Comentários em “Pokémon - Laço Eterno”: “Elos”

K

Ficou totalmente confuso, sem sentido e etc...

Personagens que estão ali tendo interação com os outros e de repente alguém tem que sair para procurá-lo, personagens agindo com personalidades que nunca mostraram só para criar brigas ainda mais sem sentido, um amontado de ideias sendo jogadas e ficando aquela sensação de que nada é importante nem mesmo o que os personagens ralaram para conseguir. É quase como os primeiros episódios da primeira fic desta (até então trilogia).

O ponto que fiquei curioso é que de certa forma entendo a proposta que havia no episódio (eu acho). Talvez através das respostas aos meus comentários ou outras coisas... Tipo parece-me que a ideia é explorar ainda mais o racha entre Gary e Caly aumentando abrindo caminho para Caly e Cinthya e ao mesmo tempo mostrando que elas se entendem. Para isso o plano de fundo aplicado que poderia ser qualquer outra coisa. Não seria uma proposta nada ruim, apenas ficou confuso.

Talvez a melhor parte mais interessante, ainda que não tão bem clara, é que Calysta foi discípula de Lance. Expande um pouco a história dela dos mais de 7 anos que ficou fora, dando a visão de que é um passado muito interessante de ser explorado. Arriscaria dizer até que até mostra a fraqueza da menina que muito se nota na fic, mas pouco se explora (ou as vezes até tenta se camuflar). Caly não é uma treinadora de elite ou mesmo de alto nível. Pela fic anterior ela realizou batalhas e conseguia vencer com dificuldade mesmo adversários como Equipe Rocket. Confrontando Cinthya ela parecia se sair bem em ações pouco relevantes da Cinthya (leia que a campeã parecia ter muito mais a dar). Ela já não se interessava por batalhas ( a não ser para confusão) e sim pela Performances (migrou de área, não tentou permanecer nas duas). Ou seja, pela fic, mostrava sempre que a nossa protagonista, ainda que muito gritasse o espirito do irmão (como espirito familiar) não demonstrava grandes pretenções atuais com as batalhas... Mas, não é a fraqueza dela não querer muito as batalhas, e sim que não consegue avançar muito a partir de um ponto com aquilo.

Resumirei para não me alongar e te apurrinhar com minha visão. Quando colocamos a protagonista que teve dificuldades em batalhas, mas ganhou a coroa de Kalos com performances, tendo sido discípula de um grande Mestre Pokémon da atualidade, a fanfic parece nos dizer (ou ao menos abrir a janela para vermos) que Caly pode se virar nas batalhas, mas não tem o que precisa para competir em alto nível como seu irmão e os amigos campeões. E chama isso de fraqueza? SIM! E chamo de fraqueza porque é o ponto mais interessante que temos dela revelado recentemente que a faz mais HUMANA! Ela faz de tudo, mesmo se dando ela fica como se fosse a que saiu por cima. Tem amizade com um pokémon lendário e já desenvolveu-se com ela muito mais que todos os outros, Ganha a coroa de Kalos, quer peitar campões de liga, e etc etc? Isso é bom, mas sem um desenvolvimento que mostre mais profundamente essas coisas soa como se ela fosse SUPER e tudo que sempre daria certo no final colocando que suas desvantangens, seus defeitos, são apenas para ela ter e não que realmente atrapalham-na. Mas, quando colocamos que ela não consegue batalhar realmente em alto nível (porque deveria poder já que foi treinada) um elemento novo surge e fala... Ela é arrogante e paviu curto, se achando e tentando encarar campeões de Liga, mas não consegue porque ela não tem nível para isso (podendo ter rumado para as performances não só pela paixão e habilidade para com a coisa, mas também porque não consegue evoluir da onde chegou com seu nível de batalhas). Isso faz com que toda a petulância que tem para com os campeões passe a ser uma ponta de inveja e admiração. Isso faz com que ela sair correndo do seu momento de glória com a coroa para uma liga venha a ser mais do que pelo irmão, mas porque ela também tem aquela ânsia de ver o alto nível que ela não consegue alcançar. Vai mais... Mostra que apesar da centralização em cima dela, os personagens que flutuam para que ela possa interagir tenha sua importância, porque Ash e os demais fazem o que ela não consegue.

Vai muito mais além porque agora o casal improvável tem um elo ... Gary também chegou a um ponto em que ele viu que não tinha o que era preciso para competir em alto nível e descobriu nas pesquisas uma paixão em que ele poderia ir muito além (e ainda batalhar quando quisesse se divertir ou fosse preciso). Praticamente a mesma coisa que Calysta fez. Algo que só os dois entenderiam e que nenhum outro personagem que foi mostrado na fic (seguindo o rumo normal de cada personagem) chegou a fazer. Ou seja, se pegamos essa visão... O casal se reconhece esse fato um no outro e isso justifica o interesse mutuo, um entende pelo que o outro passou para chegar ali.

Dei uma viajada, né? huahua Mas, é só para você ver como a ideia é interessante e fenomenal, ela da uma amarrada muito legal a vida de Caly, dando-lhe algo em que ela é fraca e desencadeia o motivo de muitas coisas. Claro... agora tenho que dizer que isso é a visão do fã... huahuaha a explicação real está com a autora. Mas, esse pincelada que deu dela ter tido um mentor que ainda é um dos maiores mestres pokémon, faz muito sentido e joga uma luz e ao mesmo tempo uma pergunta ao passado dela.

Boa sorte com a fic!

Benihime
Benihime Autor

Sim, outro caso de eu não saber direito o que estava fazendo. Especialmente porque esse capítulo não foi escrito somente por mim. Eu e meu primo escrevemos juntos algum tempo atrás, meio como piada, e tentei ao máximo deixar como estava. Na verdade, foi esse capítulo que deu início à fic, por mais estranho que pareça.

Sim, parte da ideia era dar aquela distância entre Caly e Gary, afastar ainda mais os dois, e ao mesmo tempo dando uma dica de algo que acontece mais tarde na fic (quando chegar ao cap 31, você vai entender).

Só para esclarecer, uma coisa que ainda não explorei, mas com certeza vai ser usado na terceira temporada: Calista é mais forte do que parece. Há um motivo para ela ter perdido o interesse nas batalhas, e é o mesmo motivo que a levou a seguir caminho sozinha. Ela tem um nível de batalha muito mais alto do que o que demonstra, mas falta confiança. Essa sim foi a verdadeira fraqueza que tentei explorar. E sim, tem também o fato de isso ser um elo entre Calista e Gary. Os dois desistiram, de certa forma, das batalhas para seguir caminhos distintos, mas nenhum deles consegue ficar longe inteiramente, por orgulho e pela competitividade que os dois tem em comum.

Sei que a parte sobre a pegadinha com Diantha ficou meio estranha, mas a ideia era começar a explorar, de certa forma, um jogo de poder entre os campeões. Sim, ficou muito mal explorado. Mas é como já falamos, sempre há espaço para melhorar, e definitivamente vou voltar a trabalhar com isso no futuro.