Kkkkkkkkkk, eu fiquei me perguntando o que era vileira xD Na época dos emos, eu era criança pequena. Quando surgiram os coloridos, eu devia ter uns dez aninhos por aí, kkkkkkk. Agora a moda é K-POP, kkkkkkkk. Confesso que sempre andei um pouco na contramão das modinhas. Todas as meninas queriam ser x enquanto eu queria ser y, kkkkkkk.
O nome do que as meninas tão fazendo com a Paty é INVEJA, só porque ela é bonita u.u Aliás, achei interessante você quebrar esse estereótipo de que toda loira bonita tem que ser babaca nas histórias sobre Ensino Médio, kkkkkkk. Tipo, só porque a menina é loira, magra e usa rosa, automaticamente ela tem que ser uma patricinha fútil. Deve ser o efeito Regina George :v Mas tinha uma menina loira na minha sala do fundamental que era extremamente inteligente e gente boa! Aliás, eram as meninas de cabelo preto que implicavam comigo, kkkkkkkkk.
Oieeeeeee! Nessa época em que a Lola e a Paty se conheceram, tinha briga de vileiros, queriam "dominar território", muita menina "certinha" se apaixonava pelos vida loka e começava a andar que nem vileira, usando calça larga, maria-chiquinha lá no alto, tênis colorido com calçado enorme. E os emos estavam começando a ganhar espaço. Confesso que a única vez, tirando uns exageros, que estive na moda, foi na época dos emos por causa do allstar, do lápis de olho e da franjinha... Quando os coloridos estouraram, eu já estava saindo da adolescência e não me identifiquei com o som, aí estourou o funk e eu não consigo gostar mesmo que tenham cantoras que em suas letras falem de empoderamento feminino, ainda assim tenho muita resistência e, bom, não sei nada sobre KPOP. Nadica de nada.
As meninas estão com inveja da Paty. Você já captou inclusive o meu objetivo com Primeiros Erros, mostrar que nem toda loira bonita é patricinha e babaca. A própria Paty chega a falar sobre esses estereótipos num trecho:
"Mesmo sendo uma aluna aplicada, carregava o estigma de loira burra e apesar de não me indispor com ninguém por causa disso, me entristecia com aquelas piadinhas sobre loiras nas quais as mesmas eram retratadas como objetos sexuais, seres desprovidos de inteligência, dentre outros absurdos. Naquela época, no entanto, sem graça era aquele que não ria da piada e para mostrar que conteúdos de baixo aproveitamento intelectual não degradavam minha honra, eu honrava uma expressão que minha falecida avó costumava usar com muita frequência: deixa o povo falar e o que não interessa entra por um ouvido, mas sai pelo outro."— Primeiros Erros, capítulo 13.
Sabe, nesse ano em que a Paty muda de cidade e de escola também, até antes dessa transformação, ela, por conta de um relacionamento não muito saudável com um cara babaca, decide fazer um trabalho de história sobre a primeira guerra mundial focando no papel da mulher naquela época e todo mundo debocha dela, inclusive o próprio namorado, quando ela se identifica com o feminismo. Vou mostrar uma discussão dela com o embuste:
— O feminismo já provou que não deu certo... — debochou Renan, enquanto eu digitava minhas conclusões naquele extenso documento do Microsoft Word configurado conforme as normas da ABNT. — É um bando de lésbica frustrada que quer atenção! Elas querem ser homens e por isso têm recalque!
— Algum problema com lésbicas?
— Pô cara, com tanto homem no mundo?
— Falando sério, Renan, que pensamento mais retrógrado e ridículo... Nem toda mulher é obrigada a gostar de homem... E com homem que nem você no mercado, eu preferiria gostar de mulher... Que pena que eu sou hétero...
— Agora você deu para abraçar a causa de todos os fracos e oprimidos pelo sistema?
— Por que você sempre tem a mania de me ridicularizar? Essas atitudes que você tem comigo são machistas.
— Machista, eu? — ofendeu-se ele
— Você age como se eu fosse incapaz de formular uma opinião, de levar adiante um projeto, ridiculariza minhas ideias o tempo todo e não percebe que isso me machuca....
— Aí por causa disso de uma hora pra outra você resolveu virar feminista?
— Eu estou fazendo um trabalho importante de história e você, como estudante de história, não deveria estar escrevendo sua monografia, se debruçando em cima de livros e artigos para ser aprovado pela banca e apanhar o seu diploma?
Ele não deu um pio.
— Eu até pensei em pedir sua ajuda para o trabalho, mas até meu avô com seus setenta e poucos anos tem pensamentos mais progressistas que os seus. Fala sério, cara! Você deveria ter vergonha de falar as merdas que fala, ainda mais convivendo com mulheres, namorando uma, estudando a História de uma maneira muito mais abrangente do que o conteúdo ministrado em sala de aula...
