Comentários em “New Legends - Cavaleiros do Zodíaco”: “Um chamado urgente, parte 3”

DB Cooper
Destacado pelo autor

Olá, Phoenix. Não sei se esta sua fanfic continua ativa, considerando a data de publicação deste capítulo, mas seu perfil parece ativo e, como acabei de completar a leitura da obra por completo, achei de bom tom partilhar minhas impressões com você. Não pedirei perdão pelo tamanho do comentário, pois sua fanfic é bastante extensa e portanto tenho muitos pontos a mencionar. A seguir:

Pontos positivos:
— Narrativa divertida que captura bem o espírito de aventura e superação do mangá Saint Seiya.
— Personagens cativantes cuja trajetória motiva a continuidade da leitura. Destaque para Rina e Gustavo nesse quesito.
— Mistério principal cujas pistas são construídas ao longo dos diferentes arcos. Quem estará manipulando um conflito entre quatro deuses?
— Aprofundamento de algumas questões do universo Saint Seiya, a exemplo de Palaestra e a formação dos Cavaleiros para atuação no mundo exterior. A modernização da tecnologia com os tempos também é positiva.
— Interações interessantes entre personagens canônicos, como a aliança entre Saga e Aiolos, ou o mistério acerca das intenções de Kanon.

Pontos Negativos:
— Narrativa repetitiva, não somente em relação ao material do original como dentro da própria história. Em muitos capítulos os personagens repetem em diálogo informações que já foram apresentadas ao leitor na narração, ou a narração repete dado ponto de mistério diversas vezes, o que é redundante e torna maçante a leitura.
— As descrições de personagem são adequadas, mas as de locais/cenário/atmosfera deixam muito a desejar.
— Elenco extenso sem necessidade prejudica o aprofundamento de personagens. Em especial os Cavaleiros de Aço, que, salve poucas exceções, não são personagens que se destacam de nenhuma forma.
— A caracterização de certos personagens varia muito de forma inconsistente ao longo da trama. Matt, Isabella e Fernanda são os principais culpados. Inclusive o plot do triângulo amoroso é de longe o mais cansativo da narrativa, e olhe que eu gostava dele inicialmente pela profundidade emocional que dava a Matt.
— Parte dos protagonistas acaba "apagado" em relação a seus iguais. Betinho e Thiago parecem sofrer mais com isso.
— A narrativa por vezes incorpora mensagens machistas, como ver as pernas de uma personagem feminina levar à mente que "um homem iria querer abusar dela", ou justificar a indecisão romântica de Matt com "instintos de homem". Esses elementos foram desconfortáveis na leitura. Compreendo que a fanfic se iniciou quando você era jovem, porém acho importante de apontar para futuras revisões.
— Outro elemento desconfortável, como um homem gay, foi o Cavaleiro de Aço Kiko de Veado, que é basicamente um estereótipo cômico e não tem relevância alguma na trama. Não estou pedindo que o personagem seja relevante, ele não é interessante como um todo, mas a "piada" dos golpes dele serem referências homossexuais simplesmente não é engraçada.

No geral, considero sua fanfic divertida de ler, tanto que o fiz num tempo razoavelmente curto de algumas semanas. Alguns arcos foram mais interessantes do que outros, o que é natural. Os Cavaleiros de Aço são de longe a parte mais fraca de toda a narrativa, e a adaptação de Asgard não foi ruim, porém também não particularmente inspirada. Ambas as Doze Casas, contra os atuais e os Cavaleiros de Ouro de 1980, foram interessantes no espírito de superação e crescimento dos Cavaleiros de Bronze. Minha luta favorita nesse ponto foi entre Rina e Shun durante o teste de Atena, em que ela enfrentou de maneira admirável seus medos. Outro destaque que me chamou a atenção em arcos anteriores foi a luta entre Gustavo e Alberich em Asgard. Na realidade, todos os momentos em que Gustavo usa a Força da Natureza me agradam. Ele sempre tem usos muito criativos desse golpe. A luta geral com Gildson também foi um bom clímax, tanto ao mostrar a diferença de poder de um Santo de Ouro quanto ao permitir destaque a alguns outros secundários.

