Na Barraca de Jefferson, o tradicionalismo herdado dos pais imperava. Para vender, usava um humor de qualidade duvidosa e abusava dos jargões.
— Mulher bonita não paga… mas também não leva! — dizia por aquela que deveria ser, no mínimo, a décima vez no dia. — Só uma piadinha pra adoçar o dia...
A freguesia provava que a falta de chiste ainda era funcional.
Contudo, uma parcela de pessoas desaprovava essa abordagem — em especial, o mais novo concorrente da barraca da frente.
— Doce por doce, o dessa Serra D'água é a melhor saída! Confia!
Jefferson não deixaria o afronte de Maurício passar batido.

