Como vocês se sentiriam se soubessem ser o último humano vivo no mundo?
Que o planeta fora desimado por um holocausto núclear, provocado por uma ação invejosa?
E se houvesse sido criados robôs programados para matar todos os humanos que realmente sobrevivessem à isso?
Pesadelo? Não, apenas um outro sonho.
\"Survive...\"
Sobe uma fina camada de poeira, jazia um corpo. Não morto, não tão vivo.
Duas semanas haviam se passado após aquilo, pelo menos era o aparente.
Um corpo jovem, estagnado com a escência da pouca vivência.
Mesmo assim, havia passado por aquilo.
Moreno dos cabelos negros como o carvão; olhos que deveriam portar os mesmos tons.
Roupas finas, de estudante de colegial.
A pele clara, como uma tulipa recém florescida.
Remexeu-se, com dificuldade pelo estado em quê se encontráva.
Machucado não estava, muito menos traumatizado...
Talvez.
Os orbes foram abertos, revelando-se do tom antes dito.
Olhou à sua volta, encontrando escombros e um computador semi-ligado.
Virou-se e encontrou uma porta de aço. Aço...
A confusão lhe invadiu como a fome. Logo, o corpo se levantou, e procurou impaciente por alimentos...
A poeira lhe invadiu o nariz, irritando-o.
Um espirro foi ouvido.
O computador apitou!
- Pi! -
E se assustou. Virou-se novamente, agora para o aparelho eletrônico e viu o péssimo estado deste... Os olhos marejaram ao, quando se aproximou deste, viu-lhe a mensagem no monitor com uma leve trinca:
\"Corram! EUA estão preparando a BA!!\"
BA?
Bomba Atômica?
Não...
Não...!
Aquele corpo, jogou-se no chão em um ato desesperado para tentar cobrir a cabeça.
Sons altos de gritos este ouviu.
Sons altos de apitos este também ouviu.
Palpitou-lhe o coração, forte; assustado. Abraçou-se ao próprio joelho e pousou a cabeça ali mesmo, com as mãos para tentar lhe defender.
Não acalmou ficando desta maneira: apenas piorou.
O corpo movimentando-se de um lado para outro parou, quando ouviu novamente outro apito do aparelho ainda semi-ligado.
- Pi! Pi! -
Dois.
Levantou-se, cambaleante.
Pôs as mãos sobre a mesa empoeirada e fez-se força para tentar subir.
A mesa cedeu, e o computador aonde ali ficava desceu junto, quase espatifando-se contra o solo...
...
- Suspiro -
Pois-se de quatro no chão quando viu o quê acontecera com retardo.
Arrastou-se lentamente, em uma espécie de engatinhar; até enfim alcançar.
\"Chatroom convida-o para participar de. Aceitar-lhe a oferta?
Y/N\"
Foi o quê leu.
Uma mensagem em sua língua, com a resposta em outra...
Chatroom?
... Aonde já lera este nome antes...?
Não, não importava.
Olhou em volta, procurando pelo possível teclado.
Encontrou-o, com as letras apagadas.
\"Y.\"
\"Bem-vindo ao Chatroom!\", uma mensagem lhe foi enviada assim que enviou-lhe o Y.
\"Chat... room...\", soou-lhe sua voz.
\"Seu nickname?\"
\"...\", olhou para o lado, vendo-se no espelho. Os olhos de tons escuros se encontraram, refletindo-se perfeitamente no cristal. \"L. U. K. E.\", soletrou. \"Luke.\", inseriu.
E a tela brilhou, forte.
Mesmo com o cristal do monitor rachado.
Dois nomes apareceram no canto direito da tela.
Roger.
Claude.
...
Luke se conectou.
