O dia virou noite. A luz do sol virou uma completa escuridão. E o mundo nunca mais foi o mesmo depois disso.
Foi o que aconteceu quando eu estava voltando da escola, depois de me despedir de Erik, meu namorado-ultra-gostoso, com um beijo super meloso. Ele me disse que viria me buscar à noite para darmos umas ‘voltinhas’ por aí. E ele me daria um presente, eu tinha quase certeza disso, pois ele deixou escapar que me faria uma surpresa. As borboletas em meu estômago deram lugar ao frio na espinha ao olhar pro céu e procurar o sol que não estava mais lá. As pessoas ao redor pareciam sentir a mesma coisa. Uma sensação de medo invadiu meu corpo inteiro e eu acelerei o passo pra chegar o mais rápido possível em casa. No caminho, liguei pro celular de Erik, mas ele não me atendeu. Estranho, ele nunca largava aquele maldito telefone (é, eu tinha um ciúme danado dele). Depois de 5 mensagens na caixa postal, 12 mensagens de texto e nenhuma resposta, olhei pro céu e meu corpo pareceu congelar no lugar. Eu comecei a me sentir hipnotizada pela cor do céu. Era um tipo de azul escuro que eu nunca tinha visto antes e não havia mais nenhuma nuvem e nenhuma estrela. Tudo, tudo mesmo estava completamente escuro. O sol ainda não tinha aparecido e me dei conta de que algo estava realmente errado quando olhei pro relógio. Meia-hora tinha se passado e nada. Nem um mínino raio solar. Parecia que uma nuvem negra tinha coberto o sol e não tinha previsão de desaparecer. Consegui me forçar a continuar caminhando. 50 metros, ufa! Eu estava perto. Peguei minha chave no bolso e quando ia abrir a porta ouvi aquela linda voz sussurrando meu nome. “Maggie”. Levei um susto e virei pra trás, afinal pelo horário ele ainda deveria estar na escola e a gente tinha acabado de se despedir. Mas em um instante ele estava ali, exatamente na minha frente e olhando pra mim. Erik, o garoto mais gostoso da escola e meu namorado.
- ohh, Erik. Você está bem? O que está acontecendo?
Não sei por que senti um medo ainda maior ao olhar pra ele. Percebi a razão ao ver seus olhos. Eram de um vermelho-fogo. Minhas pernas tremiam e meu coração batia forte demais. Ele pareceu ouvir as batidas e me lançou um olhar sedutor, seguido de um sorriso brilhante e cheio de... presas?? Como assim??
- o que está acontecendo?? – repeti com a voz engasgada em medo, tentando andar pra trás, mas só havia a porta fechada. Ele novamente não me respondeu.
Um passo em minha direção e meu corpo congelou. Eu não sabia o que estava acontecendo de verdade, mas sabia que aquela era a hora.
A hora certa de gritar, mesmo tendo certeza de que meus gritos seriam a última coisa que sairia da minha garganta enquanto eu estava viva. Ou melhor, a penúltima, pois a última seria o meu sangue...
