Nunca li O Retrato de Dorian Gray, assisti o filme uma vez e houve o comentário de alguém sobre o livro que era uma leitura meio pesada porque algumas descrições não eram fáceis de digerir, se não me engano. Então, mesmo achando interessante, realmente não tive a vontade de comprar e ler. O título não entrou pra minha listinha de livros na época, mas hoje talvez eu repense sobre isso.
Demorei pra comentar porque dessa vez acho que não vou me expressar tanto, mas questionar.
Essa escrita foi inspirada pelo livro? Pelo que lembro do filme, o que é bem pouco, o Dorian foi seduzido por algumas falas e influências de alguém (ou mais pessoas). E acho que essa leitura passa a mesma vibe. De alguém querendo mostrar o lado do prazer, aos poucos sussurrando tudo aquilo que parece atraente e que naturalmente é desejado. Foi bem direto e íntimo, como uma voz colocando alguém contra a parede entre manter a retidão ou se permitir um pouco de devassidão.
"Simetria perfeita que cria a natureza das coisas, Com formas e padrões inocentes, De onde surge o belo para o mundo, em diferentes vertentes."
Eu vou ser sincera sobre essa parte. Entendi? Não. Mas foi tão bonito quanto intrigante. Por isso gostaria de perguntar o que significa para você ou o que procurava passar com essas palavras.
Bem, parte da ideia desse poema foi um pouco a história descrita no livro. Apesar de, na minha percepção, ser mais uma menção. Isso porque o livro descreve bastante sobre o Hedonismo, principalmente demonstrando as máculas que causamos na alma a viver em devassidão e luxúria. Sobre o filme, não assisti, então não sei dizer se é próximo ao que se encontra no livro; porém, não vi temas muito pesados no livro (ao menos nada tão impressionável, eu creio), apenas demonstra o lado "sombrio" das pessoas que se entregam a essa vida de drogas, bebida e luxúria.
A premissa do livro, e o que desejei fazer nesse poema foi justamente introduzir essa filosofia da forma como o personagem do Dorian recebeu no livro (através de influências de terceiros). Tem uma frase no livro que sumariza isso, onde uma dessas influências fala sobre como é: sussurrar seus próprios pensamentos para outra pessoa, e a ver se tornando algo que não é mais ela, e sim, um mero capricho do sonho daquele que o influenciou. Posso dizer que foi o que me deixou pensando à época, e que quis traduzir dessa forma, realmente como descreveu, de uma "influência" e, principalmente, um questionamento se, de fato, o belo e a beleza é tudo o que importa.
Acerca dos versos mencionados, foi de um artigo que li onde se dizia que a natureza é perfeitamente simétrica, além da coincidência e repetição de certos números (o que representa que ela trabalha de uma maneira determinada). Assim, tudo o que a natureza constrói seria simétrico e, na proposta do poema, belo. A ideia de "formas e padrões inocentes" é para reforçar que ela o faz por ser da sua natureza, sem malícia ou intenção de que seja belo ou não; mas que no fim é admirado por nós, nas mais variadas vertentes de sua criação (paisagens, o céu, os animais, enfim, toda a coisa que ela cria).
Enfim, acho que escrevi bastante kkkk' Espero que não tenha ficado muito confuso e.e'. De toda forma, fico deveras feliz por ter apreciado esse meu singelo poema ^^' Além do seu comentário e interpretação que são sempre aprazíveis de se ler. Creio que isso seja tudo, até a próxima~
A
AlecSilvaHead
Esfaqueie meu retrato e terá meus demônios para chamar de teus
Cada cicatriz no quadro, cada linha de dor,
É uma marca de minha alma, um grito de pavor.
A imagem imortalizada, agora em tua mão,
Revelará meus tormentos, a escuridão da perdição.
R
Romântica Gótica
Me decepcionei com esse poema, sinto muito por falar desse jeito. Eu acho que é porque estou um pouco cansada de ler coisas para se entregar ao pecado. Talvez esperasse algo mãos barroco. Não consigo ver nada de renascentista no texto, como mencionou mercantilismo eu imaginei que haveria a menção do barroco. Quanto ao termo Dândi se puder explicar eu agradeceria. É um bom poema, mas acho que esperava mais influência da igreja junto com críticas. Esses dias fiz uma história que teve pouca visualização, mas é basicamente que o mundo tá em pecado desde a revolução francesa porque estamos em uma democracia e o direito divino dos Reis foi violado.
Me pergunto como que ficou a cara do papa no dia do domingo sangrento.
Ora, fique à vontade para desgostar também. Tudo bem não gostar ou ficar decepcionada de alguma forma, e pra mim, é importante ter essa visão também ^^'.
A ideia do poema não era bem "glamourizar" o pecado; a verdade é que eu pretendia fazer uma releitura de um livro chamado "O Retrato de Dorian Gray" que trata do Hedonismo. A brincadeira do poema seria fazer com o leitor exatamente o que o Barão Henrique, no livro, faz com Dorian Gray. Induzi-lo a tentar o Hedonismo, e esquecer as outras filosofias, como o ceticismo, estoicismo ou niilismo.
Sobre o termo "dândi", tem por definição: indivíduo que se veste com elegância e requinte, que se veste e comporta com afetação e delicadeza. É uma alusão ao Barão Henrique, do livro supra, o que pode ser também uma analogia a um nobre convencendo outros a se "entregar ao pecado".
Parece uma história intrigante a que descreveu, no mínimo, bem interessante. E sobre as críticas, a ideia não era bem ser uma crítica, e mais um "levar a pensar" se o hedonismo é mesmo o caminho certo. No mais, agradeço pelo comentário e pelas sugestões e contribuições ^^'. Acho que é tudo, até a próxima~
hi.
