts Is My Home!

Oh, a preciosa Plataforma 9 ¾.

Finalmente hoje começa mais um novo ano letivo. Pena que seja o último. Peguei nas minhas coisas e entrei dentro do Expresso há procura de uma cabine vazia. Não sou uma pessoa muito social, como vocês podem imaginar.

Alguém abriu a porta da minha cabine. Era um loirinho de olhos verdes.

- Humpf. Slytherin. — ele fechou a porta e foi embora. É, eu sei. Sou uma Slytherin e deveria ser toda super malévola e tal, mas eu não sou!

Eu sei que sou uma Slytherin. Sempre soube, isso nunca foi uma dúvida para mim. Mas isso não quer dizer que eu tenha que ser uma bully como quase todos os meus colegas de casa. Quer dizer, eu posso ser uma Slytherin boazinha, certo? Errado. Segundo toda a Hogwarts eu devia de ser má como as cobras. Ahahahah! Foi uma boa piada, okay?

Venho de uma família de puro-sangue, o que provavelmente deveria fazer com que eu me achasse uma super diva e gozasse com os sangue de lama ou meios sangue. Pois, parece que isso não acontece. Todos na minha família pertenceram aos Slytherin. Acho que só tive uma prima Gryffindor, mas ela também é uma das maiores cabras que eu conheço!

Já ouvi dizer que o Chapéu Selecionador tem em conta a nossa escolha. Se isso fosse verdade eu podia ter tido uma chance noutra casa! Claro, mas eu nunca me vi noutro lado sem ser nos Slytherin.

Mas chega de falar na minha triste vida. Há coisas mais interessantes! Como o facto de eu estar no meu último ano em Hogwarts! Por um lado é bom, por outro é mau. Quer dizer, para o ano que vem, por esta altura, eu devo de estar a fazer qualquer coisa que eu não sei.

Peguei no meu novo livro de poções — não sou grande fã, mas uma coisa que eu gosto é tirar boas notas! — e comecei a dar uma vista de olhos pelas páginas amarelas. Eu sou uma fã de livros já usados e rabiscados, foi uma mania que eu ganhei da minha avó Lucinda.

- Hey, posso? — perguntou alguém. Eu simplesmente acenei com a cabeça afirmativamente. Como assim eu ia ter que abrir um estômago de vaca para a poção do sol? O que é que o sol tem a ver com estômagos? Simplesmente nojento! — Ravenclaw? — tirei os olhos do livro e olhei para o rapaz que estava à minha frente. O cabelo dele era preto e cobria um dos seus lindos olhos azuis.

- Não, Slytherin. Tu?

- Gryffindor. Tens a certeza que és uma Slytherin? — perguntou ele meio chocado.

- Desde o dia em que nasci. Andas no último ano? Eu nunca te vi por aqui.

- Oh, bem. O ano passado eu tive uns problemas, então voltei para acabar o último ano. — sorri para ele e voltei para as poções. Como eu disse, não sou muito social. — Hey, Roger! Vem para aqui! — ouvi a porta abrir novamente, mas como a bela criatura que sou, simplesmente fiquei caladinha no meu canto.

- Hey, man! Andava à tua procura? E quem é esta beldade, hein? — coloquei o livro mais perto da minha cara com intenção de a tapar, mas parece que não era o livro que me ia tornar invisível!

- É uma Slytherin, Roger. Deixa estar. — falou o rapaz Gryfindor.

- Tens a certeza? Eu diria que ela é Ravenclaw. A estudar antes das aulas terem começado, só pode.

- Ah, por favor, podem parar com esses preconceitos de merda? — falei, tirando a coragem para abrir a boca e usar as minhas cordas vocais sabe-se lá de onde.

- Ela fala! — falou Roger. Ele era ruivo e tinha olhos pretos. Rolei os olhos com o seu comentário estúpido e voltei ao livro. Finalmente o comboio começou a andar!

A viagem passou calmamente. Roger e o seu amigo Gryffindor falaram a viagem inteira, e deixaram-me sossegada com os meus livros. Passei quase toda a viagem a ouvir as suas conversas patéticas sobre garotas. O que me vale é que lá a meio do caminho eu me lembrei que tinha um leitor de música que funcionava em Hogwarts. Eu mesma o modifiquei. Eu tenho um pequeno negócio já!

Quando senti o Hogwarts Express parar eu quase que ouvi os anjos cantarem uma versão magnífica do Avé Maria! Arrumei o livro de História da Magia — sim, a metade do livro de poções eu já estava mais que farta! — e peguei na minha mala.

Como sempre, o Hagrid estava a chamar as criancinhas do primeiro ano para os barcos. Como finalista eu tive direito a simplesmente aparatar junto à porta do Grande Salão. E como sempre, a querida Violet Law estava à minha espera.

- Sempre atrasada, Juliet! — eu encolhi os ombros. Violet era a minha única amiga. Como vocês já sabem, eu não sou muito social.

- Não vamos comentar isso novamente, está bem? Quero ir comer.

- Quem te ouvir falar parece que não pertences a uma das famílias mais ricas de sempre!

- Cala a boca! Ninguém precisa de saber! — entrámos dentro do Grande Salão e fomos em direção aos nossos lugares na mesa da nossa equipa.

- Hey, Julie?

- Diz. — disse quando me sentei.

- Quem é aquele Gryffindor que está a olhar para ti? É preciso ir lá esmurra-lo ou alguma coisa? — eu olhei para a mesa do "inimigo" e lá estava o rapaz de olhos azuis que veio comigo na cabine.

- Arg... Ah, não, não! Não faças nada! Só... deixa-o estar!

- Eu deixo! Desde que ele não arranje problemas!

Inspirei fundo e olhei para as minhas mãos, que naquele exato momento tremiam. Expirei e olhei para a Violet.

- Sabes qual é a melhor parte de Hogwarts?

- Não. Ilumina-me! — falou ela rindo!

- É a minha casa. — respondi olhando para as velas que estavam simplesmente no teto que refletia um céu estrelado naquela noite.

- A nossa casa, Julie. — falou ela rindo. — A nossa casa.

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