Comentários em “Ninja controlado das trevas”: “Capitulo 4”

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João Vitor Guimarães

Boa noite, Marcelo Sparda! Sou eu novamente, aproveitando uma brecha no trabalho para poder ler e vir aqui opinar. Mais um capítulo lido e mais um capítulo a ser comentado! Então, vamos nessa?!

Bem, eu não vou ter muito o que acrescentar aqui em relação aos tópicos que já venho pontuando ao longo dos últimos capítulos lidos, mas vamos revisá-los só para não nos esquecermos:

— Gramática e Ortografia: Nesse capítulo, eu percebi várias palavras escritas erradas, além de erros básicos de pontuação e construção de frases com concordância verbal e nominal, mas o que mais me chamou a atenção nesse capítulo em específico é notar que, aparentemente, você escreve os capítulos e já os posta automaticamente. Nada contra essa tática, pois cada autor é independente e tem seu método de trabalho, no entanto, essa pressa em postar os capítulos sem antes fazer uma breve revisão ou leitura mais atenta, ou, em outras hipóteses, postar o capítulo por já escrever direto no site, porém, depois, esquecer de revisá-lo com uma leitura mais crítica deixa transparecer, em certo ponto, um nível de amadorismo e uma falta de comprometimento com a própria história.

Não que eu queira dizer que é sua obrigação escrever a primeira versão de um capítulo perfeito e sem erros, porque ninguém consegue isso de primeira (Como uma observação, posso acrescentar a ideia do “Tratamento” de roteiro. Tratamento é o nome que damos a uma versão de um roteiro finalizado, assim sendo, quando o roteiro é finalizado pela primeira vez, chamamos essa primeira versão de Primeiro Tratamento, depois que o roteiro é revisado ou mudado conforme necessidades, vamos mudando os nomes para segundo, terceiro, quarto tratamento e assim por diante), mas dada as circunstâncias de sua história, que tem um universo e mitologia própria, se dedicar a melhorar os aspectos da gramática em sua história já seria um primeiro ponto convidativo para que as pessoas permaneçam na sua história. Então, se quiser dedicar um pouco mais nessa parte, conte com a ajuda de um leitor beta ou um amigo de confiança que possa te ajudar com essa parte. Garanto que o investimento em aprimorar seus conhecimentos com língua portuguesa não será em vão.

— Estruturação de parágrafo, ritmo e descrições: Fazendo uma análise aprofundada de sua história com base nos capítulos que li até aqui, é óbvio a inspiração em animes e mangás como a base do enredo. Além disso, você parece emular (de forma consciente ou não) os pontos do Kishotenketsu (Estrutura narrativa das histórias orientais) em seus capítulos, e os gêneros predominantes são a ação, aventura, amizade, comédia, drama, fantasia e suspense (por enquanto). Dado a essa base de inspiração, estilo emulado para compor os capítulos e gêneros, era de se esperar que seu ritmo textual e seus parágrafos tivessem variações em tamanho e velocidade, contudo, eu preciso apontar que a sua história é muito prejudicada pela falta de uma estruturação efetiva somada a um bom ritmo e descrições.

Em alguns trechos, as descrições são tão rasas e superficiais que a cena almejada é prejudicada pela falta de mais elementos para instigar uma visualização por meio da imaginação. Em outros trechos, as descrições até ganham mais detalhes, mas as palavras usadas, frases mal construídas e o ritmo acelerado (porque tudo é jogado de uma vez, com um detalhe atrás do outro sem uma pausa ou descrição mais apropriada) é tão prejudicial que a cena fica confusa. Um claro exemplo é a cena do ataque dos irmãos a Iris no cabaré quando Hinoide (Aliás, é Hinode ou Hinoide?) estava no depósito. As informações são jogadas rápidas, mas há algumas frases tão mal construídas ali que eu mal pude entender a cena completamente. O contexto era compreensível, mas o conteúdo em si não me pareceu completo. Já a cena no coliseu estava até bem mais trabalhada e detalhada, e fácil de enxergar, mas os longos parágrafos extensos com os diálogos misturados no meio sem a separação em linhas de travessão... Eu tive que ler com mais atenção e calma para me adaptar ao ritmo da cena, mas isso também me leva a outro ponto, que é...

— O desenvolvimento da progressão dramática e construção da tensão e conflito: Como dito no capítulo anterior, eu estou gostando de ver como sua história está progredindo de forma natural e orgânica, e eu realmente sinto que a trama não está fluindo por meio de artificialidades (conveniências, facilitações e arbitrariedade das regras internas da história), mas do que adianta uma cadeia de eventos que consegue fluir muito bem se a tensão narrativa e o conflito, que são o motor da história, não se beneficiam de parágrafos melhores construídos que propiciam ao leitor sentir de forma palpável o conflito da história se intensificando? A cena do cabaré com os dois irmãos chegando e a cena da arena (mesmo que eu tenha achado mais agradável), por conta dos parágrafos não tão bem estruturados, perdem a potência de prender o leitor ao texto por não alcançarem o nível de tensão que podiam propiciar, e é por isso que eu teclo tantas vezes nesses mesmos pontos, pois eu enxergo o potencial que os aspectos da sua história podem alcançar, mas não consigo sentir que eles estão chegando lá.

