Nem sei dizer o quão feliz estou por esse final. Que bom que Neil se tratou e assim pôde ter uma vida saudável com todos.
É maravilhoso imaginar que no fim deu tudo certo. Fazia anos desde que eu havia gostado tanto assim de uma história aqui no nyah. Fiquei até triste por ler uma história tão boa com apenas 9 capítulos, mas cada coisa se encaixou perfeitamente sem falta ou excesso.
Espero que possas produzir outras histórias tão boas quanto essa!
Primeiramente, muito obrigada por está história. Agradeço por escrevê-la e compartilhar junto com ela um pouquinho de vc. Eu amei ter conhecido o Neil e todos os seus amigos. Gostei demais das analogias, metáforas e comparações que colocou nos caps. Ajudam muito na HR de tentar entender o que se passa com o personagem. Fiquei feliz pelo Neil ter finalmente encontrado uma família, um ponto de apoio. E sobre a quarentena, eu estou bem. E vc? No começo foi difícil pra mim. Agora tô utilizado melhor meus dias. Usando pra auto conhecimento e reflexões. Aprendendo um pouco a cada dia. E sim, tenho interesse em novas estórias. Acho que é isso.
Vou deixar de alerta que o conteúdo pode ter um pouco de gatilho, por favor, não entenda os meus sentimentos que discorrer aqui como uma critica porque não são, na realidade, se conseguiu me atingir de tal forma é uma prova da sua qualidade e talento
Estou escrevendo esse capítulo um dias após lê-lo, devorei sua história em dois dias. Inclusive, estou ouvindo a mesma trilha sonora que ouvi enquanto lia os três últimos capítulos, e os mais importantes para mim, para poder resgatar todos os sentimentos, pelo menos reflexos deles, enquanto lia pela primeira vez. Faço isso porque sou uma pessoa extremamente sonora, no sentido de leitura e escrita, e percebi que você também. Já peço desculpas por não ter ouvido as músicas sugeridas, sou um pouco cabeça dura com o meu repertório de leitura.
(Estou ouvindo A Seat at Table (album) - Solange)
Encontrei sua história na busca, eu queria ler algo porque estava um pouco cansado de editar a minha e é sempre um estimulo a voltar a escrita, ler uma outra, quando bem escrita, o que é esse caso. Ao te encontrar, não me apeguei muito aos detalhes de possíveis gatilhos, achei só seria algo no estilo historias de romance adolescente com cara babaca que encontra a pessoa que o muda. De certa forma, se quisesse resumir poderia ser, não leve como demérito porque não é.
Vamos para parte mais fácil que é até antes dos últimos três capítulos, sua escrita é muito boa, muito mesmo. Não digo que é isenta de erros, tem alguns por descuido de revisão, mas te elogio no ritmo que toma e em sua narrativa. Neil é detestável e intragável, consigo entende-lo depois, porém, falo da minha primeira impressão. O que ele é nesse começo é basicamente o meu maior medo em me relacionar com pessoas, usar da minha vulnerabilidade contra mim. Eu provavelmente faria o que o Micky fez, porque eu sou vingativo, não me orgulho disso.
Se eu fosse me ver em algum personagem, provavelmente seria no Peter. Temos a preocupação e amor silencioso, mascarado de indiferença como semelhança, apesar de eu ter intervido na vida de Neil e nos seu hábitos tóxicos muito antes e mais incisivamente.
Eu vou confessar que quando comecei a ler o capítulo da overdose de Neil, o seu passo a passo até chegar nela, eu fiquei desesperado. Eu parei pelo menos uma dúzia de vezes, antes de terminar, o pior trecho foi ele tendo consciência do "programa" que ele fazia. Não sou diagnosticado, saúde mental é tratada como piada no nosso país, mas eu me autodiagnostiquei com ansiedade, no mínimo. Tive uma crise, não é mérito apenas seu (isso é uma piada), já estou com a cabeça ruim a muito tempo. Mas olha, você me quebrou de uma forma tão grande...
Não tenho histórico diretamente relacionado com os problemas que Neil tem, mas compartilho do mesmo ódio autodestrutivo contra si. O lugar de ódio que ele tinha por si e não saber o que é amor. Prático todo dia o exercício do amor próprio, tento me desviciar do ódio.
Eu não iria comentar, não estava com vontade, porém senti que muito do sentimento que tinha preso precisava ser compartilhado com o autor.
