Comentários em “Encontro”: “Encontro”

Yokichan

Menino, como você não me falou que tinha escrito um poema? Danads você. Mas gostei da surpresa de abrir o Nyah! hoje e encontrar algo assim. É ótimo se aventurar em coisas novas, outros tipos de texto, experimentar outros modos de contar uma história (algo que tu faz muito bem, seja escrevendo ou falando, HAHAHAHAHA). E nessa experimentação poética tu se saiu muito bem em despertar reflexões e sentimentos na mente do leitor.

Na minha interpretação, vejo nesse poema a grande angústia do nosso século. As coisas não se conectam mais, apesar de toda a rede de links em que vivemos, os lugares sociais não são mais lugares fixos. Tudo oscila e se desloca numa velocidade muitas vezes atordoante. Surgem dúvidas sobre o que seja o homem e o que ele deve fazer nesse mundo. Os caminhos, que antes eram poucos e bem delimitados, agora são muitos e incertos. A ansiedade é o grande sintoma disso tudo.

Vendo assim, parece um cenário perturbador. Mas há também algo de muito positivo nesses deslocamentos, que é a possibilidade de abertura do mundo e do ser humano pra novos horizontes, a possibilidade de ver além. Não somos apenas um, somos muitos e somos complexos. Somos ambíguos e contraditórios. Somos caos também. Somos aquele diante de uma ponte que não é capaz de atravessar. Acho que quando tu percebe isso tu fica mais próximo desse "encontro" consigo mesmo.

Gostei muito de pensar sobre tudo isso e de ler teu poema nessa manhã. Espero que a experiência de escrevê-lo tenha sido enriquecedora pra ti, e que continue contando histórias pra gente, HAHAHAHA.

Até mais!

Júlio Oliveira

Ah, eu não sabia que você gostava desse tipo de texto. Além disso, eu nunca pratiquei, então não pensava que pudesse sair algo que agradasse tanto HAHAHAHA. Tava mais na vontade de botar pra fora, sabe? Talvez isso tenha ajudado a fazer a coisa ser do jeito que foi. Que bom, né? HAHAHA. E bem, você sabe como eu gosto de experimentar coisas novas. Você já me conhece bem demais pra saber que eu amo contar histórias das mais diversas formas. Aqui está só mais uma delas HAHAHAHA. De toda forma, fico imensamente feliz em ver você comentando aqui, e mais ainda por você ter sido tocada de alguma forma ♥

Eu concordo com sua interpretação. A gente vive numa velocidade tão louca. Tudo é "produtividade", "alta performance", etc. Sério, tem horas que eu não aguento (e você sabe bem disso pelo tanto que conversamos). Não que essas coisas (produtividade e afins) sejam ruins. Eu não penso isso. Mas acredito que a diferença entre o remédio e o veneno está na dose. E agora você tem TANTO disso tudo. É de sufocar qualquer um. Some isso a liquidez das relações (em todos os sentidos) e pronto. Você tem um mundo instável, cheio de opções loucas que mudam a toda hora. É rápido demais pra mim HAHAHAHA.

Mas, como você bem disse, há uma perspectiva positiva nesse contexto. Novos caminhos, novos horizontes. Pode ser difícil de enxergar com tanta coisa brilhando e chamando a atenção de todos os lados, mas dá pra buscar algo que preste sim. E, como você bem disse, acho que reconhecer as coisas como elas são também é um caminho pra se conhecer melhor. Tentar largar algumas lentes do mundo e ter um pouco mais de honestidade. Aquilo que conversamos sobre ser verdadeiro, tentar não ficar dissonante entre quem você e o que você diz. Acredito que ajuda, de verdade.

Olha, saber que uma pessoa leu e pensou (em qualquer coisa que seja), já é um prêmio enorme pra mim. E sim, escrevê-lo foi um exercício interessantíssimo. Fiz esse poema em um dia meio chato, mas consegui extrair muita coisa boa e, no fim, é isso que importa.

Pode deixar que vou contar histórias de todas as formas possíveis sempre ♥

Até!