É bem real. Tão real que dá arrepio na espinha. Tão real que parece que a gente tá lá.
Os nomes são difíceis e eu ainda não consigo escrever sem passar vergonha. Mas os gêmeos... Parece que a dor da mãe deles é real e eles nunca mais vão se ver. E o gêmeo dos livros não vai sair de casa nunca. Porque é fácil acreditar neles.
E o piloto... Me deu asco, ranço e tudo mais. O que quer dizer que você fez um bom trabalho. Afinal, ele não nasceu pra ser amado.
A história é pesada. E ainda é o começo. Não sei dizer se tô ansiosa pra ver o que vai acontecer, ou com vontade de colocar esse povo todo debaixo da asa e guardar pra sempre. Mas que pega a atenção, pega.
Essa realidade talvez seja porque 1 é uma história com fatos históricos e 2 porque a minha narrativa mais crua possível, sem elementos que até então eu escrevia em Salém, ou seja, sem fantasias. Portanto, muitos leitores ficam com essa impressão. Eu me baseei em pelo menos 3 filmes para fazer essa narrativa. O primeiro é Schindler's List para compor alguns fatos dentro da narrativa, o escopo do enredo se passando em Cracóvia (e sim, mais pra frente aparecem Oskar Schindler e Amon Goeth como figurantes), o segundo é o The Pianist onde me inspirei para criar a família Wilczogórski e sua odisseia durante a ocupação nazista, e o terceiro e menos conhecido filme alemão Europa Europa onde conta a vida de Salomon Perel, inspiração para o Jacob da história (claro com muitas mudanças pra não ficar uma cópia/cola).
Os nomes difíceis são justificados pelo fato deles serem alemães e polacos. O Wolfram ficou não pelos livros em si, mas pelo seu temperamento de não abdicar do seu judaísmo, apesar de ser meio judeu. Ele é mais conservador que o irmão, por isso existem cenas dele conversando com o rabino. Enfim, ele é mais voltado para a sua religião. Também gosta de livros, diferente de Jacob que prefere uma vida mais ativa.
O Grimsley é outra peça fundamental para a história. Muita coisa ainda vai rolar. Preste muita atenção a esse personagem.
Quero deixar meu agradecimento pela sua leitura. Não é fácil encarar enredos com tanta carga dramática e enormes 6k palavras cada. Você tá de parabéns.
Conhecemos Grimsley,um jovem alemão, que após se encontrar com o Führer, tem sua vida transformada, a ambição cresce dentro dele e com o tempo essa ambição se torna maldade e faz de tudo para saciar seu instinto. Como ele mesmo diz:" É prazeroso."
Jacob me lembrou um outro menino, o protagonista do livro Holocausto, Rudy Weiss, ele era judeu e morava na Alemanha. Quando a situação piorou, Rudy preferiu fugir de casa do que ficar e esperar ser levado para um campo de concentração.
A jornada de Jacob chegou ao lado soviético, com sua ótima educação, soube se comunicar com o soldado soviético, agora, ele está em uma espécie de orfanato, por mais percalços que tenha na viagem, Jacob nunca se esquece de sua família e nem eles dele. A mãe de Jacob, sofre muito com a ausência do filho e agora tem mais uma provação, um bairro só para judeus, que muitos judeus não sabiam que aquele bairro significava o inicio do fim.
Engraçado que a 2° Guerra Mundial foi tão grandiosa que muita gente se envolveu direta ou indiretamente. E muitas dessas pessoas, algumas vítimas, na maior parte judeus, possuem alguma história para contar. O Rudy Weiss é mais um de tantos que teve uma história pra contar (numa época em que muitos sequer viveram para contar história). E portanto, como existiram muitos cidadãos envolvidos durante a guerra, as histórias são das mais variadas. Onde quero chegar? Quero dizer que por mais que a gente estude, vai encontrar algo novo. Eu nunca tinha ouvido falar desse homem, sobre a sua fuga. E engraçado que é igual ao que acontece ao Jacob. Mas a verdade é que existiram muitos judeus que fugiram, deixaram tudo para trás, e essas pessoas possuem muitas coisas em comum. Porém, já vou logo avisando que a aventura de Jacob será inspirada na vida de outro judeu (no caso o Jacob é metade ariano e metade judeu) que também fugiu, deu uma sorte desgraçada e tá vivo até hoje com quase 100 anos de idade.