De longe, no entanto, a atual saga de Poseidon está a mais interessante tanto do ponto de vista de andamento do mistério principal quanto de qualidade das lutas, desenvolvimento de personagens e divisão do spotlight entre diferentes núcleos de trama. O flashback de Unity de Dragão Marinho em especial é um ponto alto da narrativa, ainda que a revelação de que o Dragão Marinho tão misterioso era o único Dragão Marinho "legítimo" que canonicamente não tenha por si só tanto peso quanto o mistério de sua identidade construiu. A trajetória dele até esse ponto e sua tragédia compensam parcialmente essa decepção, assim como o desenvolvimento dramático positivo para Matt, que por vezes domina facilmente seus combates a ponto de soar repetitivo. Vê-lo enfrentando dificuldades sérias e se dispondo a conhecer o inimigo a fundo para enfrentá-lo é positivo para o personagem. Similarmente, gostei do respeito que Thiago demonstrou com Isaak em sua luta. Mas até aí, o mangá Rerise of Poseidon me deixou bem mais positivamente inclinado quanto aos Generais Marinas.

Também gostei muito do destaque atual em Cavaleiros secundários, em especial Paulo, Diandra e Marcolino, meus favoritos desse cast de suporte. Gostei em especial do destaque que estão tendo na atual leva de capítulos na defesa do Santuário, e da atuação de Paulo como líder. Como potencial Cavaleiro de Ouro de Virgem, é relevante ver o desenvolvimento dele nesse âmbito, não somente no treino com Shaka.

Talvez eu seja um pouco enviesado no ponto das lutas, pois Gustavo e Rina são seus personagens originais que mais gostei entre os protagonistas. O crescimento do Gustavo é palpável, é satisfatório vê-lo desenvolver sua própria identidade como guerreiro distinto de Shiryu e de seu primo, explorar suas habilidades de forma criativa e dinâmica, e sua via cômica é de longe a mais divertida. O capítulo em que ele rememora sua festa de aniversário é um de meus favoritos. Espero que ele consiga falar logo com a moça de Erídano. E que ele e Rina se entendam melhor e formem uma amizade.

Por sua vez, Rina é sem dúvida a mais carismática dos cinco, uma mulher inteligente, poderosa e disposta a se provar sem deixar de ser humana. Muito me intriga a relação da família dela com os Cavaleiros de Atena, visto que seu tio é um Cavaleiro de Prata e seu irmão mais velho um Cavaleiro de Ouro, além de toda a capacidade que ela própria demonstra. Isso sem falar no fato de que ela está carregando o pingente de Hades que supostamente é o segredo por trás de sua ressurreição. Seria ela um sacrifício, uma hospedeira ou um meio para essa ressurreição? Foi realmente Shun quem lhe mandou o medalhão, e se sim, ele sabia do poder por trás dele? Fiquei até ponderando se a ideia é que ela seja uma Perséfone nessa era, visto o significado de "Yours Ever". Se para Shun e Alone o pingente demonstrava a posse de Hades sobre seus corpos, o que Hades quer tomar de Rina? Inclusive, é a segunda coisa relevante sobre ela que Thiago esquece de dizer. Eu mesmo darei um safanão nele nesse ponto.

Ainda um pouco sobre isso, tenho sentimentos conflitantes sobre o romance entre Rina e Sorento. Por um lado, a diferença de idade é problemática e desconfortável. Por outro lado, a cena em que ela o cura e os dois lutando juntos foram dois dos momentos mais emocionantes da narrativa até agora... Estou em conflito. Sorento é o mais correto (e meu favorito) entre os Generais Marinas, então imagino que ele vá ter dificuldades em lidar com sentimentos por uma pessoa em completo outro nível de maturidade também. Espero que essas questões sejam bem abordadas na narrativa. Ao mesmo tempo, fico curioso de saber qual seria a reação do Shun ao ver um antigo inimigo de olho em sua "filha" adolescente, risos.

