-Bill, vambora! – Gritou Tom da porta do meu quarto – O avião não vai esperar!
-Eu não quero ir pra Nova York. Quero ficar aqui, em Los Angeles! – Falei colocando meu travesseiro no rosto.
-Você tem que ir e sabe disso. Vou te dar 20 minutos. Se você não descer em meia hora, eu te arrasto pelos cabelos. – Ameaçou.
-Mas não eram 20 minutos? – Perguntei sonolento.
-Mas você tem que arrumar as malas! Anda Logo! – Gritou Tom outra vez, vou ficar surdo.
A voz de Tom foi ficando distante, e o som dos seus passos também. A porta se fecha bruscamente.
Desculpem, eu não me apresentei. Meu nome é Bill Kaulitz. Sou vocalista do Tokio Hotel. Estou de mudança para Nova York. Eu não quero ir, mas minha família e meus companheiros de banda querem e vão. Então, não tenho outra saída, senão me mudar também.
Demorei 2 horas e meia para descer. Resolvi descolorir o cabelo para mudar o visual e perder o voo. Quando desci, Tom, Gustav, Georg, Simone e Gordon, estavam me esperando com as caras mais amarradas de todo o mundo. Ao me verem, os cinco abriram a boca espantados.
-O que você fez nos cabelos? – perguntaram os cinco ao mesmo tempo boquiabertos.
-Descolori – Respondi indiferente.
-Na hora do nosso voo? – Perguntou minha mãe cruzando os braços – Provavelmente perdemos o voo.
-Jura?! – perguntaram debochados.
-Mãezinha, perdeu esse pega o próximo, ou não pega! – Caçoei.
Tom voou em cima de mim furioso e me derrubando.
-Ai minha cabeça! – reclamei.
-Por sua causa, nós teremos que remarcar a viagem! – Gritou Tom apertando meus braços e me ensurdecendo.
-Ainda bem! – Gritei de volta Super-afinado.
-Gente, liguei para o aeroporto, e eles falaram que o nosso voo está atrasado, mas o piloto avisou que chega as quatro e quinze – Disse Gustav.
-Ótimo, daqui a 40 minutos. Cadê suas malas? – Perguntou Tom saindo de cima de mim.
-Estão no meu quarto – Eu disse me levantando do chão.
-Vá pegar! – tom ordenou.
-Sozinho?! – Perguntei.
-É, por que? – Perguntou Tom.
-São dezessete! Eu só tenho dois braços esqueceu?
-Nós ajudamos – Disse Georg já subindo as escadas.
Simone, Gordon, Tom, Gustav e Marley, o mordomo que apareceu num passe de magica, o seguiram. Eu soltei um “puta que pariu” e subi também.
10 minutos depois, já estávamos no carro, rumo ao aeroporto. Chegamos em cima da hora. Embarcamos e decolamos destino ao sofrimento. O meu pelo menos.
