Comentários em “Ashtar”: “Parte I”

Phoenix M Marques W MWU 27
Destacado pelo autor

E pensar que foi aqui nesta história que o angolano te descobriu e passou a fazer uma ótima propaganda sua a ponto de trazer vc mais para perto de nosso convívio, como tributo a isso estou passando a acompanhar esta hist também.

Cyberpunk, distopia e ficção científica, aqui já temos algo mais próximo do que estou habituado a consumir pela cultura pop, mas aquele seu outro trabalho também é fenomenal.

Aqui vejo que vc já estabeleceu certos conceitos culturais, societários, de hierarquia e etc acerca deste universo no qual a trama é ambientada. Mistérios e abordagem tecnológica também em certa medida. Uma presença de muitos termos estrangeirizados que pode denotar que , aqui, as fronteiras do mundo são mais tênues e talvez haja mais interconexão entre diferentes povos e nações, algo que o uso acentuado de tecnologia também me fez ponderar. Uma 'globalização' com mais erros do que acertos, talvez, ao menos como está sendo representado aqui.

Gostei também da escolha pelo nome de família da Ashtar, 'Severin', e gostei da descrição dada às castas, o que me fez lembrar a Índia. As castas, algumas pelo menos, parecem ter relação com o uso da tecnologia, o status social dos individuos e a condição financeira. A forma como vc descreveu essas castas me fez lembrar também certos elementos presentes no filme Elysium, de 2013 (cujo elenco tem Matt Damon, Alice Braga, Jodie Foster, Wagner Moura, Diego Luna, William Fichtner, Sharlto Copley, Emma Tremblay, Michael Mando e Faran Tahir) se vc não conhece, vale a pena assistir.

Aarvyk
Aarvyk Autor

Meu compatriota, preciso dizer que eu estava mais do que ansiosa para saber sua opinião de 'Ashtar'. Essa realmente é a obra prima que mais me empenhei em fazer algo diferenciado e bem estruturado, fico imensamente feliz com esse seu comentário tão repleto de elogios e detalhismo.

Sim, foi por conta dessa história que conheci as pessoas mais amáveis e inteligentes do Nyah. Vulgo você e Angolinha e mais alguns outros de nossa távola redonda rs

Você notou muitas características logo de cara sobre esse universo, e confesso que me empenhei muito para que o leitor conseguisse entender de cara o que está acontecendo nesse mundo cyberpunk. UFA! DEU CERTO!

As castas foram uma ideia que me vieram ao ver a série 'Altered Carbon', você irá gostar de ver, tenho certeza. E fique tranquilo pois já vi a maioria dos filmes da deusa Alice Braga kkkkk esse em especial, Elysium, me foi de grande inspiração para esta história.

Ótimo ver que temos um intelecto tão similar em alguns pontos!