No geral, tenho curiosidade em continuar acompanhando essa história caso pretenda fazê-lo. Foi uma jornada divertida até aqui. Vejamos o que mais ela pode trazer caso continue. Abraços.



O que mais gostei: Diversos pontos no geral. Mais abaixo.
O que acho que pode melhorar: Também, diversos pontos. Mais abaixo.
Phoenix M Marques W MWU 27

Olá! Primeiro de tudo, mil desculpas pela demora em vir te responder. Já faz um tempo que não recebo comentários nesta história, que não sejam dos meus amigos, que até demorei a acreditar quando vi o seu. E depois minha rotina de trabalho acabou me impedindo de responder mais cedo.

Devo tirar o chapéu para vc. Deve ser somente a terceira ou quarta pessoa que sei que já leu a história toda dentre os capítulos ja postados, se contar somente quem leu pelo Nyah. lá no Spirit ela também está postada mas com menos capítulos, e menos pessoas leram por lá. É a minha fanfic mais antiga e claramente a mais longa, por isso tenho um carinho especial por ela e faço esse empenho em atender a todos que queiram discutir sobre ela, ler e conhecer mais. Vi que a sua conta foi criada ha pouco tempo, mas arrisco dizer que talvez vc tivesse outra conta antes ou já lesse a história há mais tempo mesmo sem estar logado no site ainda, o que a meu ver só faz o seu feito de ter conseguido le-la em relativamente "pouco" tempo mais impressionante ainda.

Uma das razões pelo qual ela está incompleta lá no Spirit é que estou planejando fazer muito em breve algumas atualizações e revisões sim na história, e, por isso, não coloquei os demais capítulos lá no Spirit ainda.

Seu comentário foi bem grande e, para responde-lo adequadamente tentarei responder em igual tamanho para me debruçar sobre tudo o que vc pontuou. Inclusive porque também acabarei falando dessas edições q mencionei acima e q estou fazendo na história nesse momento.

Seu comentário funcionou quase como uma betagem, algumas das coisas que vc comentou eu ja planejava modificar, porém em outras eu realmente percebi que poderia ter escrito de uma forma melhor, independente de quando eu escrevi certas partes da história. Minha conta atual do nyah! está ativa desde 2012 e foi quando eu comecei a postar esta história aqui, apesar de ter começado a planejar e escrever ela lá por 2007 ou 2008 quando era mais novo e ainda nem conhecia o conceito de fanfics direito, fui aprendendo aos poucos graças a alguns amigos, que, na época, também eram usuários daqui do site bem como de outras plataformas de fanfic.

Eu tinha tomado a decisão de manter algumas coisas desta história do jeito que eu coloquei em 2012, como forma de as pessoas verem , especialmente nos primeiros capítulos, como era a minha escrita naquela época e depois, conforme a história vai avançando, ver como a minha escrita evoluiu. Mas suas pontuações me fizeram repensar uma boa parte do que eu escrevi, então tomei a iniciativa de incluir suas pontuações dentre as alterações que eu estava já fazendo na história.

Vc notou que fazia tempo desde o último capítulo postado. Realmente, devido a meus compromissos , eu infelizmente acabei deixando a história em segundo plano esse tempo todo. Embora, como vc também viu e notou, eu consegui me dedicar um pouco nas minhas outras histórias e, com isso , as pessoas notam q meu perfil está ativo, e pode gerar questionamentos é claro, de o porquê de a New Legends nao estar recebendo o mesmo tratamento. Não tenho uma boa resposta para isso, mas pelo fato da história ter chegado a esse tamanho, acredito q busquei me dedicar a ela quando tivesse uma parcela de tempo maior para tanto. Evidentemente q com isso eu acabei postergando tais atualizações indefinidamente, o que me fez notar que minha ideia para lidar com esta história não estava funcionando; por isso, resolvi começar aproveitando pequenos momentos ao longo dos meus dias para poder fazer as devidas revisões, edições, alterações e atualizações eventualmente ao longo do texto. Por vezes, até mesmo em meus momentos de folga e de lazer eu faço anotações no meu caderno, na minha agenda e até no meu celular para poder colocar as ideias no papel antes de vir escrever em definitivo e colocar a atualização no ar.

