Olá. Mais um ótimo texto, acho que eu tenho que salvar uma frase pronta pra dizer como seus textos são sempre ótimos.
Eu tive uma viagem enquanto lia essa crônica... Essa coisa de saber que não se pode mudar o mundo me fez pensar que nós temos três fases de pensamento sobre a questão de mudar o mundo.
A primeira é quando achamos que podemos fazer algo absolutamente incrível que mude a vida de milhões de pessoas, geralmente acontece quando somos crianças.
A segunda é quando achamos que nunca, de maneira nenhuma vamos fazer algo de bom e que mude a vida de alguém, esse momento fica ali no período da adolescência.
E o terceiro que é quando percebemos que não é preciso mudar o mundo para milhões de pessoas, mas sim para aquele grupo de pessoas especias para você e assim elas perceberam que podem mudar a vida de alguém também e quando menos se espera haverá um ciclo de pessoas mudando uns as vidas dos outros...
E obviamente existe o momento zero que são as pessoas que realmente mudam a vida de milhões, mas eles não importam por hoje.
Bem, foi mal por essa brisa toda, mas eu tenho dessas.
Uma vez esperando o ônibus para voltar para casa de mais um dia exaustivo que a vida adulta me apresentara, aconteceu do meu fone descarregar e ao guardar na bolsa, todo o barulho que sempre evitara:motores barulhentos, buzinas irritadas, conversas apressadas, senti minha bolha estourar-se.
Em meio toda aquela conversa, das pessoas ao meu redor uma em específico me chamou a atenção.
Não a da menina de sapatos azuis que dizia o quão tinha raiva das proibições de sua mãe quanto a ela para seu amigo de cabelos ondulados e camisa branca, mas da pessoa atrás deles.
Essa pessoa disse: "Vou continuar tentando até que nada mais importe, pois se fossem outras pessoas, já teriam desistido, serei assim o único a realmente tentar, e no fim acho que não me arrependerei."
Isso me prendeu a conversa de uma forma quase que bisbilhoteira e mentalmente comecei a dialogar.
A minha vida toda dizia que faria diferente, que seria diferente, mas no fim eu estava sendo mais uma, evitando o barulho, evitando o cansaço, evitando a tentativa, evitando, evitando e evitando... Mas atrás da menina que também evitava a conversa com a sua mãe, um cara sem fones e tão cansado como eu estava continuando e tentando até que nada mais importasse...
Fico feliz que a crônica te fez pensar e lembrar e muito obrigada por compartilhar o acontecido.
Também já passei por isso, lembro-me de olhar para o meu reflexo e dizer hoje vai ser diferente, vou me arriscar, sair da minha zona de conforto e fazer acontecer, mas no final do dia era igual a todos os outros, algo sempre me impedia e me impede.
De uns anos pra cá tenho tentado mudar e viver no real e fazer a diferença, não vou mentir e dizer que todos os dias eu faço a diferença, não é assim, ainda me sinto introspectiva e ainda tem algo que me prende. Mas fiz alguns progressos, são pequenos, mas isso já é uma vitória e de pouquinho em pouquinho, no meu tempo vou saindo do meu casulo.
Olá. Mais um ótimo texto, acho que eu tenho que salvar uma frase pronta pra dizer como seus textos são sempre ótimos.
Eu tive uma viagem enquanto lia essa crônica... Essa coisa de saber que não se pode mudar o mundo me fez pensar que nós temos três fases de pensamento sobre a questão de mudar o mundo.
A primeira é quando achamos que podemos fazer algo absolutamente incrível que mude a vida de milhões de pessoas, geralmente acontece quando somos crianças.
A segunda é quando achamos que nunca, de maneira nenhuma vamos fazer algo de bom e que mude a vida de alguém, esse momento fica ali no período da adolescência.
E o terceiro que é quando percebemos que não é preciso mudar o mundo para milhões de pessoas, mas sim para aquele grupo de pessoas especias para você e assim elas perceberam que podem mudar a vida de alguém também e quando menos se espera haverá um ciclo de pessoas mudando uns as vidas dos outros...
E obviamente existe o momento zero que são as pessoas que realmente mudam a vida de milhões, mas eles não importam por hoje.
Bem, foi mal por essa brisa toda, mas eu tenho dessas.
Enfim, tchau. Até logo.
de Lima
A famosa crise existencial. É normal, em algum momento teremos, fico feliz que a partir dela você teve essa reflexão!
Eu adorei!
Ahaha
Engraçado como os pensamentos fluem...
Uma vez esperando o ônibus para voltar para casa de mais um dia exaustivo que a vida adulta me apresentara, aconteceu do meu fone descarregar e ao guardar na bolsa, todo o barulho que sempre evitara:motores barulhentos, buzinas irritadas, conversas apressadas, senti minha bolha estourar-se.
Em meio toda aquela conversa, das pessoas ao meu redor uma em específico me chamou a atenção.
Não a da menina de sapatos azuis que dizia o quão tinha raiva das proibições de sua mãe quanto a ela para seu amigo de cabelos ondulados e camisa branca, mas da pessoa atrás deles.
Essa pessoa disse: "Vou continuar tentando até que nada mais importe, pois se fossem outras pessoas, já teriam desistido, serei assim o único a realmente tentar, e no fim acho que não me arrependerei."
Isso me prendeu a conversa de uma forma quase que bisbilhoteira e mentalmente comecei a dialogar.
A minha vida toda dizia que faria diferente, que seria diferente, mas no fim eu estava sendo mais uma, evitando o barulho, evitando o cansaço, evitando a tentativa, evitando, evitando e evitando... Mas atrás da menina que também evitava a conversa com a sua mãe, um cara sem fones e tão cansado como eu estava continuando e tentando até que nada mais importasse...
Sua crônica me remeteu a isso... Obrigada ♥
Muito obrigada!!
Fico feliz que a crônica te fez pensar e lembrar e muito obrigada por compartilhar o acontecido.
Também já passei por isso, lembro-me de olhar para o meu reflexo e dizer hoje vai ser diferente, vou me arriscar, sair da minha zona de conforto e fazer acontecer, mas no final do dia era igual a todos os outros, algo sempre me impedia e me impede.
De uns anos pra cá tenho tentado mudar e viver no real e fazer a diferença, não vou mentir e dizer que todos os dias eu faço a diferença, não é assim, ainda me sinto introspectiva e ainda tem algo que me prende. Mas fiz alguns progressos, são pequenos, mas isso já é uma vitória e de pouquinho em pouquinho, no meu tempo vou saindo do meu casulo.
Com carinho,
Cecília.