Um grande abraço, e mais uma vez muitissimo obrigada por tudo :D

De sua querida amiga,

Aarvyk ♥

Dr Aquarius

Olha só, comecei e já fiquei curioso.
Pude deduzir aqui que Ashtar é uma exploradora, correto? Fiquei muito encafifado com o objetivo dela, que sei que vou descobrir no decorrer da história.
O meu primeiro conselho é tomar cuidado com vírgulas VS pontos. É uma dificuldade que minha beta também tem e eu ajudo ela nisso. Algumas falas estão com pontos onde deveriam ser vírgulas, outros estão com vírgulas onde deveriam ser pontos. Pra resolver isso, experimente ler seu parágrafo em voz alta e pense nas pausas. Sempre que vir uma vírgula, conte 1 segundo antes de continuar. Sempre que vir um ponto, conte 2. Se a pausa parecer correta, você está com a pontuação correspondente.
...
Uma coisa que me incomodou agora nesse começo foi o grande número de expressões em inglês utilizadas na narrativa em si. Eu costumo deixar esses termos como "nonsense" e "hightech" que podem ser substituídos por "bobagem" e "alta tecnológicos" ou até mesmo por um termo inventado como "tecnoespecífico" ou "tecnoevoluído", somente pra quando os personagens estão falando. E olha que eu sou professor de inglês, eu entendo tudo, mas acho que isso decai o nível da narração para uma linguagem informal, o que pode ser um pouco prejudicial.
Isso valeu também para o nome da casta, os grounders... Tenho certeza que você conseguiria encontrar um termo para isso em português. Essa parte não me preocupa pela narrativa e sim pelo valor na nossa língua mesmo. Aos poucos, o inglês tá tomando conta de tudo e isso tira o valor do português brasileiro, além de ser levemente excludente. Como professor, eu sei que "grounder" vem de "ground" que significa "solo", mas uma pessoa leiga leria esse nome (talvez não sabendo nem pronunciar) e não teria ideia de onde ele veio, apenas saberia o que são pela descrição da história.
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Eu gosto DEMAIS do seu estilo de narrativa que deixa a gente se familiarizar com o mundo muito naturalmente. Tudo porque você narra como se as pessoas já soubessem exatamente o que estão lendo, isso força a gente a memorizar os pequenos detalhes até compreender do que se passa.
Porém, isso pode ser um pouco perigoso já que você usa uma terminologia avançada para se referir ao seu mundo novo. Algumas palavras como Vox, Prana, etc, deixam a gente confuso e não são explicadas no decorrer, como se é esperado. Eu cheguei a entender que Vox talvez fosse um tipo de sede, mas não sei se acertei.
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De volta a Ashtar, ela é uma personagem bastante complexa e gosto disso. Me sinto cada vez mais ansioso para desvendar quem é essa aventureira. Já percebi também que ela é um tanto quanto rebelde, em busca de uma nova causa para viver.
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Eu estou vendo que você tem muita atenção em descrever o espaço em que se encontra, porém, tem que lembrar de falar que o personagem está lá. Teve um parágrafo em que eu achei que ela estava olhando pro Kirtya do quarto e do nada ela pulou pra dentro dele, eu fiquei ????? Deu pra entender depois, mas gera uma leve confusão.
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Busca por essa parte, porque pra mim ela não fez sentido:
"a estava escura o suficiente para que a mulher a enxergasse sem lentes especiais"
Quer dizer? Tá escuro, mas tá enxergando? Quê?
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Uma repetição que percebi que está acontecendo muito é esse estilo de "tá na merda, mas tá sentindo algo vindo, então fica". Não sei se é a intenção deixar sempre assim.
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Agora, tomando meu tempo para comentar sobre o enredo, CARAI TIO, eu tô muito feliz de ter dado uma chance a esse projeto de ficção. Você criou um universo distópico muito bom, com avanços tecnológicos sensacionais para coisas que a gente nunca imaginaria que alguém ia querer (como parar de chorar, por exemplo).
Os momentos de tensão são sensacionais. A aproximação do Amon me deixou até um pouco enojado e tão nervoso quanto ela, mas tudo aconteceu tão rápido que eu fui deixado com a tensão do momento e a vontade de saber mais.
E por fim, o encontro com essa mulher misteriosa foi mais tenso ainda. Eu fiquei esperando o tempo todo pelo que aconteceria, você tem o dom de prender o leitor, então, jamais desista desse projeto, porque eu vou estar aqui pra ver até onde a Ashtar vai chegar.
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Um grande beijo do Doutor e até o próximo!



O que mais gostei: O encontro com o Amon e a tensão, apesar a simplicado do momento. Foi algo singular.
O que acho que pode melhorar: Tá tudo no review a baixo.
Aarvyk
Aarvyk Autor

Wow. Você fez um comentário que valeu por todos que eu fiz para você. Eu estou deveras contente e não tenho palavras para expressar isso!

Esse é o primeiro comentário que recebo em anos, já que eu tinha desistido de escrever. Ashtar está guardado na gaveta há muito tempo.

