Mako andava de um lado para o outro. Bolin estava sentado nos últimos degraus da escada, observando a irritação e ansiedade do seu irmão.

–Ei, mano. Precisamos mesmo de uma estratégia para o Campeonato?

Mako virou-se perplexo para o irmão.

–Mas é claro! Sempre precisamos de um plano, saber o que fazer. Nossos oponentes serão os WolfBats, esqueceu? E vai ser amanhã. Estamos perdidos, Bo.

E voltou a andar em círculos. Ele sempre fazia isso quando estava nervoso. Bolin o observava com tédio. Estava anoitecendo. Ambos os irmãos estavam com sono, mas Mako parecia eletrizado. Não parava quieto, e isso começava a incomodar Bolin. Então, ele parou para pensar um pouco. Até que decidiu falar:

–Cara, você está mesmo preocupado com o jogo ou só quer ver a Korra mesmo?

Mako parou de andar no mesmo instante. Olhou para o irmão e suspirou.

–Não diga besteiras. Estou preocupado com o jogo.

Mas sua voz não tinha muita convicção. Mostrava até um pouco de dúvida. Bolin revirou os olhos.

–Tá bom, acho melhor você ir atrás dela.

–Mas... Ela está de castigo e...

–Apenas vá. Você está me irritando, mano. — Bolin interrompeu.

Era raro os irmãos irritarem um outro. Claro, Bo adorava fazer piadinhas, mas não chegava a tanto. Decidido, Mako se aprontou e foi para a Ilha do Templo do Ar.

Quando ele chegou, já estava escuro. Ao passar pela entrada, avistou dois guardas da Lótus Branca fazendo vigília. Imediatamente, abaixou-se perto de uma árvore, escondendo-se. Se eles avistassem Mako, não o deixariam entrar. Tenzin deixara restrita a entrada de visitantes, muito menos de amantes.

Mako esperou um tempo. Os guardas passaram a conversar, mas ainda estavam na entrada. "Droga, o que vou fazer com esses dois aí?", ele pensou. Provavelmente ainda tinham muitos guardas dentro do Templo.

Então, Mako teve uma ideia. Pegou uma pedra que estava ao seu lado. Arremessou-a para um lado, longe dos guardas. Ao tocar o chão, fez um barulho. Os guardas pararam de conversar e foram investigar o estranho som.

Quando saíram da porta, Mako correu e conseguiu entrar sem ser visto. Rapidamente, foi se dirigindo ao dormitório feminino, onde Korra provavelmente estava. Mas ouviu passos se aproximando. Ele desesperadamente procurou um arbusto e se abaixou atrás dele.

Tenzin apareceu. Parecia irritado. Logo atrás dele, estava Korra.

–Mocinha, eu já disse que não vou deixar você sair daqui. Entendeu?- disse Tenzin, com uma voz firme que só ele sabia fazer.

Korra suspirou e encarou o dobrador de ar.

–Qual é, Tenzin? Eu não fiz nada de mais...

–Você destruiu um artefato dos dobradores de ar que tinha mais de 1000 anos! Isso não énada de mais?- Ele berrou, com a cara vermelha de irritação.

Então ele saiu apressado, deixando Korra para trás. Ao vê-la sozinha, Mako decidiu chamar sua atenção antes que outro guarda aparecesse.

–Korra! Ei, Korra!- Eu disse baixinho.

Ela olhou para os lados, assustada. Ao ver o dominador de fogo, deu um largo sorriso.

–Mako? É você?

–Shhh! Ninguém sabe que estou aqui.

Quando ele pensou em sair do arbusto, ouviu novamente passos se aproximando. Korra rapidamente pegou sua mão e o levou para seu dormitório.

Aparentemente, ninguém o tinha visto. Entraram no quarto de Korra, arfando. Eles correram para chegar até lá. Depois de respirarem um pouco, Korra lançou um olhar malicioso a Mako.

–Então... Se arriscou desse jeito só para ver?- Ela disse com um tom de voz provocador.

–Sim... Quer dizer... Não. Vim aqui porque estou preocupado com o jogo de amanhã. Precisava debater um plano de estratégia com você.

Korra ainda sorria maliciosamente. Ela girou devagar em torno de Mako, deixando-o corado. Ela adorava fazer isso com ele.

–Sei... Plano estratégico.

–É verdade! Não podemos jogar com os WolfBats despreparados.

Korra sentou na cama e o encarou.

–Muito bem... Então, pretende fazer o quê?

Ele piscou. Não havia pensado muito sobre isso.

–Não sei... Pensei em falar isso com você.

–Uhum. Bom... E só nós só ficarmos na divisão de sempre e nos esforçarmos?

–Me parece bom.

Os dois se olharam por um longo tempo. Mako esperava mais. Agora ele estava confuso. Será que esse negócio de plano de jogo não era só uma desculpa para encontrar com Korra?

–Certo. Era só isso? Porque eu tenho certeza que só nós trabalharmos juntos e focar em Tahno, venceremos.

Ela tinha razão. O time sempre treinava muito, e quase nunca era necessário uma estratégia propriamente dita.

–Bom... Acho que era isso.

Eles voltaram a se encarar. Mako agora sabia que era idiota. Korra voltou a falar:

–Tá, então por que você se deu ao trabalho...- Mako se aproximou dela e a interrompeu com um beijo. Um longo e suave beijo. Quando terminaram, Korra o olhou, sorridente.

–Sinta-se à vontade de me interromper desse jeito a qualquer hora.

Ele riu. Voltaram a se beijar, dessa vez mais forte. Quando viram, Mako estava em cima de Korra na cama. Ele passou a dar beijos suaves no pescoço dela. Ficaram assim por um tempo. Então, Mako aproximou seus lábios dos de Korra, mas não a beijou. Ele disse suavemente:

–Melhor pararmos antes que isso vire outra coisa.

Ela sorriu maliciosamente.

–Não me importo se isso acontecer.

–Sei... Acho melhor se importar.

Eles se olharam sérios por um tempo. Até que acabaram rindo. Se beijaram novamente. Então, Korra passou a mão debaixo da blusa de Mako, sentindo seu tórax definido.

–Tá bem... Já matou as saudades, bonitão?

–Eu nunca perco as saudades, para falar a verdade.

Ficaram desse jeito até adormecerem. No dia seguinte, Mako acordou ao lado de Korra. Ela ainda dormia. Ele deu um último beijo em sua bochecha e saiu do quarto, voltando para casa.

Ao chegar, Bolin o esperava.

–Você passou a noite lá. Então, eram só "planos de jogo"?

Mako mostrou a língua para o irmão, feliz.

–De um jeito ou de outro, eram sim, Bo.

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