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Blacksburg, Virgínia...

A cidade estava praticamente vazia, o tempo frio a noite colocava todos para dentro de suas casas. No centro da cidade não havia ninguém, a lua cheia apenas banhava a estátua de um homem no meio da praça, na sua placa dizia: Adrian Lancaster – Principal fundador da cidade; homenagem às famílias fundadoras. Uma densa neblina começou a surgir do céu...
Paul Simmons estava verificando os túmulos, xingava baixinho por estar fazendo aquilo naquele frio, para piorar a situação uma neblina pairava sobre o cemitério o que dificultava ainda mais a visibilidade. Tinha uma razão especial para estar fazendo aquilo no ínicio da madrugada , o motivo era que nessa época de neblina alguns adolescentes teimavam em invadir o cemitério .Ele estava se dirigindo a uma outra sepultura quando escutou barulhos vindo da sua frente, um gemido tal que ele indignado com a invasão esbravejou :
— Saiam daqui ou eu irei chamar a polícia, seus delinqüentes!
Não recebeu resposta alguma, isso o deixou com mais raiva e ele seguiu para frente com passos pesados e rápidos, mas quando chegou ao lugar onde achava que a pessoa estava nada encontrou. Pensou ele que alguém queria pregar uma peça e que quando encontrasse o engraçadinho ele iria dar-lhe uma lição; de súbito escutou um gemido atrás dele e virou-se pronto para pegar o maldito, mas foi surpreendido por aquela criatura horrenda que com garras feria-lhe o rosto e o jogava inconsciente no chão...
Um dia depois o xerife James Greer investigava o sumiço de Paul que nunca foi de ter muitos amigos, ser sociável, só aparecendo na cidade para fazer compras e resolver assuntos da sua vida. Fora até o cemitério ver se encontrava pistas sobre o caso, após ele andar durante algum tempo encontrou marcas de bota logo deduzindo que era de Paul, visto que ele usava uma bota que mandou fazer e que ele sempre usava em serviço; teve sua suspeita confirmada quando viu que as pegadas da bota andavam entre os túmulos em frente e depois seguia para outro túmulo, pois era a inspeção normal de Paul na noite. O que surpreendeu James foi encontrar pegadas deformadas, mas eram de pés descalços que circundavam as últimas pegadas de Paul, deviam ser umas três pessoas.... Começava a ter idéia do que acontecera, mas surgia a pergunta: Quem teria feito isso e o porquê ?Seus pensamentos foram cortados por Ryan, um dos policias da cidade.
— Chefe, logo depois dessas pegadas há uma marca de algo sendo arrastado brevemente e depois sumindo...
— O que aconteceu com você Paul? – Falou James para o nada –.
James tinha um problema, afora as pistas no cemitério não poderia contar com mais nada já que não havia casas ao redor do cemitério visto que ele ficava perto da floresta. lendas diziam que ela era mal assombrada...
— Chefe, há uma coisa que o senhor deveria ver aqui...
Quando James chegou ao local, pode ver que vários túmulos tinham sido violados!
— Droga Ryan, isso está ficando cada vez mais louco!Quero que você pegue os nomes dos túmulos violados e descubra alguma conexão entre as pessoas.
— Será que tem um satanista ou um pervertido por cadáveres pelas redondezas? – Perguntou Ryan –
— É cedo demais para teorias...
O xerife andou até o final das pegadas e sua suspeita se confirmou; quem estivesse fazendo aquilo tinha ido para a floresta e numa cara séria e preocupada ele não gostou nada de estar certo...
Em algum lugar...
Dean dirigia o carro enquanto seu pai e Sam conversavam:
— Acabei de encontrar o nosso caso! – Disse Sam –
— Para onde então nos vamos e por quê?
— Vamos para Blacksburg, parece que lá no cemitério o coveiro e vários corpos sumiram, mais tarde sumiram quatro pessoas da cidade. O xerife acha que os bandidos podem estar na floresta, mas encontra problemas para resolver uma busca.
— Porque Sammy boy?
— Parece que há uma lenda de que a floresta é mal assombrada...
— Fala algo na reportagem sobre a lenda que cerca a floresta? – Disse John –
— Nada, o xerife sozinho não conseguirá dar conta a tempo daquela floresta inteira, levará meses!
— É por isso que nós guardas florestais vamos ajudá-los! – Respondeu Dean – Mas eu ainda acho que devíamos ter continuado em Colonial Beach para averiguar se as lendas de lá eram verdades...
— Dean! Será que você não pode se concentrar um minuto nos casos sem pensar em outras coisas, você só queria ficar em Colonial Beach pra ver as mulheres de biquínis, ir para os luais...
-Pai, aponte a arma para o Sam! Um homem da nossa família que não gosta de mulheres... Isso sim é evento sobrenatural!
— Muito engraçado Dean. — Sam estava visivelmente nervoso pelas brincadeiras de seu irmão. -
— Vocês dois podem parar? – Retrucou John –
— Sim senhor. – Foi a resposta conjunta dos irmãos Winchester. —
— Até porque chegamos ao motel que a mulher havia dito que era o último lugar em que poderíamos descansar, o próximo fica a umas horas daqui e como todos estão cansados nada melhor que um cochilo!
Todos desceram do carro, mas apenas Dean e Sam se dirigiram para a entrada do motel, enquanto John esperava pelo lado de fora e olhava pela vidraça da porta. Um homem de 70 anos atendeu-os.
— Senhor, há quartos vagos por aqui? – Disse Sam -
— Somente um filho...
— Tudo bem senhor; ficaremos com ele.
O senhor estranhou que três homens fossem dividir o mesmo quarto e deixou isso amostra em seu rosto. John abriu o porta malas do carro e começou a verificar o equipamento.
— Como queira...
Aproveitando-se da estranheza do idoso, Dean disparou:
— Assim é até melhor para fazermos nossa festinha – Visivelmente apertando a bunda de Sam – Vou buscar no carro nossos brinquedinhos...
O senhor ficou completamente estarrecido, sem saber o que dizer. Aproveitando disso Dean saiu para esperar com John.
— Ele é meu irmão; é que ele é muito brincalhão e...
O senhor querendo ser amistoso com Sam respondeu:
— Não tenha medo de assumir, é o primeiro e o maior passo!
— Ok... – Sam estava completamente sem graça! –
Ao sair, o velho falou sozinho:
— Que pervertidos!
Sam saiu e falou para Dean:
— Cara, você me paga...
Dean ficou rindo e seu Pai não entendeu nada. Eles entraram no quarto e dormiram...