— Essas desocupadas aí acham que um olhar é estupro, culpam os homens por todos os males do mundo, pregam a extinção dos homens, ficam fazendo baderna, não caia nessa, não se deixe manipular por essa seita satânica. Já que elas querem ser homens, por que não vão carregar um pacote de 30 kg de cimento e calam a boca?
— Porque pra isso já existe carrinho de mão, queridinho... — debochei e continuei escrevendo. — E feminista não é mulher que quer ser homem, é mulher que quer ser tratada como gente, que luta para que todas as mulheres, mesmo as que não queiram se rotular, se beneficiem de todas as conquistas que levaram as mulheres a desbravar caminhos antes impensados para nós.
Estalei os dedos.
— Quem é que vai carregar pacote de 30 kg de cimento quando se tem carrinho de mão? Acorda, rapaz!
Ele não gostou muito da minha tirada sarcástica.
— Eu não quero que namorada minha diga por aí que é feminista. — interveio ele, mimado que só vendo para crer.
— Por quê? Por que isso fere sua masculinidade?
— Porque todo mundo sabe o que significa ser feminista.
— Não, as pessoas não sabem ou pelo menos não lhes foi explicado o que é e a droga da mídia acaba formando estereótipos que prejudicam as pessoas. Pintam as feministas como lésbicas odiadora de homens, ridicularizando uma mulher homossexual, estereotipando, implantando o preconceito por associar a homossexualidade feminina com o ódio aos homens e ao feminismo, quando tudo não passa de mito. Se uma classe de mulheres tem ódio de homens, é outro departamento e eu não vou falar sobre o que não sei porque não tenho ódio de homens e sim do machismo, que é bem diferente. E as mulheres não querem combater os homens, serem superiores a eles, apenas serem vistas como pessoas com direitos iguais, viver num mundo em que não se precise mais do feminismo pra reparar todos os danos que a mulher sofreu ao longo da história.
Renan não gostava de feministas e continuou insistindo que não existia machismo, que “muitas mulheres não se davam ao respeito” e outras asneiras mais.
Esse namorado dela é um otário, ainda bem que ela não tem medo e retruca as coisas na lata. Já se fosse a Lola, por ter baixa autoestima, aceitaria essas agressões morais por achar que precisava da aprovação do namorado. Muitas meninas xingam a Paty de p*** porque têm inveja da liberdade dela.
Acho que escrevi um comentário maior do que o capítulo, mas faço questão de responder, estou muito feliz de ter você como minha leitora. A melhor autora do Nyah lendo uma fic minha! *-*
Kkkkkkkkkk, eu fiquei me perguntando o que era vileira xD Na época dos emos, eu era criança pequena. Quando surgiram os coloridos, eu devia ter uns dez aninhos por aí, kkkkkkk. Agora a moda é K-POP, kkkkkkkk. Confesso que sempre andei um pouco na contramão das modinhas. Todas as meninas queriam ser x enquanto eu queria ser y, kkkkkkk.
O nome do que as meninas tão fazendo com a Paty é INVEJA, só porque ela é bonita u.u Aliás, achei interessante você quebrar esse estereótipo de que toda loira bonita tem que ser babaca nas histórias sobre Ensino Médio, kkkkkkk. Tipo, só porque a menina é loira, magra e usa rosa, automaticamente ela tem que ser uma patricinha fútil. Deve ser o efeito Regina George :v Mas tinha uma menina loira na minha sala do fundamental que era extremamente inteligente e gente boa! Aliás, eram as meninas de cabelo preto que implicavam comigo, kkkkkkkkk.
Continuarei lendo mais amanhã ♡
Oieeeeeee! Nessa época em que a Lola e a Paty se conheceram, tinha briga de vileiros, queriam "dominar território", muita menina "certinha" se apaixonava pelos vida loka e começava a andar que nem vileira, usando calça larga, maria-chiquinha lá no alto, tênis colorido com calçado enorme. E os emos estavam começando a ganhar espaço. Confesso que a única vez, tirando uns exageros, que estive na moda, foi na época dos emos por causa do allstar, do lápis de olho e da franjinha... Quando os coloridos estouraram, eu já estava saindo da adolescência e não me identifiquei com o som, aí estourou o funk e eu não consigo gostar mesmo que tenham cantoras que em suas letras falem de empoderamento feminino, ainda assim tenho muita resistência e, bom, não sei nada sobre KPOP. Nadica de nada.
As meninas estão com inveja da Paty. Você já captou inclusive o meu objetivo com Primeiros Erros, mostrar que nem toda loira bonita é patricinha e babaca. A própria Paty chega a falar sobre esses estereótipos num trecho:
"Mesmo sendo uma aluna aplicada, carregava o estigma de loira burra e apesar de não me indispor com ninguém por causa disso, me entristecia com aquelas piadinhas sobre loiras nas quais as mesmas eram retratadas como objetos sexuais, seres desprovidos de inteligência, dentre outros absurdos. Naquela época, no entanto, sem graça era aquele que não ria da piada e para mostrar que conteúdos de baixo aproveitamento intelectual não degradavam minha honra, eu honrava uma expressão que minha falecida avó costumava usar com muita frequência: deixa o povo falar e o que não interessa entra por um ouvido, mas sai pelo outro."— Primeiros Erros, capítulo 13.
