Comentários em “Paralelas”: “Capítulo 5 - Seattle”

A
Arrogante
Destacado pelo autor

Quando percebi que o capítulo ia recontar o primeiro (re)encontro de Max e Riley, me preparei pra o pior. É o que normalmente faço quando POV de personagem reconta eventos que outro personagem já retratou, então imagine minha surpresa quando não só tivemos uma revelação completa do que se passou pela cabeça de Max como também NOVAS INFORMAÇÔES SOBRE A EXCURSÂO MALDITA (meu apelido carinhoso para os assassinatos u.u). Hype.

A Max vem me conquistando como se eu a estivesse conhecendo na vida real: aos poucos. Descobrir como ela pensa e como lida com certas situações foi uma baita ajuda pra me fazer entender e gostar ainda mais dela. Ouso dizer que ela é uma personagem mais pessoal pra você que a Riley. Sei lá, senti em dois momentos do capítulo (a descrição sobre reuniões familiares e o trecho em que ela fica indecisa sobre o que dizer pra Riley) que era você usando suas próprias palavras, não um eu lírico, como se fosse o que você faria no lugar dela. Posso estar enganado, mas a sensação me ajudou a ficar próximo da Max como leitor, o que é sempre o efeito desejado durante a escrita (?).

Ela também é fofa de um jeito dorky. "RPGs me prepararam para situações assim" foi a coisa mais inesperadamente engraçada que li nessa fic até agora. Uma risada de nervoso, digo, porque a ideia de um(a) maluco(a) encapuzado correndo armado por uma floresta me deixou bastante tenso. Não esperava a máscara. Cara, isso tem todos os ingredientes pra criar cenas muito fodas de suspense mais pra frente, e eu QUERO.

No mais, ótimo capítulo. Depois de aprender a gostar mais da Max e perceber que o lado dela da história tem potencial pra expandir ainda mais a atmosfera e a mensagem geral do texto, só posso dizer que não vou me importar se a Riley passar mais algum tempo de molho.

Não muito tho

[Músicas da vez: "we fell in love in october", "i wanna be your girlfriend", "hornylovesickmess", "Maniac", "Parallel Universe" (kek), "Kate's Not Here" e "How Soon is Now?". Admito que passei mais tempo que deveria só ouvindo as músicas em vez de ler. Favorita: "hornylovesickmess". Adorei descobrir essa tal de girl in red, então obrigado pela recomendação. Menções honrosas pra RHCP e The Smiths, que são bandas hors concours.]



O que mais gostei: Material adicional
Louie Bee
Louie Bee Autor

Eu tenho uma agonia, receio e pé atrás quando vejo a história sendo narrada tudo de novo, mas na ótica de outro personagem, então acho que compreendo um pouco do que você sentiu (desespero e tédio, talvez?).

Sendo bem honesta, não sabia como funcionaria essa troca de POV, tive muito medo de ser repetitiva e mega cansativa, o que me fez pensar e repensar inumeras vezes a necessidade de acrescentar o lado da Max na história, mas ela tem uma coisa que a Riley não tem: o lado do observador. Colocá-la presente na cena da campina e adicionar os detalhes extras que eu precisava resolveu muita dor de cabeça na narrativa, porque não sabia como encaixá-las de um jeito legal no futuro.

Aproveitar e narrar as ansiedades dela e a forma como ela reagiu com a Riley também foi legal, porque a Riley teve uma perspectiva negativa da situação e fomentou as paranoias dela, enquanto a Max só estava sendo um típico adolescente desengonçado, sofrendo por uma crush e lidando com a insegurança e as lembranças que vieram à tona, já que esse foi o primeiro contato delas desde a campina.

Sobre a situação lírica, adoro seu jeito afiado para notar as nuances. Parece que você está dentro da minha mente e isso é insano. Mas é basicamente isso, o que é engraçado e contraditório, porque na primeira versão de Parallels (10 anos atrás) eu me enxergava com clareza na Riley e agora o jogo virou completamente e acho que consigo colocar muito mais profundidade nas cicatrizes da Max. Enfim, exposed a parte, a Max é a peça essencial da narrativa, o equilíbrio e desequilíbrio do mundo, fico feliz por ela estar sendo tão bem recebida e querida.

[Girl in Red foi uma descoberta espetacular que fiz em julho/agosto de 2020 e que me inspira sempre durante a escrita, ela e The Smiths, o que é uma dualidade engraçada e irônica pra história também]