Enfim, sobre a questão das vírgulas e pontos, eu vou ficar mais de olho nisso. Como eu nunca estudei muito português, me atenho mais ao que eu sinto que deve ser colocado, sou muito intuitiva. Gostei DEMAIS da dica que você me deu. As únicas pessoas que leram Ashtar até então foram só nós dois. No caso, não tenho uma beta, porque eu mesma faço parte da Liga dos Betas, então acabo sendo mais crítica e lendo a história dos outros, do que a minha.

Aprecio muito o fato de você ser professor de inglês! Eu adoro linguagens. E a ideia era construir uma ambientação em que o mundo girasse em torno de programação, alta tecnologia e baixa qualidade de vida. Esse é o princípio do cyberpunk, e se você gostou da ideia de Ashtar, talvez conheça o clássico livro Neuromancer do William Gibson. Ele mesmo faz esse tipo de situação com o leitor dele, envolve o texto com linguagem de programação (pasme! tudo de computador é com inglês, é padrão desde o cheiroso gay e pai da computaria Alain Turing existir). O Gibson me deixava muito confusa também quando eu lia as páginas de Neuromancer, e inclusive muitas ideias de Ashtar vieram do mundo que ele previu para o nosso futuro. No entanto, como você averigou estar meio incomodado com esse uso excessivo de palavras em inglês, vou pensar em uma outra alternativa para isso. Inclusive, Neuromancer faz parte de uma trilogia chamada "Trilogia do Sprawl". Eu confesso que li, entendi a ideia, mas não sei te explicar o que é um fucking Sprawl. Aliás, sobre o Vox Experimental, é um programa em que você recria lugares e faz testes probabilísticos. Por isso, a Ashtar uma hora fala que só tinha visto aquele ambiente da área pobre de Java no Vox. Sinto muito. Os termos são complexos mesmo, acho que vou tentar fazer notas no capítulo para ajudar também. Se tiver mais alguma ideia ou outra questão, eu estou super aberta a trocarmos MP, email, facebook e seja lá o que for, tanto para falarmos da minha história, quanto da sua.

Quando você comentou sobre esquecer que o personagem estava ali no ambiente, só consegui pensar em uma coisa: maldito Tolkien. Eu me baseio muito nele, e várias vezes lendo as descrições das florestas da Terra Média eu esquecia se o Frodo estava ali ou se era o Aragorn. Acho que estou me tornando o meu pior inimigo, a descrição exagerada do Tolkien.

Sobre a parte que você botou ali, foi erro meu mesmo. Editei isso ontem e não reli. PERDONNNNNN

E outra coisa, esse "tá na merda, mas ta sentindo algo vindo" é algo característico da Ashtar. Talvez já tenha ficado claro que se trata de uma adolescente (inclusive nossos personagens tem as mesmas idades uhull) muito, mas muito sensitiva com as coisas ao redor dela, sejam pessoas, imagens, qualquer coisa. E ao mesmo tempo, ela consegue ser super racional e lógica. São detalhes que serão vistos mais para frente conforme o enredo for direcionado. Caso já tenha assistido o clássico cyberpunk Akira, um anime bem antiguinho, vai entender o que eu estou dizendo. Não sei se você notou, porém, teve uma hora que na narração foi dito que a Ashtar era uma pessoa que não conseguia fazer upload do próprio cérebro, sendo que todo kaya da família dela consegue, e é isso que os torna imortais, entende? Nossa personagem principal possue uma consciência complexa e sem controle, com uma intuição fortíssima e um lado intelectual aflorado, além do fato de que se morrer, será definitivo. Obvio que nada de bom pode vir disso.

Pela milésima vez e ainda sendo sincera, estou muitissimo feliz com o teu comentário. Fico honrada em saber que irá me acompanhar nessa jornada de escrita. Por favor, não se sinta forçado a nada, se for chato, me fala kkkkk. Fiquei também com uma imensa felicidade em saber que possuo essa capacidade de prender a atenção dos leitores, eu estava muito preocupada em escrever algo desse genêro sci-fi e não ser bem sucedida nesse ponto. Para um capítulo de quase 4k de palavras, receber um elogio assim é tao empolgante quanto ver o Keanu Reeves em Cyberpunk 2077.

