Olá, caí aqui de paraquedas em sua história, logo após atualizar a minha. Ao ver que era de horror, eu logo despertei a curiosidade para conhecer o que havia escrito e, de cara, posso dizer que já me apaixonei. Sou professor de literatura com especialização em literatura de horror, então escrever e estudar obras do gênero para mim é uma prova de amor.
De antemão, note que falei sobre a forma como rotula a tua história, chamo atenção para isso porque rotular uma obra como gótica em nosso tempo já é uma classificação obsoleta, que caiu em desuso há muito tempo. Mas por quê? Porque quando falamos do gótico como literatura nos referimos a um movimento específico do Romantismo, isto é, um dos seus afluentes, tal qual (e muito semelhante) com o nosso - querido - Ultrarromantismo, que é o nosso "gótico brasileiro", então, eu poderia escrever um texto claramente ultrarromântico, seguindo as suas características, mas não rotulá-lo como tal, pois já está desvinculado do seu contexto de época. Dito isto, o que chamamos de "romance gótico" nada mais é do que uma história de horror/terror também, apenas chamá-lo como gótico não faz sentido, pois a literatura gótica já teve seu contexto de época terminado.
O gótico hoje é uma subcultura, com filosofias e estilo de vida definidos, que perpassa diferentes esferas da atividade humana (e como eu amo fazer parte disso kkk). Por favor, não se ofenda com essa explicação, é apenas para esclarecimento.
Agora, dentro do seu texto, eu tenho elogios apenas, adorei a forma como instituiu um mistério, tão essencial para o horror em um prólogo. Gosto de como você flerta com a possibilidade de perigo na mansão, algo que me lembrou A Residência Hill ou A Colina Escarlate. Estou ansioso justamente porque a sua escrita foi capaz de me conquistar. Sabe, muitos acham que escrever horror é fácil, mas é como o caldeirão de uma bruxa: é preciso dosar bem os elementos sem perder a atmosfera que é tão importante ao gênero. Nas mãos de quem tem a técnica, até os clichês do gênero podem surpreender.
O que mais gostei: A atmosfera (essencial para o gênero)
O que acho que pode melhorar: Redirecionar a forma como rotula a tua história
Que prazer imenso receber sua mensagem! É uma honra receber elogios de alguém com sua especialização em literatura de horror.
Agradeço pelo esclarecimento sobre o uso do termo "gótico". Eu não sabia dessa evolução do termo.
Sou uma amante das obras de Jorge Amado e costumo ter insights para escrever mais fantasia, drama e mistério. Estou embarcando pela primeira vez em uma história com o gênero de terror. Nunca li histórias de terror, mas pelo que eu tive de aprendizado em leitura e como gosto de envolver aspectos psicológicos, pude deduzir uma própria forma de conduzir meu estilo no terror. Gosto de criar um estilo próprio quando me aventuro a escrever variados gêneros. Resolvi me garantir nos aspectos do terror diante da psicologia para escrever a história e também no que aprendi de escrita criativa estudando Jorge Amado.
Mais uma vez, muito obrigado por suas palavras gentis e pela valiosa troca de conhecimento.
Oi, posso ficar por aqui? Sou uma foragida do nyah, me desentendi com uma pessoa. E sinto que ele acompanha tudo o que eu leio. E eu nem queria comentar aqui, porque tudo o que envolve ele ou os leitores deles, amigos dos amigos eu nem leio. E eu fico mal
Olá, caí aqui de paraquedas em sua história, logo após atualizar a minha. Ao ver que era de horror, eu logo despertei a curiosidade para conhecer o que havia escrito e, de cara, posso dizer que já me apaixonei. Sou professor de literatura com especialização em literatura de horror, então escrever e estudar obras do gênero para mim é uma prova de amor.
De antemão, note que falei sobre a forma como rotula a tua história, chamo atenção para isso porque rotular uma obra como gótica em nosso tempo já é uma classificação obsoleta, que caiu em desuso há muito tempo. Mas por quê? Porque quando falamos do gótico como literatura nos referimos a um movimento específico do Romantismo, isto é, um dos seus afluentes, tal qual (e muito semelhante) com o nosso - querido - Ultrarromantismo, que é o nosso "gótico brasileiro", então, eu poderia escrever um texto claramente ultrarromântico, seguindo as suas características, mas não rotulá-lo como tal, pois já está desvinculado do seu contexto de época. Dito isto, o que chamamos de "romance gótico" nada mais é do que uma história de horror/terror também, apenas chamá-lo como gótico não faz sentido, pois a literatura gótica já teve seu contexto de época terminado.
O gótico hoje é uma subcultura, com filosofias e estilo de vida definidos, que perpassa diferentes esferas da atividade humana (e como eu amo fazer parte disso kkk). Por favor, não se ofenda com essa explicação, é apenas para esclarecimento.
Agora, dentro do seu texto, eu tenho elogios apenas, adorei a forma como instituiu um mistério, tão essencial para o horror em um prólogo. Gosto de como você flerta com a possibilidade de perigo na mansão, algo que me lembrou A Residência Hill ou A Colina Escarlate. Estou ansioso justamente porque a sua escrita foi capaz de me conquistar. Sabe, muitos acham que escrever horror é fácil, mas é como o caldeirão de uma bruxa: é preciso dosar bem os elementos sem perder a atmosfera que é tão importante ao gênero. Nas mãos de quem tem a técnica, até os clichês do gênero podem surpreender.
O que mais gostei: A atmosfera (essencial para o gênero)
O que acho que pode melhorar: Redirecionar a forma como rotula a tua história
Olá,
Que prazer imenso receber sua mensagem! É uma honra receber elogios de alguém com sua especialização em literatura de horror.
Agradeço pelo esclarecimento sobre o uso do termo "gótico". Eu não sabia dessa evolução do termo.
Sou uma amante das obras de Jorge Amado e costumo ter insights para escrever mais fantasia, drama e mistério. Estou embarcando pela primeira vez em uma história com o gênero de terror. Nunca li histórias de terror, mas pelo que eu tive de aprendizado em leitura e como gosto de envolver aspectos psicológicos, pude deduzir uma própria forma de conduzir meu estilo no terror. Gosto de criar um estilo próprio quando me aventuro a escrever variados gêneros. Resolvi me garantir nos aspectos do terror diante da psicologia para escrever a história e também no que aprendi de escrita criativa estudando Jorge Amado.
Mais uma vez, muito obrigado por suas palavras gentis e pela valiosa troca de conhecimento.
Oi, posso ficar por aqui? Sou uma foragida do nyah, me desentendi com uma pessoa. E sinto que ele acompanha tudo o que eu leio. E eu nem queria comentar aqui, porque tudo o que envolve ele ou os leitores deles, amigos dos amigos eu nem leio. E eu fico mal