Eu fiz algumas especulações antes desse capítulo ser lançado. Estava tremendamente curiosa para saber como você conduziria essa narrativa e descreveria uma mente tão complexa como a do Fred. Eu me perguntei, por exemplo, se você nos deixaria ter acesso a essas vozes, se nos deixaria ter um contato tão profundo assim com o mar de insanidade em que ele estava se afogando. Quis muito ler isso, mas acho que estou ainda mais satisfeita por não tê-las lido.
Acho que quando personagens como o Fred são descritos assim como você fez, o mistério aumenta a profundidade do problema. Abre espaço para que nossa imaginação preencha as lacunas e isso torna tudo mais pessoal. Não soube o que diziam, ou em que tom falavam, mas pude imaginar e isso me fez mergulhar na realidade dele. Fez com que meu laço de empatia com o Fred se tornasse mais firme. Excelente escolha, de verdade.
Adorei a construção dessa one de maneira geral. Como disse nos comentários anteriores, sinto como se de fato fossem os personagens falando comigo. As palavras foram muito bem escolhidas e bem organizadas. Pude ver o Fred por trás dessa narrativa, com seu método mais técnico de pensamento e sua agitação enquanto vasculhava em sua mente embaralhada projetos nos quais pudesse se apoiar. Essas ones estão me permitindo ficar ainda mais próxima dos personagens aos quais tanto me apeguei.
É bastante interessante como ele não quis soltar a esperança e disse que provavelmente não o faria mesmo que encontrasse os restos da Marina. Acho que em Meia Lua eu estava tão inebriada pelo Mauro, Cássio e Luca, que não, de fato, entendi o quão impactante o Fred era para a história. Olhando para trás, trazendo à tona as lembranças que guardo da história, as cenas focadas nele estão ganhando ainda mais importância para mim.
Devo dizer que fiquei tão em choque pela proposta do Luca que demorei certo tempo para compreendê-la de fato. Fiquei repetindo "ele não está sugerindo que acho que está, não é?". Cada atitude dele me faz admirá-lo mais, mas também me faz ficar preocupada. A que estado ele chegou para oferecer suas próprias pernas?
Excelente one, como de costume. Até a próxima =)
O que mais gostei: "E, meu Deus, eu já não tenho nem minha mente. Não passo de uma piada cruel, um cientista que não consegue pensar, amedrontado demais pra encarar a realidade que restou."
Narrar o Fred foi muito difícil. Devido a essa complexidade, foi uma luta pra contar uma história dele. Como narrar uma história significativa de alguém que sequer lembra de metade do que fez? Estou satisfeita que tenha ficado bom, e não a confusão completa que poderia ser, considerando o narrador.
Fred foi essencial pra todos, mas principalmente pro Luca, Themis. Não apenas pelo apoio físico e pelo conhecimento técnico, mas ele era o único que realmente estava olhando Luca, não apenas o Odin. Sem ele, Luca teria ruído, incapaz que era de pedir ajuda pra si mesmo. Um dia, eles teriam acordado e ele não estaria mais lá.
Nessa altura, a situação estava desesperadora além da imaginação. Eles estavam comendo papel, só pra ter a sensação de ter algo no estômago. Mascando plástico, porque tinha cheiro de ração animal. Se Fred não tivesse um apartamento pequeno e guardasse todas as garrafas no laboratório, eles teriam morrido. Mauro não teria voltado a tempo. Se Odin imaginasse que levaria tanto tempo pra encontrarem comida, ele teria cortado as pernas e feito todo mundo comer. Mas ele hesitou por tempo demais... bem a tempo de surgir outra solução.
Queria poder narrar o quanto esse período foi complicado. Eles emagreceram horrores, e só não começaram a perder os dentes e a visão por desnutrição por causa daqueles frascos de vitaminas de farmácia. Foi muito, muito ruim.