Sabe, nesse ano em que a Paty muda de cidade e de escola também, até antes dessa transformação, ela, por conta de um relacionamento não muito saudável com um cara babaca, decide fazer um trabalho de história sobre a primeira guerra mundial focando no papel da mulher naquela época e todo mundo debocha dela, inclusive o próprio namorado, quando ela se identifica com o feminismo. Vou mostrar uma discussão dela com o embuste:
— O feminismo já provou que não deu certo... — debochou Renan, enquanto eu digitava minhas conclusões naquele extenso documento do Microsoft Word configurado conforme as normas da ABNT. — É um bando de lésbica frustrada que quer atenção! Elas querem ser homens e por isso têm recalque!
— Algum problema com lésbicas?
— Pô cara, com tanto homem no mundo?
— Falando sério, Renan, que pensamento mais retrógrado e ridículo... Nem toda mulher é obrigada a gostar de homem... E com homem que nem você no mercado, eu preferiria gostar de mulher... Que pena que eu sou hétero...
— Agora você deu para abraçar a causa de todos os fracos e oprimidos pelo sistema?
— Por que você sempre tem a mania de me ridicularizar? Essas atitudes que você tem comigo são machistas.
— Machista, eu? — ofendeu-se ele
— Você age como se eu fosse incapaz de formular uma opinião, de levar adiante um projeto, ridiculariza minhas ideias o tempo todo e não percebe que isso me machuca....
— Aí por causa disso de uma hora pra outra você resolveu virar feminista?
— Eu estou fazendo um trabalho importante de história e você, como estudante de história, não deveria estar escrevendo sua monografia, se debruçando em cima de livros e artigos para ser aprovado pela banca e apanhar o seu diploma?
Ele não deu um pio.
— Eu até pensei em pedir sua ajuda para o trabalho, mas até meu avô com seus setenta e poucos anos tem pensamentos mais progressistas que os seus. Fala sério, cara! Você deveria ter vergonha de falar as merdas que fala, ainda mais convivendo com mulheres, namorando uma, estudando a História de uma maneira muito mais abrangente do que o conteúdo ministrado em sala de aula...
— Essas desocupadas aí acham que um olhar é estupro, culpam os homens por todos os males do mundo, pregam a extinção dos homens, ficam fazendo baderna, não caia nessa, não se deixe manipular por essa seita satânica. Já que elas querem ser homens, por que não vão carregar um pacote de 30 kg de cimento e calam a boca?
— Porque pra isso já existe carrinho de mão, queridinho... — debochei e continuei escrevendo. — E feminista não é mulher que quer ser homem, é mulher que quer ser tratada como gente, que luta para que todas as mulheres, mesmo as que não queiram se rotular, se beneficiem de todas as conquistas que levaram as mulheres a desbravar caminhos antes impensados para nós.
Estalei os dedos.
— Quem é que vai carregar pacote de 30 kg de cimento quando se tem carrinho de mão? Acorda, rapaz!
Ele não gostou muito da minha tirada sarcástica.
— Eu não quero que namorada minha diga por aí que é feminista. — interveio ele, mimado que só vendo para crer.
— Por quê? Por que isso fere sua masculinidade?
— Porque todo mundo sabe o que significa ser feminista.
— Não, as pessoas não sabem ou pelo menos não lhes foi explicado o que é e a droga da mídia acaba formando estereótipos que prejudicam as pessoas. Pintam as feministas como lésbicas odiadora de homens, ridicularizando uma mulher homossexual, estereotipando, implantando o preconceito por associar a homossexualidade feminina com o ódio aos homens e ao feminismo, quando tudo não passa de mito. Se uma classe de mulheres tem ódio de homens, é outro departamento e eu não vou falar sobre o que não sei porque não tenho ódio de homens e sim do machismo, que é bem diferente. E as mulheres não querem combater os homens, serem superiores a eles, apenas serem vistas como pessoas com direitos iguais, viver num mundo em que não se precise mais do feminismo pra reparar todos os danos que a mulher sofreu ao longo da história.
Renan não gostava de feministas e continuou insistindo que não existia machismo, que “muitas mulheres não se davam ao respeito” e outras asneiras mais.
Esse namorado dela é um otário, ainda bem que ela não tem medo e retruca as coisas na lata. Já se fosse a Lola, por ter baixa autoestima, aceitaria essas agressões morais por achar que precisava da aprovação do namorado. Muitas meninas xingam a Paty de p*** porque têm inveja da liberdade dela.
Acho que escrevi um comentário maior do que o capítulo, mas faço questão de responder, estou muito feliz de ter você como minha leitora. A melhor autora do Nyah lendo uma fic minha! *-*