Comentários em “Arthur: Parabéns Pelos 10 Anos de Hiato”: “O EPÍLOGO: DOIS ANOS DEPOIS”

Flaviele Ribeiro
Meu querido autor, obrigada pelo agradecimento em sua nota inicial 🩷 devo admitir que muitas vezes me senti a própria Helena mesmo nas nossas trocas. Necessito urgente de ler sobre As crônicas do Reino Esquecido, para que Kaelen acompanhe meus dias novamente e não se demore muito para começa-lo. Será se eu devo te desafiar como Helena desafiou Arthur para tal ?(Brincadeirinha, ou será que não!).Esse último capítulo de Arthur me emocionou e terminei de ler as últimas palavras com lágrimas nos olhos. Adorei acompanhar seu enredo até o final e não foi um adeus triste e sim um até logo leve.
Felipe Smith
Eu respeito bastante ao que essa história se propõe e fico feliz que ela tenha sido concluída. Bloqueio de escritor é uma praga para qualquer um que se motive a escrever, assim como o peso do julgamento externo. Você enfrentou isso e venceu esse medo, então parabéns pela conquista. Acho que isso é importante de ser reconhecido. Porém, enquanto narrativa por si só, eu infelizmente acho que essa não alcança seu objetivo proposto como romance. Ao contrário da colega leitora, não achei que o relacionamento dos protagonistas tenha sido bem desenvolvido ou aprofundado. Pelo contrário, o relacionamento me parece desbalanceado. O Rafael tem a maioria, se não todos, os seus problemas de autoimagem, confiança e identidade resolvidos através da Helena, e ela tem todo o poder sobre a relação na mão. Frustrações pessoais são solucionadas de forma rápida e efetiva através da validação externa de forma dependente. Por mais que a narrativa apresente isso como parte de um processo, é um processo limpo e claramente fantasioso. O que não é negativo, em sua essência, se o tom que você quis dar à história era o de uma fantasia de validação. Mas é algo que me parece destoar da temática central de como a projeção de identidade do autor, medo de fracasso e resposta a expectativas paralisam o processo criativo. É uma resposta muito limpa, muito certinha, para um problema de nuances. O uso de metalinguagem narrativa dentro e fora do relacionamento dos personagens é interessante, e a maturidade do sexo como intimidade e medo de vulnerabilidade é necessária e bem-vinda em narrativas do ponto de vista masculino (embora o sexo como recompensa e instrumento de manipulação permaneça...). Eu também gostei da caracterização da vulnerabilidade do Rafael até no âmbito da virgindade, indo contra as conotações sociais de masculinidade. Embora tenha achado até um pouco engraçada a dificuldade dele em abordar o tópico na escrita. Talvez por já estar acostumado ao meme gringo de que assexuais escrevem as cenas de sexo mais detalhadas, eu não acho que a falta de experiência dele se correlacione à falta de habilidade de escrita, vide até o resultado que ele teve. Entendi essa parte no final mais como parte da insegurança dele, me corrija se estiver errado. No entanto, eu termino não sendo capaz de ver a Helena enquanto sua própria personagem com necessidades, desejos e arco próprio, e sim como um mecanismo narrativo para o desenvolvimento do Rafael/Arthur. O que é limitante para o alcance total da história como reflexão do processo criativo. Boa sorte com a continuidade do seu processo e na luta contra o bloqueio. Torço para que você tenha a oportunidade de revisitar esses personagens ou esses temas no futuro.
Vini Medeiros
Uau, meu caro leitor, Felipe Smith. Preciso confessar que ler uma opinião tão profunda e cirúrgica me deixou genuinamente excitado. É aquele tipo de 'excitação criativa' que surge quando percebemos que o leitor não apenas leu as palavras, mas atravessou as camadas da intenção, mesmo onde eu, como autor, possa ter tropeçado. Fico muito feliz que você tenha notado o peso do bloqueio e do julgamento; vencer esse medo foi, de fato, a minha maior conquista aqui. No entanto, sua crítica sobre o desbalanço entre Rafael e Helena é fascinante. Você foi preciso ao identificar essa 'fantasia de validação'. Admito que, no processo de cura do personagem, posso ter caído em uma resposta 'limpa' demais, e ver você apontar isso me instiga a repensar como tratarei essas nuances em projetos futuros. Sobre a Helena, sua observação de que ela funciona mais como um mecanismo narrativo do que como uma personagem com arco próprio foi um 'balde de água fria' necessário e muito estimulante — admito que sequer cheguei a planejar algo independente para ela. É um ponto cego comum ao focar tanto na projeção de identidade do protagonista; sua leitura me deu uma clareza que eu ainda não tinha ou que nem perdi meu tempo analisando. E sim, você interpretou corretamente a cena de sexo! A trava dele era puramente a insegurança da vulnerabilidade, e não a falta de habilidade técnica. Adorei a referência aos assexuais na escrita; a mente dele era o maior obstáculo, não a caneta. Contudo, percebo que o sexo na literatura possui um poder magnético para atrair leitores. Obrigado por uma análise que não apenas respeita o trabalho, mas o desafia. Saio desta leitura com a mente a mil e muito motivado para as próximas histórias. Inclusive, estou pensando em um clichê daqueles feitos para gerar insatisfação em quem procura algo narrativamente mais inteligente! Ah, e fica aqui um aviso: como médico, desejo que não precise de uma cirurgia tão cedo, mas posso até intervir em caso de problemas para tentar salvar o seu coração... mas deixo uma dica de ouro que todo profissional deveria prescrever: 'salve seu cérebro das próximas histórias, talvez previsíveis demais, que pretendo postar por aqui'. Abraços!
Lice
Faz alguns dias que eu queria comentar aqui, mas acabei me enrolando. Achei o Arthur um virgem muito engraçado e adorei o tom da comédia. Meu voto é um 'Sim' absoluto para Kaelen e Elara! Já vi que você mergulhou no clichê, hein? rsrs. Parabéns!
Vini Medeiros
Obrigado, Lia. Agradeço por acompanhar e comentar. Eu penso em dar vida ao casal um pouco mais pra frente 😃. Fico feliz por acompanhar minha nova história ❤️