Sophia voltava cansada no fim de mais uma semana de trabalho em um ônibus lotado. O da situação humilhante de ser um reles cidadão comum era ela lutando contra o chacoalhar do veículo para não cair por cima de um monte de pessoas que passavam pelo mesmo. Se ela pudesse perguntar para si mesma há 10 anos quando aceitou um “bico” de recepcionista de um prédio de consultórios onde se via em uma década, certamente não ouviria um “mesma função, mas de carteira assinada” como resposta.
Ela recém completara 30 anos e a vida parecia cada vez mais tediosa.