Bom, falei demais sobre Jacob e tal. Agora falar do antagonista dessa história. Grimsley foi inspirado no Amon Göth, ele era perpetrador nazista e apareceu na Lista de Schindler interpretado pelo ótimo Ralph Fiennes. Só que o Grim é fictício, mas a psique dele é parecida com Amon. O dito cujo também vai aparecer na fic, Oskar Schindler, mais pra frente já que estamos em Cracóvia. Ele ao se encontrar e apertar a mão de Hitler virou uma verdadeira máquina de matar. Um cão obediente do nazismo.
Sim, os guetos. Vou adorar escrever as cenas no gueto de Cracóvia.
Eu fico impressionada com a propriedade com que vc fala sobre o período do nazismo e segunda guerra. É impossível parar de ler, meu Deus! Dá pra sentir a angústia, o constante sentimento de insegurança, o alívio quando a fuga deu certo pro Jacob e até uma pontada de dor quando o companheiro morreu. É perceptível todo o sofrimento real por trás das palavras.
Aguardando o próximo capítulo dessa história fascinante e terrível.
Essa angústia, esse sentimento que a qualquer momento um personagem querido poderá morrer (como aconteceu com o Pavel) é o reflexo da minha escrita direcionada ao realismo. Quando a 2WW iniciou, nenhum judeu estava seguro. A qualquer momento eles poderiam levar uma bala na cabeça, serem presos ou exterminados nos campos de extermínio. A sensação de inseguraça era 24 horas por dias, todos os dias. E aqui quero emular essa sensação na escrita. Muito bom o seu review.
L
Laurentino o Naruto
Está bom. hhhhhhhhhhh
Parece que houve uma boa pesquisa histórica para construir este enredo
Entendo agora que a proposta é que os capítulos sejam longos, tentarei estar a me adaptar a esse estillo deaqui em diante.
É bem real. Tão real que dá arrepio na espinha. Tão real que parece que a gente tá lá.
Os nomes são difíceis e eu ainda não consigo escrever sem passar vergonha. Mas os gêmeos... Parece que a dor da mãe deles é real e eles nunca mais vão se ver. E o gêmeo dos livros não vai sair de casa nunca. Porque é fácil acreditar neles.
E o piloto... Me deu asco, ranço e tudo mais. O que quer dizer que você fez um bom trabalho. Afinal, ele não nasceu pra ser amado.
A história é pesada. E ainda é o começo. Não sei dizer se tô ansiosa pra ver o que vai acontecer, ou com vontade de colocar esse povo todo debaixo da asa e guardar pra sempre. Mas que pega a atenção, pega.
Essa realidade talvez seja porque 1 é uma história com fatos históricos e 2 porque a minha narrativa mais crua possível, sem elementos que até então eu escrevia em Salém, ou seja, sem fantasias. Portanto, muitos leitores ficam com essa impressão. Eu me baseei em pelo menos 3 filmes para fazer essa narrativa. O primeiro é Schindler's List para compor alguns fatos dentro da narrativa, o escopo do enredo se passando em Cracóvia (e sim, mais pra frente aparecem Oskar Schindler e Amon Goeth como figurantes), o segundo é o The Pianist onde me inspirei para criar a família Wilczogórski e sua odisseia durante a ocupação nazista, e o terceiro e menos conhecido filme alemão Europa Europa onde conta a vida de Salomon Perel, inspiração para o Jacob da história (claro com muitas mudanças pra não ficar uma cópia/cola).
Os nomes difíceis são justificados pelo fato deles serem alemães e polacos. O Wolfram ficou não pelos livros em si, mas pelo seu temperamento de não abdicar do seu judaísmo, apesar de ser meio judeu. Ele é mais conservador que o irmão, por isso existem cenas dele conversando com o rabino. Enfim, ele é mais voltado para a sua religião. Também gosta de livros, diferente de Jacob que prefere uma vida mais ativa.
O Grimsley é outra peça fundamental para a história. Muita coisa ainda vai rolar. Preste muita atenção a esse personagem.
Quero deixar meu agradecimento pela sua leitura. Não é fácil encarar enredos com tanta carga dramática e enormes 6k palavras cada. Você tá de parabéns.
