Se eu comentar um "odiei, posta mais", você vai escrever uma continuação? HAHAHAH mas ok, chega de gracinhas. Quando terminei de ler esse conto, meu cérebro deu tipo “tela azul” sabe? Voltei no texto umas quatro vezes, reli, e em todas essas vezes eu entendia coisas diferentes, HAHAHA. Fiquei meio surtada com essa coisa de “verdade”. Que verdade seria essa? Uma verdade inventada pelo agente do governo? Uma verdade inventada na mente do Stephen? Uma verdade “verdadeira”? Uma ironia? Mas aí depois de um tempo aqui matutando, me dei conta de que eu estava vendo as coisas em separado, e não no conjunto. A última fala da jornalista deu um tilt nas minhas ideias e eu fiquei muito louca prestando atenção só naquilo, HAHAHA. Enfim, depois tudo fez sentido. Essa introdução aqui é só pra você saber que essa é tua história que mais me desafiou no quesito interpretativo, HAHAH. Tu tem um tipo de raciocínio muito engenhoso e sutil na hora de criar teus enredos, e talvez um dia eu me acostume com isso, ok.
Percebi que o que estava me confundindo mais na história toda foi esse “flashback” do Stephen. Num primeiro momento, eu achei que ele estava lembrando e contando aquilo em voz alta pra jornalista, mas aí o final não fazia sentido, é claro HAHAHA. Como que ele ia contar sobre a menina assassinada e depois dizer que simplesmente tinha perdido o contato com ela? Depois que me dei conta de que a história verdadeira se passou apenas nas lembranças dele, as coisas se encaixaram. De todo modo, muitas questões ainda ficam em aberto. Em que medida o Stephen está conseguindo conviver com essas duas versões? Será que, pra conseguir levar a vida, ele não passou a acreditar um pouco nessa “verdade”? Esse tipo de conflito silencioso destrói uma pessoa, e quando você repete muitas vezes a mesma coisa pra si próprio, você corre o risco de tomá-la por realidade. Nesse sentido, a figura dúbia do Stephen chamou muito mais a minha atenção, em comparação com o problema dos experimentos realizados pelo governo (mas não que isso não seja chocante também, socorro HAHAHA).
Parece que tudo foi invertido nessa história. Verdade é mentira, as personagens parecem ser uma coisa quando são outra bem diferente. Que difícil colocar as ideias no lugar pra poder escrever esse comentário, HAHAHAH. Quando tu disse lá na divulgação que seria uma coisa bem maluca, não achei que seria tanto, HAHAHAH. A gente precisa pensar bastante pra compreender todos os pontos da história e eu gostei bastante de lê-la. Ela traz uma ideia bem desafiadora e inteligente, além de uma narração que aproveita ao máximo esse mistério todo. Gostei dos personagens, de como você os apresentou. Gostei principalmente da jornalista, talvez porque todas as atitudes dela, desde o começo do conto, não dessem o menor sinal de que ela estava, na verdade, representando um papel.
VOCÊ ENGANA MUITO BEM SEUS LEITORES, ESPERO QUE SAIBA DISSO, HAHAHA.
Enfim, parabéns pela história! Não sei como tu consegue escrever coisas tão distintas paralelamente sem perder o fio de cada ideia, AHAHAH. Sério, acho isso muito difícil. Eu mesmo não consigo.
Olha, eu nunca descarto revisitar esses universos que eu desenvolvo em meus contos HAHAHA. Então quem sabe a gente não conheça mais histórias desse mundo maluco (ou real, Deus me livre) de MKULTRA? Aliás, fico feliz que tenha odiado. Não, pera HAHAHA.
AEEEEE. Cumpri minha meta com a história HAHAHA. Ás vezes, tudo que o autor quer é complicar a vida do leitor. Acho que consegui atingir esse nível e estou muito satisfeito HAHAHA. Mas sério, eu acho muito legal histórias envolvendo conspirações. Gosto ainda mais quando elas deixam alguns espaços mais "abertos", dando brecha para teorias dos leitores, entre outras coisas. Para mim, nem todas as respostas precisam ser respondidas. Lógico que isso não significa deixar o leitor completamente no escuro, mas eu realmente acredito que há um certo charme na dúvida. Como já disse, eu mesmo gosto de histórias que deixam isso em aberto hehehe.
