Que bonito esse recorte da vida amorosa de duas (quatro?) pessoas, ainda mais baseado nessa música tão nostálgica de Bidê ou Balde (meu Deus, tô velha demais). Poderia ser a história de qualquer pessoa e isso me conectou com força ao texto...que por si só é um acerto, cirúrgico e bem escrito. Os personagens e os relacionamentos são muito reais aqui.
Esse silêncio na linha telefônica e a relutância em desligar foram geniais. É simplesmente tudo que às vezes queremos dizer diante de algo irrecuperável, porque as pessoas envolvidas e as circunstância mudam o tempo inteiro (mesmo dentro de um relacionamento duradouro!). E nós não desligamos o telefone, porque, apesar de tudo, volta e meia nos debruçamos de modo quase masoquista sobre as experiências passadas, ressignificando, reciclando, redescobrindo-as por outros ângulos. Afinal, o que fazemos é atualizar e reincorporar o passado ao cerne das versões novas de nós mesmos.
Mas, como a própria música diz, "é sempre amor, mesmo que acabe". E é muito difícil assumir e aceitar isso com serenidade.
Olá!
Que bonito esse recorte da vida amorosa de duas (quatro?) pessoas, ainda mais baseado nessa música tão nostálgica de Bidê ou Balde (meu Deus, tô velha demais). Poderia ser a história de qualquer pessoa e isso me conectou com força ao texto...que por si só é um acerto, cirúrgico e bem escrito. Os personagens e os relacionamentos são muito reais aqui.
Esse silêncio na linha telefônica e a relutância em desligar foram geniais. É simplesmente tudo que às vezes queremos dizer diante de algo irrecuperável, porque as pessoas envolvidas e as circunstância mudam o tempo inteiro (mesmo dentro de um relacionamento duradouro!). E nós não desligamos o telefone, porque, apesar de tudo, volta e meia nos debruçamos de modo quase masoquista sobre as experiências passadas, ressignificando, reciclando, redescobrindo-as por outros ângulos. Afinal, o que fazemos é atualizar e reincorporar o passado ao cerne das versões novas de nós mesmos.
Mas, como a própria música diz, "é sempre amor, mesmo que acabe". E é muito difícil assumir e aceitar isso com serenidade.
Parabéns!