At the bottom of the night.
At the bottom of the night.
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No ponto mais profundo da noite.

Após compartilhar contigo o calor de meu corpo naquele pico gélido e mórbido, pude sentir novamente aquela sensação de energia e vitalidade em você. Foi confortável; a bênção de poder vê-lo sorrir novamente aquecia meu coração frágil até então alagado pelo pranto amargo que persistia em violentar meus sentimentos. Sua teimosia me fazia falta. No ponto mais profundo das madrugadas, tudo o que pude fazer sem ter você foi me afogar em lágrimas e constantes gaguejos.

Naquele instante, o mundo ao meu nosso redor parecia ter sumido. Evaporado em um sopro breve. Havia somente eu, você e a copa seca daquela árvore morta cujos galhos tortos derrubavam flocos puros de neve sobre nossas pessoas estagnadas em um ponto só. Tudo o que eu queria era ouvi-lo em respostas aos meus baboseios melodramáticos. Qualquer coisa. Suas reclamações de como eu era uma moça orgulhosa ou de como a ciência levava a “Grande Lucca” à loucura. Crono, seu bobão!

Sua falta de atenção me cativou de alguma maneira. Agarrada a ti, com meus braços em sua volta, permaneci a falar. Acredito que tudo isso tenha sido algo muito repentino para você, não é mesmo?

Você é mais que um irmão para mim. Tê-lo por perto é o único fator que me faz continuar com essa ideia de querer mudar o destino que foi empregado a nós humanos.

Mas não consegui prosseguir. Tudo o que fui capaz de fazer foi ficar ali contigo, suprindo minha felicidade com seu aroma e temperatura afáveis. Abaixo daquele céu contrastado em escuridão e luz pelo eclipse, permanecemos ali juntos em um momento interminável aos meus olhos.

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