Bom, último paragrafo. Sua obra é linda, consigo ver o seu coração e entrega nos últimos capítulos. Espero que a escrita sirva de terapia como é para mim, fiquei calmo com a coisa de cima quando escrevi uma carta. Vou tentar te elogiar mais agora, para amenizar o que vomitei de sentimentos acima. É muito incrível, muito incrível mesmo o que você escreveu. É tão genuína as reações, eu preso por essa verdade dependendo do universo que o autor me apresenta. Não me arrependo de ter lido, mesmo que tenha me sentido mal. Acho válido da mesma intensidade, porque causou sentimento e me atingiu de alguma forma. (só não acho que releria, prática de amor próprio). Em circunstâncias mais felizes, para mim, eu teria sido um leitor mais amoroso ( te juro)
Aí, eu li seu comentário inteiro e meu coração ficou até quentinho, juro❤️
Acho que a maior parte de mim escrevendo My Own Private Waters foi querer passar experiências reais. De certa forma, como você disse, é a história de um cara babaca que conhece alguém que o muda — a diferença é que no nosso mundo real, não é bem assim que as coisas funcionam;ninguém pode mudar o outro magicamente da noite pro dia e simplesmente concertar o que foi quebrado. Especialmente se for uma pessoa — falo isso como psicológa em treinamento e como pessoa traumatizada e com problemas psicológicos.
A realidade nem sempre é bonita, nem sempre tudo é perfeito, e as vezes as coisas negativas da vida nos transformam sem mesmo que possamos perceber. É o que aconteceu com o Neil, tudo o que ele internalizou o fez se tornar uma pessoa horrível até conhecer o Mike, que foi o incentivo para que ele talvez tivesse que começar a lidar com os traumas de frente.
Confesso, My Own Private Waters é cheia de gatilho porque vários momentos descritos foram coisas que ou eu vivi ou pessoas próximas a mim viveram. E não tem problema ler só uma vez, até porque a história do Mike e do Neil não é nem um pouco leve e acredito eu que é daquele tipo que só uma lida é suficiente para se impactar e ler uma segunda vez, a pessoa já tem que estar preparada para o que vai encontrar. Mesmo assim, minhas desculpas aqui por ter feito você passar mal de ansiedade É horrivel, I feel you.
Mas escrever histórias é como uma carta pra mim; colocar mensagens através dos meus personagens faz eu me sentir mais leve e é muito bom ser ouvida quando vejo que tem pessoas lendo. Prometo que minha próxima fic Pure Heroine, não vai ter tantos gatilhos como MOPW até porque fica cansativo para mim mesma como autora(tive que fazer várias pausas e várias sessões de choro enquanto escrevia MOPW) e hey eu também preciso de um pouquinho de fofura e amor pros meus personagens hahaha
Enfim, muitíssimo obrigada pelo comentário. De verdade, obrigado por ouvir a histórias que eu tinha pra contar em My Own Private Waters. Talvez a gente se esbarre por aí, então até lá um abraço
Nem sei dizer o quão feliz estou por esse final. Que bom que Neil se tratou e assim pôde ter uma vida saudável com todos.
É maravilhoso imaginar que no fim deu tudo certo. Fazia anos desde que eu havia gostado tanto assim de uma história aqui no nyah. Fiquei até triste por ler uma história tão boa com apenas 9 capítulos, mas cada coisa se encaixou perfeitamente sem falta ou excesso.
Espero que possas produzir outras histórias tão boas quanto essa!
Primeiramente, muito obrigada por está história. Agradeço por escrevê-la e compartilhar junto com ela um pouquinho de vc. Eu amei ter conhecido o Neil e todos os seus amigos. Gostei demais das analogias, metáforas e comparações que colocou nos caps. Ajudam muito na HR de tentar entender o que se passa com o personagem. Fiquei feliz pelo Neil ter finalmente encontrado uma família, um ponto de apoio. E sobre a quarentena, eu estou bem. E vc? No começo foi difícil pra mim. Agora tô utilizado melhor meus dias. Usando pra auto conhecimento e reflexões. Aprendendo um pouco a cada dia. E sim, tenho interesse em novas estórias. Acho que é isso.
Bjs até
Bom, acho que será um longo comentário...
Vou deixar de alerta que o conteúdo pode ter um pouco de gatilho, por favor, não entenda os meus sentimentos que discorrer aqui como uma critica porque não são, na realidade, se conseguiu me atingir de tal forma é uma prova da sua qualidade e talento
Estou escrevendo esse capítulo um dias após lê-lo, devorei sua história em dois dias. Inclusive, estou ouvindo a mesma trilha sonora que ouvi enquanto lia os três últimos capítulos, e os mais importantes para mim, para poder resgatar todos os sentimentos, pelo menos reflexos deles, enquanto lia pela primeira vez. Faço isso porque sou uma pessoa extremamente sonora, no sentido de leitura e escrita, e percebi que você também. Já peço desculpas por não ter ouvido as músicas sugeridas, sou um pouco cabeça dura com o meu repertório de leitura.
(Estou ouvindo A Seat at Table (album) - Solange)
Encontrei sua história na busca, eu queria ler algo porque estava um pouco cansado de editar a minha e é sempre um estimulo a voltar a escrita, ler uma outra, quando bem escrita, o que é esse caso. Ao te encontrar, não me apeguei muito aos detalhes de possíveis gatilhos, achei só seria algo no estilo historias de romance adolescente com cara babaca que encontra a pessoa que o muda. De certa forma, se quisesse resumir poderia ser, não leve como demérito porque não é.
