Comentários em “Roderick e seus doze irmãos”: “Sangue e brutalidade”

YgorYuji

Apesar dos conflitos, o respeito é bem marcante. Uma pena ela não estar presente no casamento... Ou será que não? Kkk

A
Arrogante

De longe o meu capítulo favorito até agora, principalmente por causa da politicagem toda. Não sei se é porque saímos dos flashbacks e estamos avançando a história, mas ter um pouco mais de detalhes sobre as manobras políticas da família Donne me deixou empolgadíssimo para o potencial desenrolar dessa história. Imagino que seja uma consequência de como você vem gotejando detalhes de contexto pela história, mas eu nunca tinha levado em consideração que Saye "não ter coroa" implicava que eles estavam sob o estigma de serem perdedores de regra. Automaticamente me levou a torcer por eles, porque sou fraco por reinos lutando por soberania perdida, e muito das atitudes do Roderick fizeram sentido para mim.

Fora do âmbito de "gostei disso, gostei daquilo", foi realmente maravilhoso o modo como você contextualizou o casamento do Roderick enquanto narrava eventos presentes. A linguagem foi evocativa, quase alegórica, e considero um feito e tanto falar do tédio do protagonista enquanto explica a situação política de todo um povo. Mais uma vez, diálogos passaram longe de ser exposição gratuita e foram carregados com muita personalidade. "Somos uma geração sem avôs" foi uma frase forte, que nunca ouvi antes, e sem dúvida contribuiu para o capítulo elevar-se tanto em meu conceito.

Blair, de fato, é um tesouro e forte candidata a best girl. A versão crescida dela me pareceu mais carismática que a que vimos no capítulo passado, e a emoção alternada com pequenas doses de sabedoria constituiu uma personagem muito forte.

A questão do convento, porém, acabou erguendo uma de minhas sobrancelhas. A viagem levou três dias, Roderick chegou lá esfolado e, mesmo como nobre, não pôde passar um dia ou dois pra se recuperar antes de cair de volta na estrada? Entendo se ele simplesmente não podia ficar lá, mas a ausência de detalhes a respeito dessa viagem faz com que ela pareça inconsequente, como se o convento ficasse na esquina apesar de demorar três dias inteiros. Senti que ela ir de descobrir que o pai morreu pra discutir a necessidade de uma revolução poderia ser menos abrupto se Roderick tivesse passado um dia ou dois no lugar, numa visita oficial mesmo, pra que o fluxo do diálogo sofresse menos. Sei que isso soa pedante, mas precisei reler a passagem falando sobre a viagem quando percebi que a conversa tinha acabado. Três dias não é pouca coisa.

Tenho um mau pressentimento a respeito do casamento do Roderick. Algo sobre a confiança entusiasmada dele, sobre o que Blair falou acerca do azar dos Donne no que tange a casamentos... Bom, acho que não faz sentido especular. Vamos para o próximo.



O que mais gostei: Politicagens
O que acho que pode melhorar: Distâncias
Dudada
Dudada Autor

Sobre as distâncias.... realmente deixei este detalhe de lado e não parei para pensar mto no assunto HAHAH eu inventei uma distância na hora que fui escrever o capítulo e estimei quanto tempo demoraria para percorrer de cavalo, contando com intervalos para dormir e etc, e assim que cheguei no número de três dias, mas talvez não tenha sido um número super realista, ou ent podia ter detalhado melhor a viagem. O Roderick não ficou 3 dias cavalgando direto até chegar na montanha, e a canseira dele quando chega no convento é porque parte da subida até lá tem que ser feita a pé. O Roderick também não podia propriamente ficar gastando muito tempo fora de Gayern, já que a Fionna com certeza tem trabalho para ele. Mas de fato isso foi falha minha de omissão, vou ter mais cuidado com isto no futuro!

A Blair pode parecer neutra, mas ela é uma grandessíssima voz da sabedoria quando se trata de equilibrar as pretensões políticas da família, eu diria. Teria sido uma grande conselheira para a Fionna!

Mais uma vez, obrigada por comentar!