Comentários em “O Justiceiro: Exílio”: “Parte 5: Exílio”

Yokichan
Destacado pelo autor

Olá!

Só queria dizer que adorei quando você falou ali na resposta do comentário anterior que "Daniel é um estúpido", HAHAHAHA. É legal saber como os autores, na perspectiva de leitores, veem seus personagens. Personagens que saíram da sua imaginação, mas que, ao longo da história, ganham autonomia o suficiente pra que a gente possa estar aqui falando sobre eles. Fantástico, não?

Mas vamos a esse último capítulo. Parece que senti aqui a satisfação de acertar uns bons murros na cara do Daniel, HAHAHA. Obrigada por isso, Justiceiro. O cara estava merecendo. A partir desse momento, quando ele deixa o Daniel pra trás, acho que dá pra dizer que a narrativa não foi mais sobre o Justiceiro em si, mas sobre o Frank. Uma das coisas que me marcou mais nessa segunda parte foi a ideia de que, não importa quão durão você seja, o peso de tirar uma vida (ou várias, nesse caso) sempre vai aparecer, mais cedo ou mais tarde. E dá pra fugir de praticamente tudo nessa vida, menos da própria consciência. Então acho que esse perdão de que o Frank estava precisando era sim o perdão da Doris, mas principalmente o dele mesmo.

Gostei bastante desse rumo final que as coisas tomaram. Eu não tinha imaginado como a história poderia acabar (prefiro evitar essas coisas e apenas esperar o que vai vir, HAHAH), mas nem tinha me passado pela cabeça que o Frank encontraria essa espécie de redenção. Então fiquei bem surpresa. ♥

Ah, preciso dizer que também amei essa frase final! Que ironia... No fim, o cara que matava sem piedade e sem culpa percebeu que era hora de viver, de deixar as vinganças e punições para trás, e dar a si mesmo uma chance de experimentar a vida. Foi como se um ciclo tivesse se completado nessa história. Fiquei até com os pelos do braço arrepiados aqui, oh lord, HAHAHAH.

Enfim, deixo meus parabéns pela escrita de mais uma história incrível e meu agradecimento pelo diálogo que tivemos a chance de compartilhar e construir ao longo das postagens. Como autora, só começo a postar uma história aqui no site quando ela já está finalizada no meu computador. Francamente, até hoje, tinha visto mais prejuízos do que benefícios em postar uma história em andamento, HAHAH. Mais por conta da pressão e dos prazos mesmo. Porém, acompanhando tuas histórias, acho que percebi como deve ser bom poder trocar ideias com os leitores enquanto o texto vai tomando forma. Deve ser uma experiência transformadora, assim como dar vida a uma narrativa que nos habita.

Mais uma vez, que bom ser tua leitora!

Continue escrevendo muitas e muitas coisas, ok? HAHAHAH

Até!

Júlio Oliveira

Olá!

Acho que essa é uma das coisas mais legais de todo o processo de criação e desenvolvimento de personagens e mundos distintos. Nós damos o pontapé inicial e indicamos o caminho, mas nossas criações tem uma certa autonomia que é difícil de explicar. Dessa forma, ganhamos um novo ponto de vista sobre tais personagens e elementos da história e, quanto mais o tempo passa, maior fica a distância e mais opinativos nos tornamos. É interessante demais :D

Tenha certeza absoluta que eu também me senti bem com esses socos no Daniel. Foi um jeito educativo de dizer que ele estava fazendo merda, não acha? HAHAHA. Interessante seu ponto levantado referente a narrativa deixar o Justiceiro para trás e seguir apenas o Frank Castle. Umas das concepções que eu tive da história, é que Daniel representa toda a parte sombria de Frank. Como assim? Começa com a dor e o medo (na primeira parte), algo que lembra o estado de Frank ao perder sua família. Seguiu-se com um certo gosto pela violência. Evoluiu para a perca completa da razão (veja bem, não importa o quanto Frank diga, eu não consigo acreditar que ele faz o que faz unicamente pela família. Da mesma maneira, Daniel esqueceu aqueles que amava em prol de uma sensação de aventura e violência). E, quase como se o próprio Frank sentissse estar passando dos limites, veio a punição da própria consciência e também a punição do "destino". Como assim? Daniel encontrou a cadeia. Frank acabou cometendo o maior crime para ele: matar um inocente. Então eu vejo os dois personagens como uma projeção um do outro. Se você parar pra olhar, Daniel é um Justiceiro que cruzou os limites do próprio código de Frank. Ainda que tenha atuado por pouco tempo, ele é uma "versão possível" de Frank Castle. Por outro lado, o Justiceiro "original" atuou por anos sem quebrar tal código, mas a verdade é que não existe final feliz para a violência, e isso ele encontrou através da sua própria consciência.

Viajei muito? Espero que tenha conseguido ser claro HAHAHA. E sim, apesar do "final infeliz" para a carreira como vigilante de Frank Castle, a vida dele como uma pessoa comum ainda não tinha encontrado um ponto final (a morte). E sabe o que dizem, né? Enquanto há vida, há esperança. Eu acredito nisso na maioria dos casos.

Você sabe como eu tento caprichar nos parágrafos finais (se consigo ou não, aí são outros quinhentos HAHAHA). Fico feliz que tenha gostado tanto das palavras e do sentido da coisa toda. Acredito que muitas vezes desistir é um ato nobre. Desistir dos nossos erros, vícios e tentações. É meio que uma cruz que cada um tem que carregar durante a vida, mas eu fiquei realmente feliz em ver Frank conseguir seguir com a dele.

Eu agradeço demais por cada um de seus comentários. Você já sabe que essa história foi desafiadora em certo nível para mim, mas também foi uma experiência muito divertida e foi melhor ainda por eu poder contar com sua leitura e seus comentários ♥ Eu costumava começar a postar apenas quando tinha todo o trabalho pronto, mas notei que com a antecipação das postagens eu tinha a oportunidade de ter meus olhos abertos para elementos das minhas histórias que eu nem mesmo me tocava. Outro ponto (que agora é BEEEM pessoal) é que eu sinto uma "pressão" pra postar tudo no prazo, e isso me ajuda, acredite. Apesar de vez ou outra rolar um atraso, quando eu fico "solto", a história tende a ser escrita bem mais lentamente e isso muitas vezes prejudica a estética da escrita, quase como se a obra fosse escrita por duas pessoas diferentes, entende? Eu gosto/tento manter um padrão do início ao fim.

Eu amo escrever, mas ter você como leitora é realmente um privilégio. Então muito obrigado por isso ♥

Pode deixar que eu tenho muita coisa para escrever ainda! Espero não demorar para postar novas histórias :P

A prioridade agora é "O Diabo do Sertão". Aguarde novidades hehehe

Até logo!