Comentários em “Enquanto sua sombra vem”: “Fome”

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Mandy

Olha só quem voltou!

~dancinha

Oi oi oi oi oi Nat. Eu tive uns probleminhas, perdi vontades de ler e tive que me recolher. Mas voltei, isso que importa. E este capítulo, provavelmente, poderia ter me ajudado em muitos sentidos. Porque a fome aqui... a descrição dela, é como se eu estivesse me vendo nos meus momentos obscuros.

Você sabe que impacta as pessoas com tua escrita e, caso não saiba, deixe-me dizer a você como teu texto afeta os leitores: as palavras nos lêem e você as usa com sabedoria e explora as profundezas de seus significados nas especulações dos medos. Pensa nisso como um copo, ele vai sendo enchido e aqui ele transborda pra que possamos encher de novo. Você tem uma leitura muito sublime da vida e às vezes eu me pergunto se isso é apenas criatividade ou uma releitura de momentos pessoais.

Qualquer que seja, você tem um dom com palavras e constrói textos muito significativos.

O significado da fome é variável, a gente sabe. Mas aqui, a fome é loucura, ensejo, desejo, medo, desespero, ânsia, dor, felicidade, desamparo, até mesmo solidão. É uma coisa completamente nova e profunda.

Você fez um excelente trabalho nesse capítulo, Nat. Meus parabéns.

Um beso enorme, eu te vejo no próximo review.



O que mais gostei: O dilema da fome da existência
O que acho que pode melhorar: -
Natália Kalim

Oi, Mandy! Fico muito feliz que você tenha retornado, afinal senti muita falta de ver seus comentários por aqui. Sinto muito também que a escuridão tenha te tocado, mas espero que os dias obscuros tenham ficado para trás. Que você melhore sempre e encontre sempre uma forma de ficar bem!

Eu gosto muito da forma que você lê a minha história, pois sinto que você mergulha de cabeça no universo que eu criei. É muito bacana ver você descobrindo as coisas devagar, pois não tem o azar que eu tenho de saber qual vai ser o desfecho. Você faz umas reflexões tão profundas que até me faz perceber coisas que eu nem sabia que estavam lá. Por causa disso, queria te agradecer também. Obrigada por tudo!

Ademais, vale dizer que essa história realmente tem bastante de mim. Não acho que os personagens em si tenham sido baseados em mim ou qualquer coisa assim, mas a trama se passa na cidade em que eu nasci e onde eu passei toda a minha vida e sempre descreve lugares que realmente existem. Quanto aos sentimentos dos personagens, eu diria que é uma questão complicada. Acho que as vivências ajudam a explicar, mas as reflexões mais profundas são derivadas de perguntas que eu aprendi a fazer enquanto ainda cursava filosofia. Creio que a Nim tenha surgido desse inteirim. Ela viveu, morreu e obteve a resposta para o que há no pós vida. Essa solução, entretanto não resolve os problemas que ela tem. Ela não sabe como fazer as perguntas nem lidar com as respostas, mas o Daniel a ajuda a aprender. O fato dela poder fazer o mesmo por ele foi o que me levou a querer escrever um romance.

É a primeira vez que eu trabalho com esse gênero. Talvez minha história não se apresente da forma mais usual possível, mas tem muito daquilo que eu acredito que seja o afeto, já que é o amor é, por natureza, indefinível. Algumas coisas só podem ser sentidas e vividas, mas como você faz isso depois que morre? Essa é a questão que estou tentando resolver.

Um beijo enorme!

Naty