Isso foi... nostálgico? Não acho que esse era o sentimento que eu deveria sentir, mas isso me lembrou um momento específico da minha vida em que eu pensava tanto sobre a possibilidade do "nada" que não seria absurdo dizer que estava completamente obcecada. Porque nossa mente não consegue exatamente processar essa ideia de "nada", ele sempre parece ser alguma coisa, e ser alguma coisa significa que ele existe, e existir contradiz a ideia de "nada".
Talvez eu ainda seja um pouco obcecada pela ideia.
Enfim.
Gosto da forma como você descreveu o "nada", de início parecia figurativo, o vazio como uma sensação e uma ausência, depois foi para o sentido literal quando ela estava realmente no suposto "nada", tentando alcançar fisicamente e sem conseguir. Afinal não há nada. E ainda assim ela existe de alguma forma e sente a si mesma e pensa sobre esse nada.
E eu adoro como você não explica nada sobre a situação, deixa tudo mais como uma metáfora. Tudo bem que isso é claramente a proposta, mas não sei, queria destacar isso (pensando bem, esse parágrafo talvez não faça sentido, mas enfim).
Sua conclusão final é interessante. O nada como um abismo a ser escalado, como um impulso, porque escalar é sentir cada uma daquelas sensações, sentir a si mesma, esses vazios e ainda sentir a vida, é seguir quando não há nada, nenhuma garantia. Até porque essa sensação de vazio acaba sendo muito recorrente, né? Que escolha temos a não ser escalar esse abismo mesmo quando parece que não tem "nada" do outro lado (Se é que existe um outro lado, um lado de fora).
Desculpe se meu comentário foi estranho ou chato, faz tempo que não comento em nada (eu sempre digo que vou interagir mais e comentar no que leio e nunca faço...).
Gostei muito da experiência, em algum momento volto para ler mais algo seu, suas histórias meio que se tornaram um lugar comum sempre que volto (e eu provavelmente já disse isso em algum momento *risos*).
Sabe, a sensação de receber a notificação de um comentário aqui no Nyah foi de aquecer o coração. Estava com saudade de publicar, ler e interagir por aqui. A notificação realmente trouxe um sorriso ao meu rosto.
Acho que a estranheza contraditória do vazio é o palco que sustenta muita coisa que vivemos e experienciamos na nossa vida, sem sequer nos darmos conta. Para algumas pessoas essa estranheza é gritante, para outras, tão natural quanto o ato de respirar. De qualquer forma, ele sempre estará lá, refutando a sua própria existência. Percebê-lo é um processo complexo, muitas vezes até doloroso. E tentar compreendê-lo parece ser inútil, uma vez que o nada, por si só, não deveria existir.
Creio que, no dia a dia, tendemos a sempre tentar simplificar mais as coisas. E isso, de fato, é extremamente necessário para que possamos manter nossas forças e seguir em frente. No entanto, o que muitas vezes esquecemos (e o que ocasiona muitas dores de cabeça) é que nem sempre optar pelo simples e negar o complexo é o caminho mais fácil. A natureza da vida é a combinação da rivalidade, do contraditório. O antagonismo está presente em tudo.
Então sim, o vazio contradiz sua própria existência, mas isso não significa que ele não está lá. Faz parte de quem somos e cria um oco que, muitas vezes, parece nos impedir de alcançar o que queremos ser. Só que sua complexidade também traz consigo a simplicidade. O vazio faz parte de quem somos e, como qualquer ser vivo, nós nos adaptamos e sobrevivemos com ele. Se o vazio é um abismo, devemos começar a escalá-lo.
Muito obrigada pelo comentário, realmente fez o meu dia! Adoro ler suas interpretações, sempre saio com um sorriso no rosto =)
Olá, tudo bem?
Isso foi... nostálgico? Não acho que esse era o sentimento que eu deveria sentir, mas isso me lembrou um momento específico da minha vida em que eu pensava tanto sobre a possibilidade do "nada" que não seria absurdo dizer que estava completamente obcecada. Porque nossa mente não consegue exatamente processar essa ideia de "nada", ele sempre parece ser alguma coisa, e ser alguma coisa significa que ele existe, e existir contradiz a ideia de "nada".
Talvez eu ainda seja um pouco obcecada pela ideia.
Enfim.
Gosto da forma como você descreveu o "nada", de início parecia figurativo, o vazio como uma sensação e uma ausência, depois foi para o sentido literal quando ela estava realmente no suposto "nada", tentando alcançar fisicamente e sem conseguir. Afinal não há nada. E ainda assim ela existe de alguma forma e sente a si mesma e pensa sobre esse nada.
E eu adoro como você não explica nada sobre a situação, deixa tudo mais como uma metáfora. Tudo bem que isso é claramente a proposta, mas não sei, queria destacar isso (pensando bem, esse parágrafo talvez não faça sentido, mas enfim).
Sua conclusão final é interessante. O nada como um abismo a ser escalado, como um impulso, porque escalar é sentir cada uma daquelas sensações, sentir a si mesma, esses vazios e ainda sentir a vida, é seguir quando não há nada, nenhuma garantia. Até porque essa sensação de vazio acaba sendo muito recorrente, né? Que escolha temos a não ser escalar esse abismo mesmo quando parece que não tem "nada" do outro lado (Se é que existe um outro lado, um lado de fora).
Desculpe se meu comentário foi estranho ou chato, faz tempo que não comento em nada (eu sempre digo que vou interagir mais e comentar no que leio e nunca faço...).
Gostei muito da experiência, em algum momento volto para ler mais algo seu, suas histórias meio que se tornaram um lugar comum sempre que volto (e eu provavelmente já disse isso em algum momento *risos*).
Até a próxima!
Olá! =)
Sabe, a sensação de receber a notificação de um comentário aqui no Nyah foi de aquecer o coração. Estava com saudade de publicar, ler e interagir por aqui. A notificação realmente trouxe um sorriso ao meu rosto.
Acho que a estranheza contraditória do vazio é o palco que sustenta muita coisa que vivemos e experienciamos na nossa vida, sem sequer nos darmos conta. Para algumas pessoas essa estranheza é gritante, para outras, tão natural quanto o ato de respirar. De qualquer forma, ele sempre estará lá, refutando a sua própria existência. Percebê-lo é um processo complexo, muitas vezes até doloroso. E tentar compreendê-lo parece ser inútil, uma vez que o nada, por si só, não deveria existir.
Creio que, no dia a dia, tendemos a sempre tentar simplificar mais as coisas. E isso, de fato, é extremamente necessário para que possamos manter nossas forças e seguir em frente. No entanto, o que muitas vezes esquecemos (e o que ocasiona muitas dores de cabeça) é que nem sempre optar pelo simples e negar o complexo é o caminho mais fácil. A natureza da vida é a combinação da rivalidade, do contraditório. O antagonismo está presente em tudo.
Então sim, o vazio contradiz sua própria existência, mas isso não significa que ele não está lá. Faz parte de quem somos e cria um oco que, muitas vezes, parece nos impedir de alcançar o que queremos ser. Só que sua complexidade também traz consigo a simplicidade. O vazio faz parte de quem somos e, como qualquer ser vivo, nós nos adaptamos e sobrevivemos com ele. Se o vazio é um abismo, devemos começar a escalá-lo.
Muito obrigada pelo comentário, realmente fez o meu dia! Adoro ler suas interpretações, sempre saio com um sorriso no rosto =)