Olhou para a tela do computador de novo. POR QUE AQUILO ESTAVA DANDO ERRADO? Tinha colocado tudo nos campos certos, tinha conferido tudo, TUDO o que poderia ter feito de errado e, bem... Não tinha absolutamente nada de errado.

Iku Kasahara estava desesperada. Não sabia o que tinha acontecido de errado e aquele era o primeiro de muitos livros que precisava tombar. Apagou todo o arquivo, reviu os campos, começou de novo. E nada.

Olhou para a tela do computador pela enésima vez naquele processo, se perguntando POR QUE a enviaram para a área de processamento técnico. Isso não era coisa da turma nerd barra pesada da Tropa Bibliotecária? Então por que ela, uma simples soldado da tropa de tarefas (bibliotecária-chefe, mas isso não vem ao caso), contadora de histórias e que estava acostumada a organizar os livros nas prateleiras e atender ao público, tinha de fazer aquele trabalho extremamente complicado e difícil e, e, e...

– AAAARGH! EU NÃO CONSIGO FAZER ISSO!

O desespero tomou conta de seu ser, enquanto ela batia a cabeça na tela do computador.

Dojo passava pelo lugar, para perguntar se ela queria café ou alguma coisa para comer, já que ele sabia que o trabalho não era lá muito grato mas que, se pegasse o jeito, poderia até ser divertido. Deparou-se com uma coisa de cabelos castanhos tentando quebrar a tela de cristal líquido na cabeçada.

– O que está havendo? – perguntou, puxando os ombros da garota para trás.

– EU NÃO CONSIGO!

Dojo puxou a garota para o lado e observou o registro. Saiu, voltando depois de alguns minutos com dois livros enormes nas mãos.

Na capa do primeiro, lia-se AACR2R. Na capa do segundo, "Manual prático de JAPAN/MARC".

Abriu o primeiro livro no capítulo referente à representação física. Abriu o segundo livro nas explicações iniciais.

Apontou para o primeiro livro, e disse:

– Você está fazendo a pontuação da extensão do material errada. Nunca iria conseguir terminar o registro sem isso.

Iku olhou para cima, e enrubesceu. COMO ela havia esquecido aquilo? Era tão... ÓBVIO!

– De fato, você não presta atenção nas aulas mesmo, né?

Puxou seu rosto para cima, beijou-a castamente nos lábios e deixou o recinto depois de perguntar se ela desejava alguma coisa vinda de fora.

Olhou para a tela do computador de novo. E sorriu. Porque sabia que seu príncipe sempre estaria lá para ajudá-la.

– Em todo o caso, acho que seria melhor se eu desse uma olhada nesses livros depois...

E voltou ao trabalho.

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