Acho que, mesmo sem ter lido nas notas iniciais, daria pra perceber que essa é uma história que está no caldeirão há muito tempo. Tem uma calma no jeito como você entrega informações importantes, uma segurança tão expressiva, que sinto como se tu estivesse me guiando pelo interior do seu lar. É refrescante ler histórias que não interrompem o que estão fazendo pra entrar em detalhes menores que poderiam ser deixados de lado por enquanto. É o tipo de confiança que funciona bem em histórias de fantasia. Ajuda a se ressair.
Gostei muito da tua prosa. Os diálogos são televisivos – ágeis, fluídos, delineiam caracterização muito bem. Deu pra perceber que a Fionna já foi mais legal, mas que os modos contidos herdados do pai e a recente responsabilidade a deixaram menos propensa a amenidades. Deu pra perceber, também, que o Roderick (Rod me soa anatômico demais) é do tipo de prefere deixar coisas passaram em branco pra não criar problema. Imagino que o foco por enquanto vai ser a Fionna, mas fico curioso pra ver o Roderick interagindo com outros irmãos simplesmente por causa dessa atitude dele.
A influência de GoT é palpável (dos livros, não da série), e ajudou a me colocar a par do ritmo em que certas informações são passadas. Saye, lordes da fronteira, os Donne antigamente usarem coroas... De novo, tudo dito sem pressa e com a naturalidade de alguém que aponta uma coisa óbvia. É ótimo.
All in all, é um começo promissor. Me pergunto se a coisa toda vai enveredar por um lado mais político ou se vamos focar no angst de uma família lidando com a perda de um pilar emocional. Ambos me soam como boas rotas a se seguir, contanto que a qualidade da prosa continue nesse nível.
Você não tem ideia do quão feliz eu fico por ter conseguido conquistar alguém na base do worldbuilding. Essa é a minha parte preferida de fazer quando escrevo uma história, e como estou há tanto tempo nessa, o mundo de Saye e Daire já passou por tantas reformulações que eu já perdi as contas, desde suas formas mais simplísticas até a versão "atual". Eu fico feliz por ter demorado tanto e escrito esta história inteira antes de começar a postar, porque consegui fazer os ajustes que queria depois de ter todos os dezessete capítulos já escritos, e assim sinto que consegui espalhar os detalhes da família Donne e do universo deles aos poucos, e não jogar tudo de uma vez (fazer aquela exposição exagerada logo no primeiro capítulo é uma mania de muitos autores, e é meu maior medo haha).
Os diálogos também são outra área em que eu me divirto. Eu sempre escrevo as cenas imaginando elas na minha cabeça, de fato como se fosse um filme ou uma série, e penso em como seria ouvir os personagens falando aquelas frases. Isso me ajuda a evitar que algumas frases soem pouco naturais, se bem que, sendo uma história "de época", eu me permito alguma estilização quando se trata do vocabulário. Outra coisa que eu quis fazer, quando se trata da relação entre os personagens, é não deixar tudo "engessado" só porque é uma história que se passa num passado distante. Ou seja, tentei ao máximo tornar a relação dos irmãos Donne, ou mesmo do Roderick e da Francisca, como relações modernas entre irmãos ou namorados são. Também acho que isso me ajudou a criar mais empatia com meus personagens, e facilitou muito meu processo de entender e descrever as suas emoções.
Sobre a influência de GOT, acertou em cheio HAHAHA. Eu infelizmente ainda n consegui ler todos os livros (acho que parei pela metade do 3o), mas sou obcecada pelo universo de Gelo e Fogo, e sinceramente eu queria muito ter um décimo da imaginação e da paciência do GRR. Apesar disso, digo que a minha maior influência para esta história não foi GOT, mas sim uma série de livros francesa chamada Os Reis Malditos (que foi também inspiração para o Martin escrever as Crônicas de Gelo e Fogo). São 7 livros narrando a história do fim de dinastia de reis da França, e eu amo de paixão esses livros e seus personagens.
Sobre o futuro da história...bem, para isso é ler e descobrir!
Muito obrigada por esse comentário magnífico, e espero te ver por aqui mais vezes!