Vamos para parte mais fácil que é até antes dos últimos três capítulos, sua escrita é muito boa, muito mesmo. Não digo que é isenta de erros, tem alguns por descuido de revisão, mas te elogio no ritmo que toma e em sua narrativa. Neil é detestável e intragável, consigo entende-lo depois, porém, falo da minha primeira impressão. O que ele é nesse começo é basicamente o meu maior medo em me relacionar com pessoas, usar da minha vulnerabilidade contra mim. Eu provavelmente faria o que o Micky fez, porque eu sou vingativo, não me orgulho disso.
Se eu fosse me ver em algum personagem, provavelmente seria no Peter. Temos a preocupação e amor silencioso, mascarado de indiferença como semelhança, apesar de eu ter intervido na vida de Neil e nos seu hábitos tóxicos muito antes e mais incisivamente.
Eu vou confessar que quando comecei a ler o capítulo da overdose de Neil, o seu passo a passo até chegar nela, eu fiquei desesperado. Eu parei pelo menos uma dúzia de vezes, antes de terminar, o pior trecho foi ele tendo consciência do "programa" que ele fazia. Não sou diagnosticado, saúde mental é tratada como piada no nosso país, mas eu me autodiagnostiquei com ansiedade, no mínimo. Tive uma crise, não é mérito apenas seu (isso é uma piada), já estou com a cabeça ruim a muito tempo. Mas olha, você me quebrou de uma forma tão grande...
Não tenho histórico diretamente relacionado com os problemas que Neil tem, mas compartilho do mesmo ódio autodestrutivo contra si. O lugar de ódio que ele tinha por si e não saber o que é amor. Prático todo dia o exercício do amor próprio, tento me desviciar do ódio.
Eu não iria comentar, não estava com vontade, porém senti que muito do sentimento que tinha preso precisava ser compartilhado com o autor.
Bom, último paragrafo. Sua obra é linda, consigo ver o seu coração e entrega nos últimos capítulos. Espero que a escrita sirva de terapia como é para mim, fiquei calmo com a coisa de cima quando escrevi uma carta. Vou tentar te elogiar mais agora, para amenizar o que vomitei de sentimentos acima. É muito incrível, muito incrível mesmo o que você escreveu. É tão genuína as reações, eu preso por essa verdade dependendo do universo que o autor me apresenta. Não me arrependo de ter lido, mesmo que tenha me sentido mal. Acho válido da mesma intensidade, porque causou sentimento e me atingiu de alguma forma. (só não acho que releria, prática de amor próprio). Em circunstâncias mais felizes, para mim, eu teria sido um leitor mais amoroso ( te juro)
♥
Aí, eu li seu comentário inteiro e meu coração ficou até quentinho, juro❤️
Acho que a maior parte de mim escrevendo My Own Private Waters foi querer passar experiências reais. De certa forma, como você disse, é a história de um cara babaca que conhece alguém que o muda — a diferença é que no nosso mundo real, não é bem assim que as coisas funcionam;ninguém pode mudar o outro magicamente da noite pro dia e simplesmente concertar o que foi quebrado. Especialmente se for uma pessoa — falo isso como psicológa em treinamento e como pessoa traumatizada e com problemas psicológicos.
A realidade nem sempre é bonita, nem sempre tudo é perfeito, e as vezes as coisas negativas da vida nos transformam sem mesmo que possamos perceber. É o que aconteceu com o Neil, tudo o que ele internalizou o fez se tornar uma pessoa horrível até conhecer o Mike, que foi o incentivo para que ele talvez tivesse que começar a lidar com os traumas de frente.
Confesso, My Own Private Waters é cheia de gatilho porque vários momentos descritos foram coisas que ou eu vivi ou pessoas próximas a mim viveram. E não tem problema ler só uma vez, até porque a história do Mike e do Neil não é nem um pouco leve e acredito eu que é daquele tipo que só uma lida é suficiente para se impactar e ler uma segunda vez, a pessoa já tem que estar preparada para o que vai encontrar. Mesmo assim, minhas desculpas aqui por ter feito você passar mal de ansiedade É horrivel, I feel you.
Mas escrever histórias é como uma carta pra mim; colocar mensagens através dos meus personagens faz eu me sentir mais leve e é muito bom ser ouvida quando vejo que tem pessoas lendo. Prometo que minha próxima fic Pure Heroine, não vai ter tantos gatilhos como MOPW até porque fica cansativo para mim mesma como autora(tive que fazer várias pausas e várias sessões de choro enquanto escrevia MOPW) e hey eu também preciso de um pouquinho de fofura e amor pros meus personagens hahaha
Enfim, muitíssimo obrigada pelo comentário. De verdade, obrigado por ouvir a histórias que eu tinha pra contar em My Own Private Waters. Talvez a gente se esbarre por aí, então até lá um abraço