Comentários em “Enquanto sua sombra vem”: “Hospital”

Decepcionista

Eu fiquei um pouco encabulada: como ela sabe a respeito dessas coisas? Sobre os que estão vagando, ou os que perderam a identidade (como ela própria)?

E não, moça, vá atrás do cara, meu deus! Todo mundo que lê clichê sabe dessa regra gostosa. A curiosidade matou o gato ou me matou, serve. Uma dádiva, uma maldição? Sei lá, respostas, né! >

Sentimentos me deixaram frustrada e animada diante desse capítulo que é ABALO. Eu já tive algumas experiências questionáveis, principalmente envolvendo meu cachorro (algumas pessoas dizem que são sensíveis a espíritos) e sou totalmente de acordo com o conceito de energia do mundo e seus desequilíbrios buscando a homogeneidade.

Você é muito profunda, e isso me deixou encantada. Um excelente texto! ♥ Muito sucesso



O que mais gostei: Tá, isso aqui tá muito bom, mesmo!
O que acho que pode melhorar: Respostas, moça, dê-me respostas!!!!!!
Natália Kalim

Acredito que o ato de dançar entre a vida e a morte sempre deve ter um grau de profundidade, mesmo sendo tratado com leveza. Não consigo imaginar que um fantasma estaria imune das crises existenciais, então acabei incorporando um pouco disso na trama. Fico feliz que tenha gostado!

Por enquanto, ela também não sabe como ela sabe que sabe. Ela só sabe. A medida que ela for descobrindo, vamos aprendendo com ela também ♥

M
Mandy

Aí, olha, um deleite ler esse capítulo

~dancinha

Oi oi oi oi

Eu cheguei a este final com o coração aos pulos, pensando em como você construiu um mundo muito bacana pra gente ficar imerso. Eu gosto muito da tua narrativa, ela é rápida e voraz, ela devasta, de um jeito que a gente chega no final se perguntando a placa do carro que nos atropelou.

Gostei muito da apresentação do mundo. É o ponto forte do capítulo. E você fez ele ser tão poético e abstrato que no fim eu tô cheia de perguntas. Especialmente, eu quero destacar essa habilidade, a poética, o eu lírico tão bem desenvolvido. Achou que você poupa em descrição, mas ganha em sentimento.

Isso é uma coisa absurdamente difícil de se fazer e manter, especialmente quando se pensa na qualidade da compreensão do leitor. Eu acho que você tá fazendo um ótimo trabalho.

Sobre sugestões, eu diria que o uso do termo exasperado (e tinha mais um, mas eu não me lembro certinho) não encaixaram tão bem. Talvez uma mudança dos termos pudesse provocar uma sensação diferente. Mas óbvio, foi minha percepção.

Eu acho que ficou muito bom este capítulo, justamente porque você trabalhou sentimentos e possibilidades e medos (da fantasma do canto eu tive medo hahahahah imaginei uma coisa meio Fenômenos Paranormais, aquele filme).

Um beso, votos de novos capítulos e um até logo pra ti



O que mais gostei: A construção de mundo.
O que acho que pode melhorar: Algumas palavras não encaixam no significado que a frase quis dar, minha sugestão seria repensar elas.
Natália Kalim

Boa noite, moça!

Novamente, agradeço por todos os comentários que você deixou. Entrei agora pouco no site para postar um novo capítulo e estou aproveitando para terminar de te responder. Peço perdão se eu soar meio coisada. Estou morta de cansada, menina!

É engraçado, mas até você falar eu nunca tinha pensando nos elementos que eu citei como uma criação de mundo. Quando eu paro para avaliar, sinto que faz muito sentido. Boa parte do trabalho de constituição dessa trama é imaginativo, afinal eu não tenho a mínima ideia de como é estar morta. Tentei criar o máximo de elementos que tornassem isso mais verossímil. É importante para mim saber que até onde você leu parece coeso!

Quanto as palavras que soaram estranhas, garanto que vou cuidar delas no futuro. Muitas vezes, eu posto o capítulo sem revisar. Faço apenas uma revisão básica. Gosto de esperar mais tempo antes de finalmente sentar para revisar com cuidado porque isso garante que eu tenha o afastamento necessário para enxergar os erros. Saber que você está aqui para me ajudar a detectar todos eles é um grande estímulo!

Muito muito muito obrigada (e perdão por soar meio brega e chata às vezes kkkkk)

A
Arrogante

Eu NÃO esperava por isso. Nem de longe.

Quando comecei a história e vi nossa fantasminha conhecendo o garoto de olhos azuis, pensei sinceramente que era isso: uma história de dois personagens, um vivo e um morto, interagindo entre si numa jornada de autodescoberta. Eu sei, eu sei, que a história provavelmente narrará isso: mas eu não esperava ficar com medinho lendo.

Moça, são onze horas da noite aqui e eu tô lendo no escuro. Essa sua descrição de espíritos corrompidos me deixou todo arrepiado. Tem uma coisa sinistra em espíritos humanos, não demônios, que assombram lugares e carregam essa aura maligna – e você conseguiu emular tão bem essa coisa que me deixou incomodado no melhor sentido possível. A descrição da mulher com cabelo na cara, então... Caramba. Que negócio gostoso de ruim.

Sinto que esse capítulo expandiu meus horizontes a respeito do que esperar nessa história, e isso é sempre uma sensação maravilhosa. Existe um aspecto meio de fantasia, meio esotérico, que adicionará muito à atmosfera melancólica e (por que não?) gótica da sua narrativa.

No mais, belíssimo texto como sempre. Obrigado pela leitura.


O que mais gostei: O horror! O horror!