"Essa introdução aqui é só pra você saber que essa é tua história que mais me desafiou no quesito interpretativo" e isso me deixa sorrindo que nem um idiota. Sério, é uma frase que vou levar pra vida, pois é de grande alegria provocar esse tipo de coisa. Eu já disse mil vezes, mas acho que uma das melhores coisas dos livros (e dos filmes, jogos, etc) são as diferentes reações e interpretações que eles causam em cada pessoa. Então é legal propor esses "desafios" e ver até onde os leitores chegam. Muitas vezes, eles chegam a lugares que você nem mesmo imaginava e isso é fantástico!
"Tu tem um tipo de raciocínio muito engenhoso e sutil na hora de criar teus enredos, e talvez um dia eu me acostume com isso, ok". Não sei se dou risada, ou mando uns corações. Vou fazer os dois. HAHAHA ♥ HAHAHAHA ♥ HAHAHA ♥
Muito boa essa confusão, ao menos quando é proposital. É interessante que, de acordo com a leitura de cada um, essa história pode ter vários finais. Quer dizer, de maneira concreta, o final é apenas um. Mas aí, de acordo com as interpretações, ele pode ganhar novos contornos e nuances. O que é verdade? Os eventos da banheira e afins aconteceram de verdade ou foram fruto de alucinações? Não estou dizendo que é o caso, mas é interessante suspeitar de tudo, e esse seu exercício de ler e reler (lembrando sempre do contexto da coisa toda) é algo que eu adoro fazer em algumas obras hehehe.
Inclusive, sobre as questões deixadas em aberto: é aquele caso em que a história te deixa "incomodado" de uma forma boa. Não sei se acontece contigo, mas existem alguns livros e filmes que me deixam meio "perturbado" pensando nos eventos mostrados e em tudo que os sucederia, apesar da obra "terminar" antes desse provável futuro. É como se a história continuasse sendo contada dentro de nossa cabeça, dançando de uma maneira ao mesmo tempo irritante como admirável. Que coisa esquisita. Que coisa fantástica ♥
Apesar do curto espaço de texto, Stephen foi um dos personagens que eu mais gostei de trabalhar. Ele tem um lado bem sombrio dentro de si (ao menos nas cenas do presente), mas escondendo tudo aquilo com uma máscara um tanto quanto melancólica as vezes. Ele se distingue bastante de outras criações minhas, o que me faz amá-lo mais ainda e ter pena de seu destino. Viver uma mentira (conhecendo a verdade) deve ser como provar diariamente um gostinho do inferno.
"Parece que tudo foi invertido nessa história. Verdade é mentira, as personagens parecem ser uma coisa quando são outra bem diferente." Essa sua fala me lembrou George Orwell e um trecho famoso de uma de suas obras (que infelizmente eu nunca li, mas tal trecho ficou na minha cabeça): "Guerra é Paz, Liberdade é escravidão, Ignorância é Força". É engraçado como essa ressignificação acontece num mundo construído sobre mentiras.
Eu só tenho a agradecer pelo seu comentário. Esta história nasceu de um misto de música, leitura, filmes e jogos. As duas obras principais: a música Mk Ultra (que eu já te falei) e o jogo Orwell. Nele, você controla um funcionário responsável pelo controle de informações cujo governo tem acesso. Você basicamente sabe tudo de todos e deve definir o destino da nação a partir disso. É fantástico e traz reflexões incríveis.