Acho que, mesmo sem ter lido nas notas iniciais, daria pra perceber que essa é uma história que está no caldeirão há muito tempo. Tem uma calma no jeito como você entrega informações importantes, uma segurança tão expressiva, que sinto como se tu estivesse me guiando pelo interior do seu lar. É refrescante ler histórias que não interrompem o que estão fazendo pra entrar em detalhes menores que poderiam ser deixados de lado por enquanto. É o tipo de confiança que funciona bem em histórias de fantasia. Ajuda a se ressair.
Gostei muito da tua prosa. Os diálogos são televisivos – ágeis, fluídos, delineiam caracterização muito bem. Deu pra perceber que a Fionna já foi mais legal, mas que os modos contidos herdados do pai e a recente responsabilidade a deixaram menos propensa a amenidades. Deu pra perceber, também, que o Roderick (Rod me soa anatômico demais) é do tipo de prefere deixar coisas passaram em branco pra não criar problema. Imagino que o foco por enquanto vai ser a Fionna, mas fico curioso pra ver o Roderick interagindo com outros irmãos simplesmente por causa dessa atitude dele.
A influência de GoT é palpável (dos livros, não da série), e ajudou a me colocar a par do ritmo em que certas informações são passadas. Saye, lordes da fronteira, os Donne antigamente usarem coroas... De novo, tudo dito sem pressa e com a naturalidade de alguém que aponta uma coisa óbvia. É ótimo.
All in all, é um começo promissor. Me pergunto se a coisa toda vai enveredar por um lado mais político ou se vamos focar no angst de uma família lidando com a perda de um pilar emocional. Ambos me soam como boas rotas a se seguir, contanto que a qualidade da prosa continue nesse nível.
O que mais gostei: Wolrdbuilding
Olá leitor!
Você não tem ideia do quão feliz eu fico por ter conseguido conquistar alguém na base do worldbuilding. Essa é a minha parte preferida de fazer quando escrevo uma história, e como estou há tanto tempo nessa, o mundo de Saye e Daire já passou por tantas reformulações que eu já perdi as contas, desde suas formas mais simplísticas até a versão "atual". Eu fico feliz por ter demorado tanto e escrito esta história inteira antes de começar a postar, porque consegui fazer os ajustes que queria depois de ter todos os dezessete capítulos já escritos, e assim sinto que consegui espalhar os detalhes da família Donne e do universo deles aos poucos, e não jogar tudo de uma vez (fazer aquela exposição exagerada logo no primeiro capítulo é uma mania de muitos autores, e é meu maior medo haha).
Os diálogos também são outra área em que eu me divirto. Eu sempre escrevo as cenas imaginando elas na minha cabeça, de fato como se fosse um filme ou uma série, e penso em como seria ouvir os personagens falando aquelas frases. Isso me ajuda a evitar que algumas frases soem pouco naturais, se bem que, sendo uma história "de época", eu me permito alguma estilização quando se trata do vocabulário. Outra coisa que eu quis fazer, quando se trata da relação entre os personagens, é não deixar tudo "engessado" só porque é uma história que se passa num passado distante. Ou seja, tentei ao máximo tornar a relação dos irmãos Donne, ou mesmo do Roderick e da Francisca, como relações modernas entre irmãos ou namorados são. Também acho que isso me ajudou a criar mais empatia com meus personagens, e facilitou muito meu processo de entender e descrever as suas emoções.
Sobre a influência de GOT, acertou em cheio HAHAHA. Eu infelizmente ainda n consegui ler todos os livros (acho que parei pela metade do 3o), mas sou obcecada pelo universo de Gelo e Fogo, e sinceramente eu queria muito ter um décimo da imaginação e da paciência do GRR. Apesar disso, digo que a minha maior influência para esta história não foi GOT, mas sim uma série de livros francesa chamada Os Reis Malditos (que foi também inspiração para o Martin escrever as Crônicas de Gelo e Fogo). São 7 livros narrando a história do fim de dinastia de reis da França, e eu amo de paixão esses livros e seus personagens.
Sobre o futuro da história...bem, para isso é ler e descobrir!
Muito obrigada por esse comentário magnífico, e espero te ver por aqui mais vezes!
Finalmente peguei pra ler! Muito bom! Estou ansioso para ver a personalidade e a reação de cada um dos irmãos em relação ao Roderick!
O que mais gostei: Tudo
(Respondendo muito atrasada) Oi mano! Obrigadão por aparecer por aqui hehe, vc já sabe muito da história mas espero te surpreender na mesma!