Vamos falar da história mesmo. Fico feliz q a caracterização dos personagens, de alguns em especial, lhe agradou. Procurei escreve-los de uma forma mais natural e organica possível. Não esperava que alguns evidentemente tivessem mais atenção e aprovação, não só de vc, mas de outros q ja leram a história antes também, mas fico grato q isso tenha acontecido. É como o caso de Rina e de Gustavo como vc bem notou. Sempre q recebo elogios quanto a esta história, geralmente, sao direcionados principalmente a eles dois.

O mistério principal vc captou bem. Que os conflitos entre os deuses, na verdade, é movido por alguem que ainda nao se revelou, alguem cuja identidade os personagens ainda nem sequer cogitam totalmente, apesar de eu ja ter colocado algumas dicas bem leves ao longo do texto que vc provavelmente ja percebeu também. E envolvendo quatro deuses, certamente é algo grande e perigoso. Pois consegue fazer os deuses de peões de tabuleiro, quando eles é quem sempre fizeram os humanos como seus peões, seja no universo de Saint Seiya, seja em outros trabalhos de ficção que abordam essas divindades.

Agradeço por achar a história divertida e que captura o espírito de aventura e superação de Saint Seiya.

O aprofundamento das questões acerca do universo Saint Seiya era algo q eu tinha em mente desde antes de postar a história aqui no nyah, tipo em pegar os aspectos da obra q eu achava q poderiam ser melhor trabalhados e abordar aqui. A formação dos Cavaleiros para atuar como espiões ou infiltrados no exterior, por exemplo. A própria Palaestra, q na verdade inicialmente ia ser uma escola sem nome dentro do Santuário, aí veio o anime Omega e acabou usando essa ideia antes de eu postar a história aqui no nyah kkkkk

Daí eu simplesmente usei o mesmo nome da escola do Omega na escrita aqui, mas expandindo um pouco quanto ao que foi mostrado naquele anime. Também a modernização da tecnologia foi uma preocupação que eu tive após nao somente ver Omega mas outras obras do período em que eu estava postando a história pela primeira vez aqui. Como vc pode notar, até chegar a esse momento atual essa hist passou sim por várias reescritas. Infelizmente, como vc notou tbm, é válido ressaltar q deixei passar algumas coisas mesmo com essas várias reescritas e que poderiam, sim, ter sido alteradas antes.

Fiz a aliança entre Saga e Aiolos como forma de um "fechamento de ciclo" entre eles que vem desde a revolta do Saga lá atrás nos primórdios do anime, em especial por esse momento no arco de Poseidon em que os dois de certa forma "compartilham" a liderança do Santuário durante a ausencia do Shion. E o Kanon, desde que eu assisti a Saga de Hades q eu cismei q era um personagem com um baita potencial, seja de qual lado ele estivesse; por isso, quis construir essa imagem ambígua dele, além do fato de que, enquanto no Santuário todos sabem como foi que o Shion voltou a vida, é um mistério saber como o Kanon está vivo depois dos eventos da batalha dele contra Radamanthys no mundo inferior na guerra santa do anime/ mangá clássicos. A questão de saber a queme ele realmente é leal foi também algo q eu quis plantar no enredo já desde o início. Mostrando que não apenas os meus OCs teriam essa abordagem ou aprofundamento maior. Tenho um carinho pelos personagens do clássico e quis utiliza-los da melhor forma possível.... Ou tentei, pelo menos.

A narrativa repetitiva: enquanto é sim uma parte do plot, como vc ja deve ter notado até mesmo pelas cenas em que o Matt é avisado por inimigos sobre o "loop" no qual os cavaleiros de Bronze novos estão inseridos nesse momento, eu me arrependo de ter feito algumas repetições demais ao longo do enredo, provavelmente se eu estivesse escrevendo-a desde o início hoje, teria feito de modo bem diferente. Mesmo a repetição de informações como vc notou era algo da minha primeira escrita, quando eu ainda nao sabia ainda muito bem como conduzir as informações. Talvez por me preocupar em saber se os leitores estariam mesmo acompanhando e se lembrando de tudo o que já havia sido apresentado.