— Personagens: Agora, sobre os personagens, eu tenho muitos elogios para dar, a exceção de um ponto que eu tenho a abordar, mas vamos desenvolver isso com calma. Eu acho o Joe e Hinoide dois personagens muito bons e eles têm o carisma necessário para me prender na história, principalmente quando estão juntos. O jeito mais prático, reservado e frio do Joe com o jeito mais destrambelhado, impulsivo e empático do Hinoide formam uma sinergia tão gostosa e prazerosa de acompanhar que não tem como você não gostar de ver os dois juntos em ação. O problema fica quando os dois se separam, porque aí vem algo que eu preciso apontar. Enquanto juntos a dupla protagonista fornece uma química sem igual, separados, a diferença nas abordagens que ambos recebem do texto fica disparada, o que evidência o tratamento que eles estão recebendo dentro da história.

Enquanto o Hinoide recebe uma devida atenção que trabalha suas características enquanto o desenvolve (seu jeito canastrão, sua confiança com seu jeito mais imprudente e seu interesse amoroso pela Irís), o Joe, que na prática deveria ser o protagonista, recebe o tempo de atenção de um coadjuvante. Eu entendo que ele é reservado, prático, mais emocionalmente distante e tudo isso é relacionado ao fato dos poderes ocultos que ele não controla e por conta da morte do avô, mas sem um tempo maior de presença nos capítulos, sem atenção do texto para que a gente possa entender os seus medos, anseios e desejos do personagem, sem pistas de como o arco dele se desenhará, nós (os leitores) não conseguimos criar um vínculo forte com o personagem, vínculo esse que seria crucial para nos puxar para a história e para o arco do personagem. Eu gosto do personagem e das pretensões da história para ele, mas quanto mais tempo eu tivesse com ele, onde suas características e arcos pudessem se desenvolver mais, o meu envolvimento emocional com o personagem poderia crescer a cada instante, porém, em vista do pouco espaço que ele está recebendo da trama, esse meu envolvimento emocional com o personagem tende a ficar mais fraco ou até deixar de existir.

Agora, quanto aos demais personagens, como a Irís, a Misty, o mestre da Guilda e demais, que são coadjuvantes assumidos, eles realmente não precisam de um tempo tão grande assim dedicado a eles, a atenção que recebem da trama já é o suficiente para as funções específicas que eles cumprem dentro da história, porém, mesmo assim, isso não significa que você não deva aproveitar as oportunidades, quando elas surgirem, de se estender nesses personagens, oferecendo espaço para que eles digam a que veio e mostrar seus medos, suas falhas, seus desejos e dar a eles a chance de se desenvolverem ao longo da trama.

Quanto aos antagonistas/vilões que veem surgindo conforme o avançar da trama, eu até entendo que inicialmente os primeiros antagonistas/vilões que Joe e Hinoide vão enfrentar não vão passar de arquétipos típicos de bandidos, valentões, brutamontes e gananciosos, mas conforme a trama ganha desenvolvimento, não deixe de introduzir antagonistas/vilões com mais camadas psicológicas e emocionais, com motivações e desejos mais plausíveis e, até mesmo, com arcos de desenvolvimento próprio, porque esses personagens, quando tem a oportunidade de mostrar mais camadas, além, claro, de cumprirem suas funções na trama de intensificar o conflito e rivalizar com os objetivos do protagonistas, eles tendem a enriquecer ainda mais a história.

Bem, acho que já me estendi o bastante dentro dos tópicos que queria comentar. Eu sei que venho enchendo a bola batendo nas mesmas teclas sempre que comento, mas como eu deixei registrado no comentário do capítulo um, eu acho que essa troca de experiências sobre escrita que nós leitores e autores temos aqui no mundo das fanfics é tão boa para nosso crescimento, que eu me sinto nessa responsabilidade de transmitir esses pontos e abordá-los com base nos argumentos e conhecimentos devidos sobre o assunto. É claro que as críticas, quando as tecemos, devem ser feitas de forma a incentivar o crescimento positivo do escritor e traçadas com todo o respeito, pois criticar positivamente é ajudar a pessoa a crescer, e não ofendê-la. Se em algum momento você sentir que eu fui desrespeitoso com você ou a sua obra, não deixe de dizer isso para que eu também tenha a oportunidade de me corrigir e melhorar, para tecer meus comentários com mais gentileza e educação. Agora, se sentir que meus comentários estão o ajudando a evoluir como escritor, ficarei muito feliz em saber disso, pois partilhar os meus conhecimentos e ajudar alguém a melhorar em uma arte que amo tanto (a escrita) me faz me sentir muito bom.

Obrigado pela maravilhosa leitura que me propiciou e pelo capítulo fantástico que escreveu. Eu espero continuar imergindo cada vez mais nesse universo e acompanhar o desenvolvimento da trama e dos personagens. Nos vemos em breve em outro capítulo e até uma próxima!

Atenciosamente,

Sr. PandaJao!



O que mais gostei: Personagens e suas dinâmicas
O que acho que pode melhorar: Os mesmos pontos de sempre, mais irei desenvolvê-los mais abaixo.
Marcelo Sparda

Sr. PandaJao, obrigado pelos seus comentários, sei que tenho erros em minhas historias e isso é algo que venho buscando melhorar conforme eu vou escrevendo e desenvolvendo as mesmas, vou começar a revisar antes de postar, eu na verdade escrevo um unico arquivo e vou pegando os trecho e postando aqui para ver como o pessoal reage se está engajando e quais mais comentarios. A trama nessa primeira temporada será mais assim, aos poucos os vilões se mostraram.

Vou deixar Hinode, vou arrumar o nome dele não tinha me atendado que escrevi errado em partes, obrigado. Os outros são coadijuvantes que vão ajudando eles, mas logo terei uma segunda temporada e o Joe terá mais coisas a passar e talvez uma pequena mudança no jeito dele.

Vou melhorar os pontos e fazer uma revisao melhor, agradeço os comentarios.

att,

Sparda