No outro dia o xerife James e seu parceiro Ryan estavam em frente à floresta, no limite dela que se encontrava mais perto do cemitério.
— Vamos Jack?
— sim senhor!
Eles começaram a caminhar para dentro da floresta, Ryan fazia a cobertura enquanto James procurava pelas pegadas. Quem havia feito aquilo não se preocupava em deixar rastros porque as pegadas eram facilmente encontradas no chão da floresta; Ryan portava uma pistola e o xerife James portava uma escopeta. Foram andando com cautela e prontidão, assim eles chegaram num pequeno riacho.
— Droga!Perdi o rastro Ryan, ele acaba justamente aqui no riacho...
— Isso não é nada bom senhor!
— Os malditos despistaram as pegadas caminhando pelo riacho! Filhos da puta!
— Andar o riacho todo já é ruim, e ainda prever uma direção e encontrar o rastro deles novamente por toda a borda do riacho é impossível!Xerife; estamos numa péssima situação!
— Eu sei filho, eu sei...
De manhã no motel, John conferia o seu diário, era mais a bíblia sobre criaturas sobrenaturais e outras coisas a respeito que um caçador deveria ter a mão. Sua expressão séria pairou sobre uma de suas anotações, esfregou os dedos nos olhos e colocando pensamentos de lado olhou para seus filhos e fechou o seu diário.
— Acordem meninos, precisamos colocar o pé na estrada.
Após acordarem e arrumarem-se, eles voltaram para a estrada em direção a blacksburg. John dirigia o carro e estava distraído em seus pensamentos.
— Pai, faz idéia que tipo de criatura seja essa? – Disse Sam –
— Pode ser um carniçal, mas é improvável; essa história de violação de túmulos não se encaixa em nenhum padrão que eu conheço.
— Será alguma seita ou comedores de cadáveres? – Indagou Dean –
— Nada mal Dean, mas espero pro nosso bem que não seja isso... Teríamos problemas se fossem pessoas que estivem envolvidas com isso.
-Sam, meu irmão; no caso de serem pessoas que estiverem fazendo isso, temos de fazer o que é necessário, mesmo que isso seja...
— Você está louco Dean, eu não vou matar uma pessoa; não mesmo!
— Sam, eu também não quero matar ninguém, mas se não tiver outro jeito assim será.
Visivelmente indignado com isso, Sam preferiu ficar calado durante o resto da viagem. Após algumas horas de viagem eles chegaram a Blacksburg. John parou o carro perto da praça da cidade.
— Procurem informações que façam uma conexão entre as pessoas que tiveram seus túmulos violados e as pessoas que sumiram, eu vou investigar no cemitério.
— Mas pai, não devíamos procurar pistas juntos? – Perguntou Sam –
- Isso é uma ordem... Vão!
John começou a dirigir o carro enquanto Sam e Dean olhavam o carro partindo.
— sim senhor. – Disse Dean –
— Merda, eu odeio quando ele faz isso! –Esbravejou Sam –
— Eu tive uma idéia Sam.
— Que milagre, será que isso não envolve pegar o telefone da mulher que está passando do outro lado?
— Até que não é má idéia... Falando sério agora, você pode procurar a conexão entre as pessoas que tiveram seus túmulos violados e as pessoas que sumiram. Eu vou procurar saber as lendas locais sobre a floresta.
— Ok,encontro você depois.
John estacionou o carro distante do cemitério para não chamar atenção, foi se esgueirando até chegar à grade onde se agarrou e pulou para dentro do cemitério. Procurou observar para ver se não encontrava ninguém no local, chegou até o local onde havia as demarcações policias e a faixa amarela e preta de “não ultrapasse”.

