A Teenager's Problems
A Teenager's Problems
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Capítulo 1

— Fernanda!

- Aqui!

- Como se fala moçinha?

- Presente querida professora. – respondi com voz de irritada.

Eu odeio a senhora Jade Cardoso, ou melhor a bruxa da professora Jade Cardoso. Ela é a professora mais chata dessa escola e vive dizendo para os meus pais que eu devia ir para um psicólogo, nada a vê, eu não sou doida. Ela que devia ir ao cirurgião para tirar essa cara de bruxa.

— Fernanda, Fernanda Clemente, terra chamando Fernanda Clemente – disse a bruxa.

— Você não quis dizer: Bruxa chamando Fernanda Clemente?

— Como é? Senhorita Clemente retire o que disse agora!

— Não! – aquela velha já estava enchendo minha paciência.

Ela reclamava e reclamava mas eu não ouvia nada, ao invés disso fazia minha atividade favorita: rabiscar. Eu tinha um caderno só de rabisco e outro de escola, na verdade eu só usava um, o outro era mais novo que um de loja, e ainda tinham a cara de pau de me chamar de Nerd.

— Feh, temos que ir para casa — Lisa dizia enquanto tentava me acordar do meu sono profundo.

— Oi Lisa, eu apaguei né?

— É, de novo, mas isso não importa, o importante é: você chamou a Jade de bruxa na frente de todos, sabe que vai acabar indo pro psicólogo né amiga?

— Que tentem, eu me recuso a ir ao psicólogo só por causa de uma vaca, ou seja, a Jade.

— Você não vai conseguir, eles vão te forçar.

— Ai Lisa, quer saber? Vamos mudar de assunto.

— Ai, ai, tá bom. Eeer, sua madrasta volta hoje não é?

— É, infelizmente aquela viagem de aniversario de 500 anos de vida terminou, agora sim eu vou ser obrigada a ir ao psicólogo.

— Vamos andando moças – disse Mariane, a moça da limpeza.

O caminho até o portão foi longo, os garotos da escola estavam todos comprometidos e nós aqui, encalhadas.

O pai da Lisa já estava no portão, nos despedimos e ela foi embora. Sentei em um dos bancos de madeira que a escola colocou para que parássemos de colocar a mochila no chão, como se adiantasse, e esperei meu pai por longos 47 minutos, exatamente 47 minutos.

— Senhorita Fernanda Clemente Franco – meu pai disse assim que me viu, me chamar pelos três nomes nunca era coisa boa.

— Oi papy! – tentei disfarçar, o que não funcionou.

— Fernanda como teve coragem de chamar a professora Jade de bruxa?

— Ela é uma bruxa papai.

— Já chega! Já chega, tomei minha decisão você va... — antes que ele terminasse o provável “vai” eu terminei por ele.

— Vou ao psicólogo, eu sei, eu sei, mas eu... – dessa vez quem não pode terminar fui eu.

— Psicologo? Não mesmo, você vai para o internato! – pela primeira vez em anos ele usou um tom ameaçador.

— Como é que é? Eu não vou mesmo!!!

— Pois quem decide sou eu, e a Meg é claro.

— Isso foi idéia dela não foi?

— Não, foi em conjunto minha flor, você vai gostar de lá, eu aposto.

— Não vou não pai, acorda, eu sou uma adolescente não posso ficar presa em uma escola chata e cheia de nerds.

— Ainda não decidimos para que internato você vai, mas sei que você vai para um antes do mês que vem, vou pensar em um bom, tenho certeza que você vai adorar.

— Pois eu duvido.

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O resto do dia foi muito chato, a Jade me passou uma porção de dever de casa e um trabalho de trinta e duas páginas, com capa, índice, introdução e tudo que tem direito.

Quando acabei o trabalho sobre “Roma” me senti mau por ter feito aquilo com a Jade, mentira.

— Decidimos – meu pai e a Meg entraram no meu quarto sem ao menos bater na porta e disseram em coro. – você vai para a Academia Feminina

— Como? Vocês disseram Academia Feminina, quer dizer que não tem garotos?

— Exatamente – aquela idiota disse sorrindo.

— Eu me recuso.

— Pois você vai e ponto final – meu pai falou. – e vai hoje, arrume as malas.

— Hoje? Você bebeu? Se drogou? Ou qualquer coisa assim?

— Não seja mau educada, vá logo, você tem 30 minutos para sairmos. E lá só é permitido que você leve essas roupas – então ele me entregou um papel com coisas ridículas para se usar no lugar aonde eu vou morar.