"VOCÊ ENGANA MUITO BEM SEUS LEITORES, ESPERO QUE SAIBA DISSO" LER ISSO É UM PRESENTE DOS MELHORES ♥
Obrigado, obrigado e obrigado ♥
Eu sou um tipo de pessoa que gosta um pouco de tudo, e o mesmo vale para a escrita. Não gosto de me repetir, então vai ser normal você me ver experimentando umas coisas meio estranhas HAHAHA. Espero continuar evoluindo e trazendo histórias interessantes, desafiadoras e divertidas. Eu agradeço demais por sua contribuição nesse processo todo, inclusive ♥
Se eu comentar um "odiei, posta mais", você vai escrever uma continuação? HAHAHAH mas ok, chega de gracinhas. Quando terminei de ler esse conto, meu cérebro deu tipo “tela azul” sabe? Voltei no texto umas quatro vezes, reli, e em todas essas vezes eu entendia coisas diferentes, HAHAHA. Fiquei meio surtada com essa coisa de “verdade”. Que verdade seria essa? Uma verdade inventada pelo agente do governo? Uma verdade inventada na mente do Stephen? Uma verdade “verdadeira”? Uma ironia? Mas aí depois de um tempo aqui matutando, me dei conta de que eu estava vendo as coisas em separado, e não no conjunto. A última fala da jornalista deu um tilt nas minhas ideias e eu fiquei muito louca prestando atenção só naquilo, HAHAHA. Enfim, depois tudo fez sentido. Essa introdução aqui é só pra você saber que essa é tua história que mais me desafiou no quesito interpretativo, HAHAH. Tu tem um tipo de raciocínio muito engenhoso e sutil na hora de criar teus enredos, e talvez um dia eu me acostume com isso, ok.
Percebi que o que estava me confundindo mais na história toda foi esse “flashback” do Stephen. Num primeiro momento, eu achei que ele estava lembrando e contando aquilo em voz alta pra jornalista, mas aí o final não fazia sentido, é claro HAHAHA. Como que ele ia contar sobre a menina assassinada e depois dizer que simplesmente tinha perdido o contato com ela? Depois que me dei conta de que a história verdadeira se passou apenas nas lembranças dele, as coisas se encaixaram. De todo modo, muitas questões ainda ficam em aberto. Em que medida o Stephen está conseguindo conviver com essas duas versões? Será que, pra conseguir levar a vida, ele não passou a acreditar um pouco nessa “verdade”? Esse tipo de conflito silencioso destrói uma pessoa, e quando você repete muitas vezes a mesma coisa pra si próprio, você corre o risco de tomá-la por realidade. Nesse sentido, a figura dúbia do Stephen chamou muito mais a minha atenção, em comparação com o problema dos experimentos realizados pelo governo (mas não que isso não seja chocante também, socorro HAHAHA).
Parece que tudo foi invertido nessa história. Verdade é mentira, as personagens parecem ser uma coisa quando são outra bem diferente. Que difícil colocar as ideias no lugar pra poder escrever esse comentário, HAHAHAH. Quando tu disse lá na divulgação que seria uma coisa bem maluca, não achei que seria tanto, HAHAHAH. A gente precisa pensar bastante pra compreender todos os pontos da história e eu gostei bastante de lê-la. Ela traz uma ideia bem desafiadora e inteligente, além de uma narração que aproveita ao máximo esse mistério todo. Gostei dos personagens, de como você os apresentou. Gostei principalmente da jornalista, talvez porque todas as atitudes dela, desde o começo do conto, não dessem o menor sinal de que ela estava, na verdade, representando um papel.
VOCÊ ENGANA MUITO BEM SEUS LEITORES, ESPERO QUE SAIBA DISSO, HAHAHA.
Enfim, parabéns pela história! Não sei como tu consegue escrever coisas tão distintas paralelamente sem perder o fio de cada ideia, AHAHAH. Sério, acho isso muito difícil. Eu mesmo não consigo.
O domingo já valeu a pena com essa leitura.
Até!
Olha, eu nunca descarto revisitar esses universos que eu desenvolvo em meus contos HAHAHA. Então quem sabe a gente não conheça mais histórias desse mundo maluco (ou real, Deus me livre) de MKULTRA? Aliás, fico feliz que tenha odiado. Não, pera HAHAHA.
AEEEEE. Cumpri minha meta com a história HAHAHA. Ás vezes, tudo que o autor quer é complicar a vida do leitor. Acho que consegui atingir esse nível e estou muito satisfeito HAHAHA. Mas sério, eu acho muito legal histórias envolvendo conspirações. Gosto ainda mais quando elas deixam alguns espaços mais "abertos", dando brecha para teorias dos leitores, entre outras coisas. Para mim, nem todas as respostas precisam ser respondidas. Lógico que isso não significa deixar o leitor completamente no escuro, mas eu realmente acredito que há um certo charme na dúvida. Como já disse, eu mesmo gosto de histórias que deixam isso em aberto hehehe.