— Hum... Aqui tem pegadas de pés descalços e deformados; tirando as pegadas que cercam as pegadas do coveiro as outras parecem iniciar dos própios túmulos!Os corpos foram reanimados!Isso é mal; parece que alguém anda criando mortos vivos, mas com que propósito?Que ligação isso tem com as pessoas que foram raptadas... Ou será que quem está fazendo isso apenas precisa de mais corpos?
John sentou num dos túmulos e abriu seu diário em busca de detalhes que pudessem esclarecer os fatos.
Sam olhou no jornal o nome das pessoas que tiveram seus túmulos violados.Dean chegava nesse momento na praça onde Sam estava.
— Descobriu Algo Sam ?
— Não descobri nenhuma ligação entre as pessoas que tiveram seus túmulos violados e as que sumiram; e você ?
— Descobri que eles acreditam que a floresta é mal-assombrada por uma bruxa que há muito tempo vivia ali, quando ela foi descoberta ela foi queimada viva. Quais são os nomes das pessoas desaparecidas irmãozinho?
— Nancy Cummings, Brian Moldvay, Peter Lancaster, Andrew Sulivan e Alice Mcdickens.
Dean ficou pensativo por uns instantes, mas Sam interrompeu o pensamento dele para que os dois entrassem na última casa. Depois de se certificarem que ninguém estava olhando eles entraram pela janela.
— Veja Dean, mesmo padrão das outras casas: marcas de pé com terra.
— E pelo visto foram umas quatro pessoas, tudo bate.
— Mesmo as pessoas sendo surpreendidas elas poderiam ter gritado, mas porque não fizeram?
— Será que deu tempo irmãozinho?Não é todo dia que bate uma criatura sobrenatural na sua casa querendo entregar pizza pra você... Nas quatro casas também há essa areia em todos os locais onde as pessoas foram surpreendidas.
— Porque areia, não consigo entender isso!
— Sam, olha isso, parece que encontrei uma outra pegada. Marcas de Tênis?
— Pelo visto se trata de marcas de tênis mesmo; isso ta cada vez ficando mais confuso cara...
— Se a pessoa que comanda isso for a de tênis, então ela queria pessoalmente pegar a pessoa dessa casa, essa casa é de quem?
— Peter Lancaster.
— Bem Sammy, vamos encontrar com nosso pai para ver o que conseguimos descobrir.

- Ok.

O xerife conversava com o oficial Ryan.
— Ryan, você descobriu alguma ligação entre os corpos?
— Chefe; não encontrei ligação nenhuma.
— E entre as pessoas seqüestradas?
— Nenhuma ligação senhor, mas eu procurei rápido demais para assegurar com firmeza.
— E nosso outros oficias, onde estão?
— Estão ocupados em outros casos, as pessoas parecem estar desesperadas com esse caso do cemitério; estão fazendo muita besteira pela cidade.
— Droga! Vamos encontrar logo o rastro deles ainda hoje e encontrar os desgraçados!
— Mas logo vai anoitecer senhor, e estaremos em desvantagem numérica...
— A coisa só anda piorando, mas o nosso salário vale a pena!
Com um riso, os dois atenuavam a tensão do próximo passo. Eles pegaram o carro e seguiram em direção ao cemitério, no meio do caminho passaram por um carro preto... Momentos depois a família Winchester estava na entrada da floresta, John abaixou-se e disse:
— Os policiais já entraram, vamos logo antes que eles sejam surpreendidos. Vamos procurar seguir o rastro deles
— Sim Senhor. – Foi a resposta sincronizada de Dean e sam –
— Pai, nós encontramos pegadas de pé descalços nas casas e em especial uma de tênis em uma delas, além de areia em todos os locais onde as pessoas foram surpreendidas.
— Quanto a areia eu não sei Sam, mas o que eu tenho certeza agora é que alguém anda animando corpos para algum propósito; estamos lidando com mortos vivos!
John arrumou a mochila em suas costas e eles entraram na floresta...

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