Diálogo é mesmo uma coisa mágica na escrita: deixa o texto tão mais fácil de ler, tão mais fluído. Não estou reclamando de forma alguma de sua prosa até aqui, mas este capítulo foi de longe o mais gostoso de ler e o que mais revelou informações. Você disse que é fã do Asimov e acho que ele se aproveitava disso mais do que ninguém. Claro que também é uma consequência de suas próprias limitações técnicas/artísticas como escritor, mas os livros dele são tão simples, tão diretos com, sei lá, 80% da prosa sendo diálogos.
Minha maior dúvida com esse capítulo é o fato de que a palestra no capítulo passado já ter chamada tanta atenção para a Thea assim que, de completamente ignorada pelo governo, ela passa a exigir a atenção do próprio presidente e sua alta cúpula. Ainda mais no ano de 2040, quando a tecnologia já está bem mais avançada. Claro, parece que a Inteligência Artificial real aqui é tratada como uma espécie de Santo Graal, mas suspeito que existe algo a mais por trás disso (bem como por trás do ataque terrorista, o que o Andrew deixa claro), informações que ainda não recebemos. Veremos.
Cara, você não tem noção do quão bom é ler seus comentários. Essa coisa do diálogo como parte principal da narrativa é algo que eu tinha em mente desde o início, justamente pra me manter fiel à ficção científica (de Asimov, principalmente). Concordo 100%. Asimov escrevia ideias extremamente complexas de forma simples e direta e com muito mais diálogo do que descrições, exatamente porque ele trata de realidades muito diferentes. Como falar sobre um futuro de décadas e décadas pra frente? Como descrever a formação da consciência de uma inteligência artificial? A ideia é justamente que nós, hoje, não temos como compreender, então mais do que transmitir uma mensagem, Asimov, com poucas palavras, transmitia ideias inteiras, e ele é uma grande referência minha. Fiquei feliz que tocou nisso.
Quanto à importância ou desimportância da Thea, ambas as coisas são foco da história. É uma crítica à forma como lidamos com os problemas e nossa crença ou descrença na ciência. Quanto às inteligências artificiais do período, elas não são muuuuito diferentes do que temos hoje, só conseguem fazer mais cáculos por segundo, por assim dizer. Inteligência artificial não significa consciência. A maior parte dessas IAs a que me refiro no texto não são instaladas em androids. São caras demais pra isso. Elas funcionam em computadores, como o WATSON da IBM. Thea é uma "consciência" artificial. Ela tem noção de existência, cogito ergo sum. Como Andrew diz, seria absurdo instalar seu algoritmo num computador, porque esse computador teria consciência de si, e isso seria terrível.
E quanto ao que existe por trás disso, veremos, de fato. Muito obrigada pelo comentário!
Adorando essa história, muito bem bolada. Gostei muito desse capítulo repleto de ''crítica social fod#'', principalmente as voadoras que o Andrew jogou nesses engravatados. Fazia um bom tempo que não lia uma distopia tão boa!
Pode ficar por aqui então porque vai ter muito mais crítica social e em breve, também coisas mais relacionadas ao Brasil. O Brasil é um desafio por si só, porque é muito difícil escrever uma ficção que supere as reviravoltas da realidade brasileira hahaha. Muito obrigada pelo review e espero que continue gostando :)
Parece que os governo americano está receoso e preocupado com o próprio nariz (que novidade...). Vamos ver no que isso vai dar, apesar de que a descrença geral aí deixa a impressão de que tudo vai dar errado e a humanidade vai ferrar tudo pensando só em seus próprios interesses.
Diálogo é mesmo uma coisa mágica na escrita: deixa o texto tão mais fácil de ler, tão mais fluído. Não estou reclamando de forma alguma de sua prosa até aqui, mas este capítulo foi de longe o mais gostoso de ler e o que mais revelou informações. Você disse que é fã do Asimov e acho que ele se aproveitava disso mais do que ninguém. Claro que também é uma consequência de suas próprias limitações técnicas/artísticas como escritor, mas os livros dele são tão simples, tão diretos com, sei lá, 80% da prosa sendo diálogos.
Minha maior dúvida com esse capítulo é o fato de que a palestra no capítulo passado já ter chamada tanta atenção para a Thea assim que, de completamente ignorada pelo governo, ela passa a exigir a atenção do próprio presidente e sua alta cúpula. Ainda mais no ano de 2040, quando a tecnologia já está bem mais avançada. Claro, parece que a Inteligência Artificial real aqui é tratada como uma espécie de Santo Graal, mas suspeito que existe algo a mais por trás disso (bem como por trás do ataque terrorista, o que o Andrew deixa claro), informações que ainda não recebemos. Veremos.
Cara, você não tem noção do quão bom é ler seus comentários. Essa coisa do diálogo como parte principal da narrativa é algo que eu tinha em mente desde o início, justamente pra me manter fiel à ficção científica (de Asimov, principalmente). Concordo 100%. Asimov escrevia ideias extremamente complexas de forma simples e direta e com muito mais diálogo do que descrições, exatamente porque ele trata de realidades muito diferentes. Como falar sobre um futuro de décadas e décadas pra frente? Como descrever a formação da consciência de uma inteligência artificial? A ideia é justamente que nós, hoje, não temos como compreender, então mais do que transmitir uma mensagem, Asimov, com poucas palavras, transmitia ideias inteiras, e ele é uma grande referência minha. Fiquei feliz que tocou nisso.
Quanto à importância ou desimportância da Thea, ambas as coisas são foco da história. É uma crítica à forma como lidamos com os problemas e nossa crença ou descrença na ciência. Quanto às inteligências artificiais do período, elas não são muuuuito diferentes do que temos hoje, só conseguem fazer mais cáculos por segundo, por assim dizer. Inteligência artificial não significa consciência. A maior parte dessas IAs a que me refiro no texto não são instaladas em androids. São caras demais pra isso. Elas funcionam em computadores, como o WATSON da IBM. Thea é uma "consciência" artificial. Ela tem noção de existência, cogito ergo sum. Como Andrew diz, seria absurdo instalar seu algoritmo num computador, porque esse computador teria consciência de si, e isso seria terrível.
E quanto ao que existe por trás disso, veremos, de fato. Muito obrigada pelo comentário!
Adorando essa história, muito bem bolada. Gostei muito desse capítulo repleto de ''crítica social fod#'', principalmente as voadoras que o Andrew jogou nesses engravatados. Fazia um bom tempo que não lia uma distopia tão boa!
Pode ficar por aqui então porque vai ter muito mais crítica social e em breve, também coisas mais relacionadas ao Brasil. O Brasil é um desafio por si só, porque é muito difícil escrever uma ficção que supere as reviravoltas da realidade brasileira hahaha. Muito obrigada pelo review e espero que continue gostando :)
Parece que os governo americano está receoso e preocupado com o próprio nariz (que novidade...). Vamos ver no que isso vai dar, apesar de que a descrença geral aí deixa a impressão de que tudo vai dar errado e a humanidade vai ferrar tudo pensando só em seus próprios interesses.
Com certeza essa é a impressão que todos estão nessa história. Mas a humanidade precisa de um reboot ;)