Eu acredito que você tem um bom material em mãos. Você criou momentos imagéticos fortes, como a dupla subindo as escadas, a decisão do protagonista de deixar o viking matar o chefe e, por último, o "bom dia, vizinho". Essa última fala, inclusive, fecha um ciclo que inicia no primeiro parágrafo do primeiro capítulo. Temos lá o desencontro entre vizinhos, incômodo e a estranheza. No fim, eles formaram uma mesma identidade. É uma transição interessante e tematicamente poderosa. Ainda assim, eu acredito que esse final tem alguns problemas, mas que não são intrínsecos a ele, mas surgem pela falta de algo anterior. Eu vou explicar.
Lembra quando eu falei sobre os benefícios da antecipação? A ideia do mapa, etc? Então, não existe surpresa genuína sem antecipação. Dessa forma, quando o autor solta uma ideia sem ter o menor rastro de sua presença, a surpresa é mais uma "puxada de tapete" do que qualquer coisa. Não acho que você fez isso de forma consciente, mas todo o conflito envolvendo as atitudes da empresa surgiu de forma muito rápida. A resolução do protagonista também pareceu apressada. Se antes ele tinha comentários pontuais, aqui ele tem um longo parágrafo filosófico explicando suas decisões e arrependimentos. Isso, por si só, não é necessariamente ruim. Mas eu sinto que faltou uma construção para chegar nesse ponto, entende? Que pistas nós temos em relação a empresa? Que pistas indicam a passividade do protagonista quanto a isso? Toda a explicação se deu de forma pouco dramatizada e muito expositiva, o que fere o trabalho do capítulo.
A sugestão é pensar: que ações podem revelar essas informações? Lembre-se, ações falam mais que palavras e a decisão de um personagem tomada sob pressão fala mais sobre ele do que parágrafos e parágrafos de discursos. O protagonista toma uma decisão poderosíssima: deixar o chefe ser morto pelo Viking. Se você conseguir alimentar essa ação com pistas que indiquem o caráter do protagonista, você terá um final verdadeiramente impactante.
Enfim, enxergue as críticas como formas de melhorar. Mais uma vez, eu digo: são apenas percepções minhas. Caso você ache que não faz sentido, ignore. Dito tudo isso, acho que você tem uma mente muito criativa para histórias e conflitos únicos. O barco à rodas é memorável e todo o absurdo desse universo criado é algo que pode te impulsionar a histórias ainda melhores. Além disso, você tem um bom olho para diálogos ágeis, só tenha cuidado com exposição excessiva.
Parabéns, Helen! Espero que você possa escrever melhor a cada dia ♥
Eu acredito que você tem um bom material em mãos. Você criou momentos imagéticos fortes, como a dupla subindo as escadas, a decisão do protagonista de deixar o viking matar o chefe e, por último, o "bom dia, vizinho". Essa última fala, inclusive, fecha um ciclo que inicia no primeiro parágrafo do primeiro capítulo. Temos lá o desencontro entre vizinhos, incômodo e a estranheza. No fim, eles formaram uma mesma identidade. É uma transição interessante e tematicamente poderosa. Ainda assim, eu acredito que esse final tem alguns problemas, mas que não são intrínsecos a ele, mas surgem pela falta de algo anterior. Eu vou explicar.
Lembra quando eu falei sobre os benefícios da antecipação? A ideia do mapa, etc? Então, não existe surpresa genuína sem antecipação. Dessa forma, quando o autor solta uma ideia sem ter o menor rastro de sua presença, a surpresa é mais uma "puxada de tapete" do que qualquer coisa. Não acho que você fez isso de forma consciente, mas todo o conflito envolvendo as atitudes da empresa surgiu de forma muito rápida. A resolução do protagonista também pareceu apressada. Se antes ele tinha comentários pontuais, aqui ele tem um longo parágrafo filosófico explicando suas decisões e arrependimentos. Isso, por si só, não é necessariamente ruim. Mas eu sinto que faltou uma construção para chegar nesse ponto, entende? Que pistas nós temos em relação a empresa? Que pistas indicam a passividade do protagonista quanto a isso? Toda a explicação se deu de forma pouco dramatizada e muito expositiva, o que fere o trabalho do capítulo.
A sugestão é pensar: que ações podem revelar essas informações? Lembre-se, ações falam mais que palavras e a decisão de um personagem tomada sob pressão fala mais sobre ele do que parágrafos e parágrafos de discursos. O protagonista toma uma decisão poderosíssima: deixar o chefe ser morto pelo Viking. Se você conseguir alimentar essa ação com pistas que indiquem o caráter do protagonista, você terá um final verdadeiramente impactante.
Enfim, enxergue as críticas como formas de melhorar. Mais uma vez, eu digo: são apenas percepções minhas. Caso você ache que não faz sentido, ignore. Dito tudo isso, acho que você tem uma mente muito criativa para histórias e conflitos únicos. O barco à rodas é memorável e todo o absurdo desse universo criado é algo que pode te impulsionar a histórias ainda melhores. Além disso, você tem um bom olho para diálogos ágeis, só tenha cuidado com exposição excessiva.
Parabéns, Helen! Espero que você possa escrever melhor a cada dia ♥
Já deixei tudo anotado skjdsksdjds
Rapaz, depois de Story e da betagem daquele cara lá tu virou mó crítico literário, adorei KDJSMSJKSD
Muito obrigada pelos conselhos e elogios ♥ Vou continuar me esforçando pra melhorar essas histórias absurdas (y)
Até mais!