Comentários em “Paralelas”: “Capítulo 3 - Ciclo”

A
Arrogante
Destacado pelo autor

Fugg, esse final me deixou todo arruipiado Ò.Ó

Tá, por partes.

O feeling nostálgico de jovens saindo juntos durou pouco esse capítulo, mas o pouco dele que perdurou foi tão bom quanto os demais. Deu pra sentir a tensão aumentando mesmo sem a Riley estar num estado alterado: o ciúme, as pessoas demais, o Nick tendo um pouco de descanso pela primeira vez desde que a viagem começou... Realmente achei que alguma merda gigante ia acontecer.

Você mencionou num dos meus comentários que a atitude maternal do Nick ia causar atrito, e eu comecei a perceber o que você quis dizer nesse capitulo. Mesmo fingindo não gostar dele, Riley pesa a opinião de Mamãe-Nick em cada pequena decisão que toma, e por tentar agradar ele, ou numa atitude desafiadora, ela acaba por fazer escolhas que uma pessoa sem tanta codependência jamais faria. Receita pra desastre, realmente.

O longo monólogo interno de Riley nesse capítulo podia ter sido o prólogo, de verdade, mas entendo por que você não fez assim. É bem pessoal, e poderia afastar leitores menos propensos a ler algo mais stream of consciousness. Ainda assim, foi muito massa e finalmente senti que entendo essa história (me dá um desconto; eu sou lento pra cacete).

A carne do capítulo foi, de longe, o surto da Riley. Tanto pela forma como você descreveu, tanto pela construção dos eventos (remedinho com cachaça, que medo) e tanto pelo surto em si. Me senti com ela, delirando devagarinho, e a surpresa do final foi puro O.o Muito bom, de verdade. Se a história tava se levando num ritmo próprio, sinto que houve uma guinada numa direção mais "hype". Considerando as aparições da Max, as dores que Riley sente na nuca, o papo dela de se sentir num "loop" desde o acidente e, claro, o título da história, eu acho que sei o que tá rolando, mas pro seu mérito a coisa toda é tão bizarra que não tenho certeza. Realmente foi meu capítulo favorito até agora.

[Músicas: "Hands", "She Tastes Like Summer", "Painter", "Creatures of the Night", "Sucker", "Lover" (interessante a ordem dessas duas últimas) e "I Want ot be With You". Favorita: "Sucker". Two Door Cinema Club reina suprema. Segundo lugar vai pra "Hands".]



O que mais gostei: Caos mental
Louie Bee
Louie Bee Autor

Esse trecho do monólogo foi um Frankstein, admito, mas fico satisfeita em saber que ele serviu bem o propósito. Aliás, alguns fragmentos saíram do prólogo original kkkk.

Mas o que posso dizer? A partir desse capítulo algumas coisas começarão a se encaixar gradualmente, conforme a Max vai discorrendo sobre a sua versão dos fatos, além de acrescentar alguns detalhes sutis, porém notáveis, do desfecho final e trazer para história um nicho/pessoas que a Riley não seria capaz.

E sim! A Riley pondera demais todas as suas ações e vontades, com medo de decepcionar, magoar ou irritar Nick. Ela tem sim uma gratidão enorme por ele ser seu melhor amigo e ser a pessoa com quem ela pode contar, mas o que não consegue ver é como ela tem sacrificado parte da sua vida para manter essa relação em equilíbrio.

Um detalhe a acrescentar, é que no decorrer da narrativa você irá perceber que as teorias e a ficção científica servem como um fundo para o romance e os feelings nostálgicos com quem sempre tento flertar. Espero encontrar um bom equilíbrio entre essas duas “energias” da história.

Sucker e Lover estão nessa playlist desde que serviram de inspiração para um capítulo que será publicado em breve. E meu vício por two doors aumentou depois disso, também.

Hands é espetacular, adoro esse álbum da Sharon Van Etten, mas recomendo que você ouça Seventeen. Não sei para você, mas toda vez que escuto essa música eu entro em uma vibe completamente nostálgica, como se fosse levada pra um outro mundo.