Eu gostava de fazer as descrições dos personagens originais em especial, para apresenta-los ao leitor e poder dar a chance de vcs imaginarem como eles seriam caso existissem na versão do anime. Mas a descrição de cenários ou locais ou atmosfera pode ter sido deixada de lado, por falta de atenção minha.

O elenco extenso é algo de que sim, hoje, eu me arrependo. Apesar de alguns leitores terem me dito que um elenco extenso sugeria q dessa vez, o Santuário estaria mais provido e guarnecido do que na época do Seiya (após a Batalha das 12 Casas, pelo menos), eu mesmo reconheço que não aprofundei adequadamente esses personagens extras como deveria. Os Cavaleiros de Aço serviram a um propósito, a um plot point, ali atrás na história, mas depois ficaram escanteados, como imagino q é o que vc percebeu. Houve poucos que sim, se sobressaíram, mas a maioria ficou deixada de lado enquanto eu avançava para a história. Somente no arco de Poseidon foi que eu ainda pude ter um tempo de tela dedicado a eles , e mesmo assim, acho q mesmo esse tempo de tela não fez jus à maioria deles apropriadamente.

Pretendo prestar mais atenção quanto à caracterização dos personagens para evitar inconsistências em variações como vc disse. Sobre o triangulo amoroso envolvendo Matt, Fernanda e Isabella, era algo q eu estava muito empolgado no inicio, até pelo que vc disse que ofereceria ao Matt certa profundidade emocional, mas até mesmo outros leitores antes de vc ja haviam me avisado de q o plot ficara cansativo a essa altura (arco de Poseidon), mesmo com, a meu ver, ja dando para perceber q o Matt voltou a ficar mais voltado para a Isabella nas etapas mais recentes da história. Contudo, posso oferecer como consolação te dizer que realmente tenho no meu planejamento há muito tempo concluir esse plot já durante esse arco, inclusive a luta de Matt contra Unity é quando pretendo fazer que isso ocorra.

O apagamento de certos protagonistas era algo q eu mesmo ja havia notado e vinha tentando corrigir ao longo da história. Enquanto Rina e Gustavo sempre se sobressairam com os leitores, Betinho e Thiago acabavam um tanto escanteados. Thiago, em algumas situações ficava sempre a cargo das piores decisões ou escolhas dentre os cinco principais, isso sempre mascarando ou se escondendo atrás da bandeira do "pragmatismo" dos cavaleiros do gelo como é pontuado algumas vezes ao longo do enredo. Tentei consertar isso nele de todas as formas possíveis, até mesmo tentando abordar mais do caráter e personalidade dele. Mas com o Betinho acredito que isso foi pior, pois é algo que outros leitores anteriormente já haviam me pontuado que, ele, em particular, parecia muito apagado em relação aos outros cinco, o que é digno de nota considerando que ele é o cavaleiro de Pégaso e, sempre tem-se uma grande expectativa em relação aos cavaleiros dessa armadura. Eu tentei quebrar um pouco os paradigmas com o Betinho, tirando o foco dele e ressaltando nos outros personagens; mas, a julgar pelo que vc disse e pelo q outros leitores já haviam dito, posso ter feito isso da forma errada.

Até no quesito da liderança eu quis distanciar o Betinho dessa imagem, muito embora mais pra frente eu planejava fazer um momento entre ele e o Matt no qual os dois discutiriam sobre isso, em especial sobre a possibilidade de co-capitanear a equipe , cada um pelas suas razões e visões particulares. É claro que terei que certamente repensar muita coisa sobre o Betinho e sobre o Thiago, também.