Olá
Conhecemos Grimsley,um jovem alemão, que após se encontrar com o Führer, tem sua vida transformada, a ambição cresce dentro dele e com o tempo essa ambição se torna maldade e faz de tudo para saciar seu instinto. Como ele mesmo diz:" É prazeroso."
Jacob me lembrou um outro menino, o protagonista do livro Holocausto, Rudy Weiss, ele era judeu e morava na Alemanha. Quando a situação piorou, Rudy preferiu fugir de casa do que ficar e esperar ser levado para um campo de concentração.
A jornada de Jacob chegou ao lado soviético, com sua ótima educação, soube se comunicar com o soldado soviético, agora, ele está em uma espécie de orfanato, por mais percalços que tenha na viagem, Jacob nunca se esquece de sua família e nem eles dele. A mãe de Jacob, sofre muito com a ausência do filho e agora tem mais uma provação, um bairro só para judeus, que muitos judeus não sabiam que aquele bairro significava o inicio do fim.
Parabéns pelo capítulo!!!
Até a próxima!!!
Engraçado que a 2° Guerra Mundial foi tão grandiosa que muita gente se envolveu direta ou indiretamente. E muitas dessas pessoas, algumas vítimas, na maior parte judeus, possuem alguma história para contar. O Rudy Weiss é mais um de tantos que teve uma história pra contar (numa época em que muitos sequer viveram para contar história). E portanto, como existiram muitos cidadãos envolvidos durante a guerra, as histórias são das mais variadas. Onde quero chegar? Quero dizer que por mais que a gente estude, vai encontrar algo novo. Eu nunca tinha ouvido falar desse homem, sobre a sua fuga. E engraçado que é igual ao que acontece ao Jacob. Mas a verdade é que existiram muitos judeus que fugiram, deixaram tudo para trás, e essas pessoas possuem muitas coisas em comum. Porém, já vou logo avisando que a aventura de Jacob será inspirada na vida de outro judeu (no caso o Jacob é metade ariano e metade judeu) que também fugiu, deu uma sorte desgraçada e tá vivo até hoje com quase 100 anos de idade.
Bom, falei demais sobre Jacob e tal. Agora falar do antagonista dessa história. Grimsley foi inspirado no Amon Göth, ele era perpetrador nazista e apareceu na Lista de Schindler interpretado pelo ótimo Ralph Fiennes. Só que o Grim é fictício, mas a psique dele é parecida com Amon. O dito cujo também vai aparecer na fic, Oskar Schindler, mais pra frente já que estamos em Cracóvia. Ele ao se encontrar e apertar a mão de Hitler virou uma verdadeira máquina de matar. Um cão obediente do nazismo.
Sim, os guetos. Vou adorar escrever as cenas no gueto de Cracóvia.
Obrigado pelo comentário.
Eu fico impressionada com a propriedade com que vc fala sobre o período do nazismo e segunda guerra. É impossível parar de ler, meu Deus! Dá pra sentir a angústia, o constante sentimento de insegurança, o alívio quando a fuga deu certo pro Jacob e até uma pontada de dor quando o companheiro morreu. É perceptível todo o sofrimento real por trás das palavras.
Aguardando o próximo capítulo dessa história fascinante e terrível.
Essa angústia, esse sentimento que a qualquer momento um personagem querido poderá morrer (como aconteceu com o Pavel) é o reflexo da minha escrita direcionada ao realismo. Quando a 2WW iniciou, nenhum judeu estava seguro. A qualquer momento eles poderiam levar uma bala na cabeça, serem presos ou exterminados nos campos de extermínio. A sensação de inseguraça era 24 horas por dias, todos os dias. E aqui quero emular essa sensação na escrita. Muito bom o seu review.
Está bom. hhhhhhhhhhh
Parece que houve uma boa pesquisa histórica para construir este enredo
Entendo agora que a proposta é que os capítulos sejam longos, tentarei estar a me adaptar a esse estillo deaqui em diante.
É, eu dei umas pesquisadas. O que não é difícil, pelo contrário.
Que bom que compreendeu a proposta dos capítulos longos. Também eu demoro postar capítulo aí quando posto faço um bem grandão para compensar.