"Essa introdução aqui é só pra você saber que essa é tua história que mais me desafiou no quesito interpretativo" e isso me deixa sorrindo que nem um idiota. Sério, é uma frase que vou levar pra vida, pois é de grande alegria provocar esse tipo de coisa. Eu já disse mil vezes, mas acho que uma das melhores coisas dos livros (e dos filmes, jogos, etc) são as diferentes reações e interpretações que eles causam em cada pessoa. Então é legal propor esses "desafios" e ver até onde os leitores chegam. Muitas vezes, eles chegam a lugares que você nem mesmo imaginava e isso é fantástico!
"Tu tem um tipo de raciocínio muito engenhoso e sutil na hora de criar teus enredos, e talvez um dia eu me acostume com isso, ok". Não sei se dou risada, ou mando uns corações. Vou fazer os dois. HAHAHA ♥ HAHAHAHA ♥ HAHAHA ♥
Muito boa essa confusão, ao menos quando é proposital. É interessante que, de acordo com a leitura de cada um, essa história pode ter vários finais. Quer dizer, de maneira concreta, o final é apenas um. Mas aí, de acordo com as interpretações, ele pode ganhar novos contornos e nuances. O que é verdade? Os eventos da banheira e afins aconteceram de verdade ou foram fruto de alucinações? Não estou dizendo que é o caso, mas é interessante suspeitar de tudo, e esse seu exercício de ler e reler (lembrando sempre do contexto da coisa toda) é algo que eu adoro fazer em algumas obras hehehe.
Inclusive, sobre as questões deixadas em aberto: é aquele caso em que a história te deixa "incomodado" de uma forma boa. Não sei se acontece contigo, mas existem alguns livros e filmes que me deixam meio "perturbado" pensando nos eventos mostrados e em tudo que os sucederia, apesar da obra "terminar" antes desse provável futuro. É como se a história continuasse sendo contada dentro de nossa cabeça, dançando de uma maneira ao mesmo tempo irritante como admirável. Que coisa esquisita. Que coisa fantástica ♥
Apesar do curto espaço de texto, Stephen foi um dos personagens que eu mais gostei de trabalhar. Ele tem um lado bem sombrio dentro de si (ao menos nas cenas do presente), mas escondendo tudo aquilo com uma máscara um tanto quanto melancólica as vezes. Ele se distingue bastante de outras criações minhas, o que me faz amá-lo mais ainda e ter pena de seu destino. Viver uma mentira (conhecendo a verdade) deve ser como provar diariamente um gostinho do inferno.
"Parece que tudo foi invertido nessa história. Verdade é mentira, as personagens parecem ser uma coisa quando são outra bem diferente." Essa sua fala me lembrou George Orwell e um trecho famoso de uma de suas obras (que infelizmente eu nunca li, mas tal trecho ficou na minha cabeça): "Guerra é Paz, Liberdade é escravidão, Ignorância é Força". É engraçado como essa ressignificação acontece num mundo construído sobre mentiras.
Eu só tenho a agradecer pelo seu comentário. Esta história nasceu de um misto de música, leitura, filmes e jogos. As duas obras principais: a música Mk Ultra (que eu já te falei) e o jogo Orwell. Nele, você controla um funcionário responsável pelo controle de informações cujo governo tem acesso. Você basicamente sabe tudo de todos e deve definir o destino da nação a partir disso. É fantástico e traz reflexões incríveis.
"VOCÊ ENGANA MUITO BEM SEUS LEITORES, ESPERO QUE SAIBA DISSO" LER ISSO É UM PRESENTE DOS MELHORES ♥
Obrigado, obrigado e obrigado ♥
Eu sou um tipo de pessoa que gosta um pouco de tudo, e o mesmo vale para a escrita. Não gosto de me repetir, então vai ser normal você me ver experimentando umas coisas meio estranhas HAHAHA. Espero continuar evoluindo e trazendo histórias interessantes, desafiadoras e divertidas. Eu agradeço demais por sua contribuição nesse processo todo, inclusive ♥
Até mais :3