Espero postar o próximo capítulo daqui poucas semanas. E também aprecio se você fizer o mesmo com sua história :)

Até.

Aarvyk

Lukkas

Caramba, que capítulo, que escrita.

Vimos pouco e ao mesmo tempo vimos muito. Você estabeleceu um pouco da hierarquia, cultura desse mundo. Trouxe alguns mistérios.

Estou curioso para aprender mais sobre a Ashtar e os personagens que rodeiam ela, além do que houve com a Terra nesses anos e anos que se passaram e como a sociedade atual se formou.

Um ótimo primeiro capítulo. Quero ver o que vem a seguir.

Até mais.

Aarvyk
Aarvyk Autor

Olá, Lukkas.

Estou muitíssimo empolgada para escrever os próximos capítulos com a melhor qualidade que eu puder, até mesmo depois de eu receber reviews que me ajudaram muito, sendo seu comentário um deles :)

Fico honrada em receber esses elogios sobre minha escrita. Em breve você vai descobrir mais sobre esse mundo cyberpunk, e espero sanar suas curiosidades sobre o planeta Terra e a Ashtar. Ela é bem complexa, já vou avisando, viu?

Já que você se interessou tanto assim, indico que leia Neuromancer (isso se já não tiver lido). É o livro que me fez ter inspiração para mil e uma histórias diferentes, mas Ashtar foi o único projeto que tive coragem de escrever, e também o que me parecia mais promissor.

Enfim, sem mais delongas, você tem os meus sinceros agradecimentos. Espero que não se importe caso eu leve alguns dias para publicar o próximo capítulo.

Com todo carinho e gratidão,

Até breve.

Aarvyk

N

Perfeito



O que mais gostei: A coerência dele cada palavra me prendeu
O que acho que pode melhorar: Nada
Aarvyk
Aarvyk Autor

Oi, meu bem. E aí?

Adorei te conhecer ♥

Fico muito feliz e agradeço de coração pelo comentário.

Um abraço bem quentinho para você,

Aarvyk

M
Mambo Hokage L F Anglo Angola

Achei interessante o uso de vocábulos em outros idiomas, bem como de relativos a tecnologia.

A divisão em castas pareceu-me boa também, dando um algo a mais no texto, como difierencial. O fato de a história, ao menos no início, parecer- estar ambientada em um ambiente 'asiático' corrobora bastante com a presença de castas e também dos vocábulos estrangeiros, e , sob certa forma mas em menor nível, também com a presença de tecnologia em diversos aspectos retratados ao longo da narrativa.

Aarvyk
Aarvyk Autor

Olá, meu caro Hokage.

Parece que você é muito veloz em suas leituras e muito intelectual também. Fico até abismada em saber que notou tantos detalhes da minha história, alguns que eu havia apenas deixado subentendidos, como a questão do Sudeste Asiático e as castas. Precisei escolher um cenário em que fazesse sentido escrever a história de Ashtar e que ao mesmo tempo fosse interessante, então nada melhor que os Tigres Asiáticos e a influência da divisão de castas do Hinduísmo, concorda?

Sobre a questão do uso de vocabulário estrangeiro, isso é um assunto meio polêmico. A premissa desse mecanismo veio de Neuromancer, um livro confuso aos olhos de muitos. Porém, como eu gostei da estética cyberpunk que essa linguagem passa, resolvi aderir. Já recebi críticas contra. Mas saber que você achou isso algo positivo é bem reconfortante.

Agradeço a leitura. Espero que tenha gostado, e saiba que estou aberta a críticas e comentários negativos também. Por se tratar de um projeto de história muito querido por mim, eu quero que tudo saia perfeito.

:)

Até,

Aarvyk