Mais um dia medíocre começando na minha vida. Quem sou eu? Bom, eu não sou ninguém. Me chamam de Liza, a sem coração. Na realidade ngm me chama assim, usam palavras piores. Tenho 17 anos, odeio as brigas constantes na minha casa, odeio meu cabelo, odeio meu corpo, odeio minha escola, amo minhas poucas amigas e meu gato.
Eu tenho que confessar que não ligo muito quando dizem coisas sobre mim, afinal eu realmente tenho um péssimo humor de manhã, um humor horrível a tarde e um humor pior ainda à noite. Não tento ser legal, não sou legal e não gosto de garotos que tentam forçar algo comigo. Liza, a anti-garotos. Não, eu não sou lésbica, apenas sem paciência mesmo.
O que vou contar para vocês agora, aconteceu quando eu entrei no último ano do ensino médio e conheci o maldito. As pessoas o chamam de Leo. Ele apareceu como qualquer outro: mensagem no facebook, follow no twitter, stalkeada no instagram, com isso você já pensa OPA VOU DAR UM FORA. E eu fiz isso? Não, com ele não. Eu simplesmente não pude, ele tinha algo que me prendia e eu não conseguia deixar isso em branco, eu precisava acordar e ver que tinha uma mensagem me esperando. Isso me assustava e isso me destruiu.
Pode parecer estranho, mas eu sabia que ele seria encrenca. Sempre soube. Por quê? Simples. Porque ele era o cara mais incrível que eu já havia conhecido em toda a minha vida, era inteligente, alegre, fofo, engraçado e me abraçava de uma forma que nunca ninguém tinha feito antes. Onde está o problema, Liza? O problema era que seria inevitável me envolver, me apaixonar. E claro, me jogar de cabeça e sofrer.

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