Olá =)
Eu fiz algumas especulações antes desse capítulo ser lançado. Estava tremendamente curiosa para saber como você conduziria essa narrativa e descreveria uma mente tão complexa como a do Fred. Eu me perguntei, por exemplo, se você nos deixaria ter acesso a essas vozes, se nos deixaria ter um contato tão profundo assim com o mar de insanidade em que ele estava se afogando. Quis muito ler isso, mas acho que estou ainda mais satisfeita por não tê-las lido.
Acho que quando personagens como o Fred são descritos assim como você fez, o mistério aumenta a profundidade do problema. Abre espaço para que nossa imaginação preencha as lacunas e isso torna tudo mais pessoal. Não soube o que diziam, ou em que tom falavam, mas pude imaginar e isso me fez mergulhar na realidade dele. Fez com que meu laço de empatia com o Fred se tornasse mais firme. Excelente escolha, de verdade.
Adorei a construção dessa one de maneira geral. Como disse nos comentários anteriores, sinto como se de fato fossem os personagens falando comigo. As palavras foram muito bem escolhidas e bem organizadas. Pude ver o Fred por trás dessa narrativa, com seu método mais técnico de pensamento e sua agitação enquanto vasculhava em sua mente embaralhada projetos nos quais pudesse se apoiar. Essas ones estão me permitindo ficar ainda mais próxima dos personagens aos quais tanto me apeguei.
É bastante interessante como ele não quis soltar a esperança e disse que provavelmente não o faria mesmo que encontrasse os restos da Marina. Acho que em Meia Lua eu estava tão inebriada pelo Mauro, Cássio e Luca, que não, de fato, entendi o quão impactante o Fred era para a história. Olhando para trás, trazendo à tona as lembranças que guardo da história, as cenas focadas nele estão ganhando ainda mais importância para mim.
Devo dizer que fiquei tão em choque pela proposta do Luca que demorei certo tempo para compreendê-la de fato. Fiquei repetindo "ele não está sugerindo que acho que está, não é?". Cada atitude dele me faz admirá-lo mais, mas também me faz ficar preocupada. A que estado ele chegou para oferecer suas próprias pernas?
Excelente one, como de costume. Até a próxima =)
O que mais gostei: "E, meu Deus, eu já não tenho nem minha mente. Não passo de uma piada cruel, um cientista que não consegue pensar, amedrontado demais pra encarar a realidade que restou."
Olá, Themis!
Narrar o Fred foi muito difícil. Devido a essa complexidade, foi uma luta pra contar uma história dele. Como narrar uma história significativa de alguém que sequer lembra de metade do que fez? Estou satisfeita que tenha ficado bom, e não a confusão completa que poderia ser, considerando o narrador.
Fred foi essencial pra todos, mas principalmente pro Luca, Themis. Não apenas pelo apoio físico e pelo conhecimento técnico, mas ele era o único que realmente estava olhando Luca, não apenas o Odin. Sem ele, Luca teria ruído, incapaz que era de pedir ajuda pra si mesmo. Um dia, eles teriam acordado e ele não estaria mais lá.
Nessa altura, a situação estava desesperadora além da imaginação. Eles estavam comendo papel, só pra ter a sensação de ter algo no estômago. Mascando plástico, porque tinha cheiro de ração animal. Se Fred não tivesse um apartamento pequeno e guardasse todas as garrafas no laboratório, eles teriam morrido. Mauro não teria voltado a tempo. Se Odin imaginasse que levaria tanto tempo pra encontrarem comida, ele teria cortado as pernas e feito todo mundo comer. Mas ele hesitou por tempo demais... bem a tempo de surgir outra solução.
Queria poder narrar o quanto esse período foi complicado. Eles emagreceram horrores, e só não começaram a perder os dentes e a visão por desnutrição por causa daqueles frascos de vitaminas de farmácia. Foi muito, muito ruim.
Obrigada pelos elogios, e até a próxima.