Conquer
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Kapitel 16 min Lesezeit

Beijo

Sabe...nunca me achei um expert em relação as mulheres. Pensei que a vida sobre isso era simples, conhecer, gostar, beijar e amar. Mas percebi que uma relação não é simplesmente em verbos. Conheci várias garotas, muita delas até hoje sente uma grande admiração por mim, palavras delas. Tentei ao máximo entender uma mulher, cheguei a conclusão que todos chegam, "para entender uma mulher...primeiro não tente entender", vi também que isso é besteira, pois há sempre uma maneira certa de entender uma mulher. Minha primeira namorada, lembro-me como se fosse hj, eu tinha 7 anos de idade, não sabia ao certo o que era o sexo oposto, mas como em todo quadrinho, era algo ruim, pode até ser homosexualismo o que disse agora, mas é o que as crianças pensam. Errado! não pensamos nisso, pensamos em como conquistar nossa amiguinha do lado, ou até mesmo nossa professora, não percebemos isso de imediato, claro, temos apenas 7 anos, ainda pensamos em bonecos e carrinhos. Olhem bem pro seu passado, e lembre-se do primeiro sexo oposto que você conheceu, agora diga-me: "Não é um sentimento bom que passa pela nossa barriga?!" Isso por que você já sentiu algo por essa pessoa, isso se chama atração. "-Ok, mas mesmo assim eu ainda era uma criança e não tenho a mentalidade que temos hoje." Of course* , todos nós amadurecemos com o passar do tempo, isso é lei da fisíca. Amiguinhas ou até mesmo namoradas, não importa muito quando temos uma idade tão imatura, não sabemos o que estamos fazendo até terminar de fazer, isso é relativo. Mas, voltando aos meus 7 anos, eu conheci uma menina, o nome dela é Isabel, aparentemente Isabel não era uma menina com um corpo formado, estava na sua juventude, tinha por volta dos 8 a 10 anos e ainda estava conhecendo o mundo, como eu. Seus olhos castanhos e seus cabelos Loiros a tornava linda, para qualquer menino da idade que tinha, ela era uma princessa, não ligava para namoro ou algo do tipo, ou melhor, não apresentava emoção sobre relacionamentos, "mas também, ela só tem 9 anos". Mas eu não queria saber muito o que ela estava sentindo, queria saber o que eu sentia, isso chama sobrevivencia. Isabel brincava no parquinho com suas amigas, enquanto eu brincava com os meus, mas eu sabia, tinha algo nela que eu não etendia, e queria saber o que é. Por pura conhecidencia do destino ou não, fiquei em uma sala próximo ao corredor da sala do diretor e de onde nós estudavamos, estavamos trancados, mas Isabel não demonstrava medo nem alguma emoção, realmente isso me assustava, pois em uma sala que só cabia nós 2 e aonde estava vassouras e produtos de limpeza realmente era assustador, parecia que nunca iamos sair de lá.

Ela apenas ficava me encarando, sabia eu, que algo estava acontecendo comigo, ela deu um grande sorriso olhando para uma janelinha que ficava no alto da parede, nem que eu quissese pular eu consegueria tocar nela, então ela puxa o meu chapéu do Flamengo e põe em sua cabeça certinha e perfeita. Não entendi o porque desse mistério todo, e de ela apenas ficar olhando para mim, mas sabia de uma coisa, eu tinha que beija-la, pois era isso que me prendia. Quando meus lábios tocaram nos dela, parecia algo de outro mundo, pois não sabia o que estava fazendo, mas sabia que estava fazendo algo, e que isso me deixava muito feliz, foi então que eu conheci o beijo. Minha vida mudara por completo, pois a garota que nem ao menos falava comigo estava todo dia na sala me beijando. Não tinhamos contato verbal, apenas fisico, so iamos para aquela salinha escura e beijavamos, era algo como, ninguém pode saber, só nós. A única coisa que ela falava para mim era "Eu saio primeiro" , mas as vezes ela também dizia "isso é bom", eu não falava nada, apenas recebia sua ordem, não entendia o porque, também não queria entender, apenas aprecia-la com o devido afeto que tenho por ela. Passa-se dias e eu começo a me distanciar dos meus amigos, estava virando rotina, sempre procurava por ela no pátio do colégio e não encontrava, sabia eu, "-ela está na sala", então ia rapidamente para lá, e ficavamos se beijando, parecia que nunca acabava, apenas estavamos lá, e não temiamos a ninguém. Com o tempo, consegui perceber uma coisa, já não tinha mais amigos, só ela. Vi que existe um preço enorme em querer alguém, e também percebi que existe sacrificios que são dificeis de quebrar. Queria muito ela, mas não sabia porque, também queria muitos meus amigos, mas aí eu sabia o porque, era porque com meus amigos eu brincava, eu corria, eu era eu, e com ela não, eu estava conhecendo algo que nunca conheci, o que me deixava confuso e tenso. Então os dias da salinha foi passando, e ela foi perdendo a fé em que eu apareceria, até que o ano letivo acabara e ela fala comigo: -Gosto de você. Tá certo, essas não são bem as palavras que ia me fazer entender alguma coisa, mas isso me deixou confortavel, o que me fez entender o por que de eu sempre ter ido a aquela sala apenas para beija-la. Foi porque não era apenas beijar, e sim a companhia que ela fazia, a sua presença e todo o romantismo, mas não quis aquilo, não por que era o certo ou errado e sim por que era algo dentro de mim que fazia dizer que não. E foi quando aos 10 anos cheguei a uma conclusão : "O beijo não faz um relacionamento, o relacionamento que faz o beijo."

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