As falas e conteúdo de viés machista também são , hoje, uma preocupação minha. Vai por mim, nas reescritas eu ja havia removido muitas outras coisas que poderiam sim ser vistas como machistas, seja na época em que escrevi, seja agora. Não to justificando, mesmo se considerarmos que era um cara de 16 anos que estava escrevendo naquele momento. Mas é fato que eu procurei mudar. Contudo, vc pontuar para esses aspectos me fez perceber que há ainda espaço para melhorias, acertamentos, pontuações e correções .

A questão da indecisão romantica do Matt por 'instintos' é algo que pretendo mudar em breve no texto. Sobre a fala de ver pernas de uma moça levar à mente de que um cara poderia abusar dela, isso foi um dos pontos que eu inclusive já alterei tanto aqui quanto lá no Spirit, no capítulo 3 que foi aonde notei que havia essa fala. Vc pode conferir lá depois se tiver interesse.

Sobre o Kiko, apesar de o nome da armadura dele ser realmente Cervo e não veado (há uma diferença entre os dois nomes e os dois animais) mas infelizmente tenho que conceder que os golpes dele soam como uma referência homossexual infelizmente, embora não estivesse nos meus planos q ele fosse retratado dessa forma. Achei até na ocasião, que ele fora apresentado de forma tao superficial que ninguém repararia nele. Sobre ele parecer um estereotipo comico e os nomes dos golpes dele parecerem uma piada, também não estava no meu intento que fosse entendidos dessa forma. Não quis em nenhum momento desrespeitar ou ofender a sua orientação sexual. Contudo, vc tem razão em pontuar isso e como vc disse, ficou algo que lhe deixou desconfortável, e prometo que irei rever isso, também, o mais breve possível. Os nomes dos golpes podem perfeitamente ser mudados para algo que não pareça ofensivo ou desconfortável. Estou considerando até mesmo mudar o nome da armadura dele para evitar confusões, caso seja preciso.

Agradeço mais uma vez, pelas tuas impressões, inclusive por achar que no geral a história é divertida de ler e acompanhar; as impressões tem me servido muito bem e até quase como uma betagem informal que, certamente me ajudará a deixar a história mais aprazível, coerente, coesa e talvez concisa.

Como ja dissemos a saga dos Cavaleiros de Aço, embora eu tivesse um propósito com ela lá atrás, foi uma saga que ficou parecendo mais fraca comparativamente, inclusive com relação aos arcos que vieram depois. Asgard, enquanto é um dos arcos do anime de que mais gosto, mesmo e ainda mais levando em conta que seja um filler, também foi um arco que hoje olhando para trás em perspectiva, acredito q eu poderia ter feito mais e melhor nele especificamente. Tanto é que, provavelmente por esse motivo como vc mesmo pontuou, os leitores q mais gostaram desse arco foram aqueles q tinham menos familiaridade , seja porque só leram o mangá, seja porque não conheciam ou ainda estavam no processo de conhecer sobre a franquia.

As duas das Doze Casas estiveram entre as que mais gostei de fazer, também. Não a toa, minhas reescritas se deram bastante principalmente nesses dois arcos. A luta entre Shun e Rina era uma pela qual eu não tinha tanta expectativa quando a escrevi, mas, pela forma como vc e mesmo outros leitores descreveram, parece q eu a fiz até melhor do que eu planejara. E colocar Rina contra seus medos é algo que eu já abordei mais de uma vez, pelo jeito, é um trope que tem funcionado muito bem para ela. E claro, o sentimento de superação e crescimento dos Cavaleiros de Bronze se fazendo presente nesses dois arcos, o que era o meu objetivo. A luta de Gustavo e Alberich em asgard, pelo fato de ser quando ele usa a Força da Natureza pela primeira vez na frente dos amigos, mesmo ja tendo usado essa técnica em combates anteriores (ja que na luta contra o Algol os amigos estavam ou petrificados ou inconscientes), também foi uma que estive muito ansioso não só quando escrevi, mas também em aguardar o que vcs iriam achar dela. São mesmo muitos usos criativos para o golpe.

