Mais um dia nessa terrível vida. O despertador tocou e eu praticamente me joguei da cama. Logo, peguei meu celular e li uma mensagem de Simon.
"Bom dia meu anjo. Espero que tenha dormido bem. Nos vemos na faculdade."
Faziam alguns meses que eu e Simon estávamos namorando. Eu não poderia dizer que amava ele, mas eu gostava um pouco sim. Levantei e fui direto para o banheiro. Tomei um rápido banho, porque já eram 7h45 e a aula já ia começar. Logo que saí, me sequei e coloquei uma camiseta de alça branca bem transparente, uma bermuda verde e uma sandália alta preta. Arrumei o cabelo e passei um pouco de perfume, já pegando minha bolsa e meu fichário para descer.
Meus pais já haviam saído e eu estava sozinha. Não tomei café, pois não tinha tempo. Peguei a chave de meu carro e fui para a faculdade.
Desci do carro, já podendo sentir alguns olhares sobre mim. Ambar — loira, corpo bonito e rica — olhava-me com raiva. Não sei porque, mas ela não gosta de mim. Simon me olhava com cara feia na porta da faculdade. Me aproximei do mesmo, que pegou em meu pulso e apertou um o mesmo.
— Ai! — deixei escapar.
— Que roupa é essa? Parece uma prostituta.
Ele tinha esse horrível defeito de ser ciumento. Revirei os olhos e fui pra sala, sem falar com ele. Entrei r fechei a porta. Achava que estava sozinha, quando ouvi uma voz bem conhecida.
— Bom dia, Luninha.
Matteo. Ah, aquele ser maravilhoso. Aproximou-se de mim. De algum jeito, ele me fez ficar corada. Encostou-me na porta e deu um sorriso bem malicioso.
— O namoradinho não tá com ciúme da roupinha? — ele falou, passeando as mãos sobre minha cintura. Senti um leve arrepio e sorri de modo fraco.
Talvez fosse errado sentir-se atraída por outra pessoa. Mas, como eu disse, não amava Simon. Ainda com as mãos na minha cintura, ele a pressionou e deu uma mordida em meu pescoço que deixou uma enorme marca.
Meus materiais, minha dignidade... tudo caiu no chão. Não tinha problema, pelo menos naquela hora não. Parecia que o mundo tinha se desligado. Que não havia mais ninguém além de mim e de Matteo no mundo. Seu toque me enlouquecia. Ele me enlouquecia.
Seu membro encostou em minha intimidade, fazendo com que eu me sentisse cada vez mais sedenta dele. Dei-lhe um beijo quente. Minha língua brincava com a dele, com uma conexão inexplicável.
O sinal tocou e nós nos largamos. Antes que alguém pudesse entrar na sala, Matteo me deu um selinho demorado e foi para o fundo da sala. Sentei e fiquei olhando pro quadro, relembrando o momento com Matteo. Por mais que Simon tentasse, não conseguia me deixar com vontade de "ir para frente ". Ele era um ótimo namorado, mas não deixava-me excitada como Matteo.
Depois do dia mais longo da minha vida na faculdade, só queria ir pra casa. Antes de entrar no carro, Simon me puxou pelo braço.
— Ei amor, não gosto de brigar com você. — disse e me encostou no carro.
— Eu também não, Simón. — não conseguia manter meu olhar nele, nem que eu tentasse. Foi bom beijar Matteo, mas me senti culpada.
— Pra compensar, vou fazer o jantar na minha casa hoje, tudo bem? — ele disse, depositando um beijo em minha testa. Não consegui nem responder ele e e já havia saído.
Ótimo, agora eu jantaria com Simon sem ao menos querer.