Nunca li O Retrato de Dorian Gray, assisti o filme uma vez e houve o comentário de alguém sobre o livro que era uma leitura meio pesada porque algumas descrições não eram fáceis de digerir, se não me engano. Então, mesmo achando interessante, realmente não tive a vontade de comprar e ler. O título não entrou pra minha listinha de livros na época, mas hoje talvez eu repense sobre isso.
Demorei pra comentar porque dessa vez acho que não vou me expressar tanto, mas questionar.
Essa escrita foi inspirada pelo livro? Pelo que lembro do filme, o que é bem pouco, o Dorian foi seduzido por algumas falas e influências de alguém (ou mais pessoas). E acho que essa leitura passa a mesma vibe. De alguém querendo mostrar o lado do prazer, aos poucos sussurrando tudo aquilo que parece atraente e que naturalmente é desejado. Foi bem direto e íntimo, como uma voz colocando alguém contra a parede entre manter a retidão ou se permitir um pouco de devassidão.
"Simetria perfeita que cria a natureza das coisas,
Com formas e padrões inocentes,
De onde surge o belo para o mundo, em diferentes vertentes."
Eu vou ser sincera sobre essa parte. Entendi? Não. Mas foi tão bonito quanto intrigante. Por isso gostaria de perguntar o que significa para você ou o que procurava passar com essas palavras.
see you soon.
Heey,
Bem, parte da ideia desse poema foi um pouco a história descrita no livro. Apesar de, na minha percepção, ser mais uma menção. Isso porque o livro descreve bastante sobre o Hedonismo, principalmente demonstrando as máculas que causamos na alma a viver em devassidão e luxúria. Sobre o filme, não assisti, então não sei dizer se é próximo ao que se encontra no livro; porém, não vi temas muito pesados no livro (ao menos nada tão impressionável, eu creio), apenas demonstra o lado "sombrio" das pessoas que se entregam a essa vida de drogas, bebida e luxúria.
A premissa do livro, e o que desejei fazer nesse poema foi justamente introduzir essa filosofia da forma como o personagem do Dorian recebeu no livro (através de influências de terceiros). Tem uma frase no livro que sumariza isso, onde uma dessas influências fala sobre como é: sussurrar seus próprios pensamentos para outra pessoa, e a ver se tornando algo que não é mais ela, e sim, um mero capricho do sonho daquele que o influenciou. Posso dizer que foi o que me deixou pensando à época, e que quis traduzir dessa forma, realmente como descreveu, de uma "influência" e, principalmente, um questionamento se, de fato, o belo e a beleza é tudo o que importa.
Acerca dos versos mencionados, foi de um artigo que li onde se dizia que a natureza é perfeitamente simétrica, além da coincidência e repetição de certos números (o que representa que ela trabalha de uma maneira determinada). Assim, tudo o que a natureza constrói seria simétrico e, na proposta do poema, belo. A ideia de "formas e padrões inocentes" é para reforçar que ela o faz por ser da sua natureza, sem malícia ou intenção de que seja belo ou não; mas que no fim é admirado por nós, nas mais variadas vertentes de sua criação (paisagens, o céu, os animais, enfim, toda a coisa que ela cria).
Enfim, acho que escrevi bastante kkkk' Espero que não tenha ficado muito confuso e.e'. De toda forma, fico deveras feliz por ter apreciado esse meu singelo poema ^^' Além do seu comentário e interpretação que são sempre aprazíveis de se ler. Creio que isso seja tudo, até a próxima~
Esfaqueie meu retrato e terá meus demônios para chamar de teus
Cada cicatriz no quadro, cada linha de dor,
É uma marca de minha alma, um grito de pavor.
A imagem imortalizada, agora em tua mão,
Revelará meus tormentos, a escuridão da perdição.
Me decepcionei com esse poema, sinto muito por falar desse jeito. Eu acho que é porque estou um pouco cansada de ler coisas para se entregar ao pecado. Talvez esperasse algo mãos barroco. Não consigo ver nada de renascentista no texto, como mencionou mercantilismo eu imaginei que haveria a menção do barroco. Quanto ao termo Dândi se puder explicar eu agradeceria. É um bom poema, mas acho que esperava mais influência da igreja junto com críticas. Esses dias fiz uma história que teve pouca visualização, mas é basicamente que o mundo tá em pecado desde a revolução francesa porque estamos em uma democracia e o direito divino dos Reis foi violado.
Me pergunto como que ficou a cara do papa no dia do domingo sangrento.
Heey,
Ora, fique à vontade para desgostar também. Tudo bem não gostar ou ficar decepcionada de alguma forma, e pra mim, é importante ter essa visão também ^^'.
A ideia do poema não era bem "glamourizar" o pecado; a verdade é que eu pretendia fazer uma releitura de um livro chamado "O Retrato de Dorian Gray" que trata do Hedonismo. A brincadeira do poema seria fazer com o leitor exatamente o que o Barão Henrique, no livro, faz com Dorian Gray. Induzi-lo a tentar o Hedonismo, e esquecer as outras filosofias, como o ceticismo, estoicismo ou niilismo.
Sobre o termo "dândi", tem por definição: indivíduo que se veste com elegância e requinte, que se veste e comporta com afetação e delicadeza. É uma alusão ao Barão Henrique, do livro supra, o que pode ser também uma analogia a um nobre convencendo outros a se "entregar ao pecado".
Parece uma história intrigante a que descreveu, no mínimo, bem interessante. E sobre as críticas, a ideia não era bem ser uma crítica, e mais um "levar a pensar" se o hedonismo é mesmo o caminho certo. No mais, agradeço pelo comentário e pelas sugestões e contribuições ^^'. Acho que é tudo, até a próxima~