Gildson, a exemplo do Kanon foi um personagem q eu quis abordar com esse viés ambíguo tambem, embora inicialmente como puramente o vilão. Mesmo sendo um cavaleiro nao-legítimo naquele momento, conseguiu dar um enorme calor, literal até, nos cavaleiros de Bronze e nem com a ajuda de Isabella e os cavaleiros de Aço eles estavam conseguindo dar conta dele, evidenciado q numa luta "pra valer" sem ninguem se segurar eles ainda precisavam estar mais atentos em se tratando de um cavaleiro de Ouro. E claro, deixei a porta aberta para caso ele possa de fato, se tornar o Cavaleiro de Câncer oficial posteriormente. Especialmente por ele ser introduzido numa fala aleatória dos meninos lá no quarto da Fundação Graad, depois aparecer quando eles chegam na Casa de Câncer e, logo em seguida, ter o seu proprio mini-arco liderando um novo grupo de Cavaleiros Negros para enfrentar os protagonistas. É um personagem para o qual planejei muita coisa. Espero conseguir mostrar o mais breve possível a vc e quem sabe a novos eventuais leitores, sobre o que mais teremos da storyline e desenvolvimento do Gildson. Gostei de ver tambem q vc notou q usei a janela dessa luta contra o Gildson para tentar dar destaque aos personagens secundários.

Eu tinha minhas dúvidas quanto ao arco de Poseidon, isso de eu fazer as lutas espaçadas entre vários capítulos ao contrário do que eu vinha fazendo nos outros arcos... e pelos capítulos estarem maiores, também. Mas a julgar pelo seu comentário parece que essa foi uma decisão acertada até então. O mistério principal, os flashbacks, as lutas , o destaque sendo dado a diferentes núcleos da trama (me senti falando como se eu fosse um autor de novela da Globo, agora...! rs) e do continuísmo do desenvolvimento dos personagens. Tudo isso foi pensado.

Eu também havia começado a acompanhar Rerise of Poseidon, mas só depois de ter chegado aos capítulos mais recentes do arco, então aquilo não influenciou tanto a minha escrita nesse ponto.

Quis me debruçar mais sobre essa luta do Matt com o Unity justamente pela quantidade de tópicos abordados... a revelação de quem era o Dragão Marinho, porque ele ser tão temido e poderoso e seu passado, até mesmo criando um conflito de identidade contra o Matt já que os dois tem passados diferentes, motivações diferentes, tudo, enfim, diferente e estão aí nessa posição e situação em que estão diante um do outro na batalha e , agora, ja sabendo tanto um sobre o outro; Matt devido à visão e Unity devido a ter espionado o avanço dos Cavaleiros de Bronze nos meses anteriores à batalha no Templo Submarino. Um contraste de opiniões e de visões de mundo, tal qual a luta entre Yuna e o Schiller de Cancer no Omega.

Também porque foi um duelo em que o Matt teve sim que suar a camisa de fato, bastante, visto q a luta se dividiu em 3 etapas, com eles agora indo para a terceira depois da sequencia de visões que o Matt teve acerca do Unity. E até para mim que estou escrevendo, já vinha me dando uma angústia, de que eu precisava seriamente fazer um embate em que o Matt visivelmente enfrentasse dificuldades, afinal ele nao tem mais a maldição de Fenix com que contar para se escorar ou se garantir numa luta , como era no início. Também o Thiago enfim teve um destaque positivo razoável quando enfrenta o Isaak.

O destaque para o cast secundário também, foi algo q era de minha preocupação a muito tempo, especialmente nesse arco agora, com a invasão ao Santuário ocorrendo. Paulo, Diandra e Marcolino têm cada um a sua função na trama , que eu busquei definir desde q eles foram introduzidos respectivamente. Pelo menos em uma coisa, parece, eu consegui acertar nesse cast secundário rs

Paulo também por demonstrar sua capacidade de liderança e organização, além de ter tido esse treino especial com o Shaka.

Não consigo falar mais sobre Rina e Gustavo, vc ja os resumiu de forma esplendida rs. Nao tem o que tirar nem por quanto ao que vc disse. Diferenciar Gustavo de seu mestre e antecessor, quanto tambem de seu primo sempre foi um dos meus objetivos. Por isso me preocupei em mostrar logo mais dele, como o flashback da festa de aniversário, ele ter a esperança de falar enfim com a moça da armadura de Erídano e da relação dele não só com o Matt, mas com os outros principais de bronze.

Mesmo a Rina , não só com uma possível abertura em relação ao Gustavo, tem ainda muita coisa nela que podemos abordar. Pretendo sim abordar mais a fundo a relação da família dela com o Santuário, do porque de eles terem basicamente colocado seus filhos para ser cavaleiros e porque, afinal, desapareceram eventualmente sem deixar rastro. Também a relação dela com seu tio e com o Milo está nos meus planos de ser colocada no papel para que capítulos seguintes a abordem. E claro, o porquê de ela estar afinal com o pingente de Hades e há tanto tempo, mas só agora no arco de Poseidon isso ter vindo a tona da parte dos amigos dela perguntando, querendo saber o que é aquilo e o seu significado. Sobre suas perguntas a respeito disso, claro que nao tenho como confirmar nenhuma no momento... Mas convido-lhe sim a continuar acompanhando para ver onde isso irá levar no que diz respeito a o que acontecerá com Rina e o medalhão daqui pra frente. O Thiago é esquecido, isso vc ja notou... acho q agora vc entenderá melhor porque eu disse q a maioria das falhas e decisões erradas sempre acometia a ele. Foi praticamente inconsciente da minha escrita isso ter acontecido. O cara simplesmente não teve folga na história até agora quanto a isso kkkkk

Rina e Sorento eu posso adiantar a vc que não passará de uma grande amizade, ao menos por agora em que ela ainda é legalmente de menor. Eu tinha outra visão, outra mentalidade quando comecei essa ideia e fui escrever sobre a interação entre eles dois... Hoje eu vejo q é problemática no que concerne à idade. Um dia se mostrarmos a Rina adulta, talvez... mas mesmo assim é algo q nao abordarei no momento atual da fanfic. Talvez eu até reescreva as cenas dos capítulos em que houve essas interações para q não haja nenhuma dúvida quanto a isso... E o Sorento é o mais correto dos Marinas como vc mesmo pontuou. Acho q sequer cogitar um relacionamento nessa altura não combinaria com o personagem. É claro que eles lutarão juntos e serão aliados nesse momento da história, mas, no momento não passará disso.

O Shun realmente ficaria intrigado com essa interação deles dois rs. E isso pq sim, ele tem à Rina como a uma filha, o que a coloca numa situação interessante de possuir 3 figuras fraternas ou paternas perto de si para orientar, instruir, dar um norte ou mesmo apenas consolar e demonstrar afeto, carinho, preocupação - além do Shun, temos o Milo e o tio dela. Mas quanto ao medalhão e por que do Shun ter entregue indiretamente para ela (sim , foi ele, isso eu abordarei mais adiante também), isso será sem dúvidas um plot point importante, não só para esse arco (ainda q tenha sido abordado só brevemente) , mas também para o posteriori dessa fanfic. Ainda não te direi como, mas é um fator ao qual vc deve, sim, prestar atenção.

Acredito q não consegui sanar todas as perguntas q vc deve ter, mesmo aquelas q vc ja colocou neste comentário. Mas espero poder reviver esta história o mais breve possível e atender a essas questões todas que vc levantou. Tenho ainda alguns dias de folga e pretendo usa-los para esse fim, além do carnaval que provavelmente passarei em casa, de modo mais tranquilo e assim podendo me dedicar mais a esta história. Para qualquer outras dúvidas e esclarecimentos, meu privado está aberto a vc quando quiser. Por favor, não hesite em perguntar. Posso até mesmo te avisar por lá a respeito de quando as novas atualizações chegarem. Muito obrigado por toda essa contribuição q vc deu para a história até o momento, pela sua atenção, educação e compreensão, e aguardo por novos contatos com vc logo, logo.